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ANIQUILANDO A GRAÇA DE DEUS


Por: C. D. Cole

“Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”. Gálatas 2:21

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”. Judas 4.

Estes dois textos falam de dois perigos, perigos estes de direções opostas. O de aniquilar a graça e o de transformar a graça em libertinagem. Um é o perigo de deixar a graça de lado, como se não precisasse dela; o outro é o de abusar dela, usando-a como justificativa para uma vida de orgia e práticas dissolutas. O primeiro é o perigo do Arminianismo, um sistema que prega a salvação pelas obras humanas; o segundo é o do Antinomianismo, sistema que nega a responsabilidade ensinando que o pecador pode ser salvo pela graça e depois chafurdar no lamaçal do pecado. O filho genuíno de Deus deseja ficar longe destas duas rochas enquanto navega pelo mar da vida.

ANIQUILANDO A GRAÇA DE DEUS

1. O que significa isto? É deixar a graça de lado, fazendo com que a salvação dependa da bondade e méritos do homem. Torna a salvação em algo que o pecador ganha totalmente ou em parte pelos seus méritos. “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida”. Romanos 4:4. Os homens aniquilam a graça ao pensarem e ensinarem que é preciso cumprir a lei de Deus, a fim de ser salvo. Paulo disse que ele não fazia isso. “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Romanos 4:5.

2. Os homens aniquilam a graça quando tentam se tornar justos pelas obras da lei. Teoricamente, há duas maneiras para o pecador se tornar justo perante a lei de Deus. Uma é cumprir esta lei, mas este caminho está fechado a todos os homens, porque todos quebraram a lei. Suponha que o pecador dissesse: “Quero me tornar justo, cumprindo a lei”. A lei coloca os óculos e diz: “Nasceu santo ou começou a vida sem a natureza pecaminosa”? Essa pergunta o nocauteia logo no início, porque homem nenhum pode afirmar isto. Salmo 51:5 diz: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”. Todos nós nascemos com uma natureza pecaminosa e assim que começamos a distinguir o certo do errado, fazemos o que é errado. Seguimos a tendência de nossa natureza depravada. Se alguém quiser argumentar, deixe essa questão e mude para outra: podemos cumprir a lei de Deus perfeitamente de agora em diante? Se a resposta for SIM, então me diga que parte de sua vida é absolutamente perfeita. Lembre-se: um pecado só é bastante para nos condenar. Ser culpado em um ponto, é ser culpado de quebrar a lei. Teoricamente, o homem que cumpre a lei é justo diante de Deus. Mas, desde que todos pecaram, então ninguém pode ser salvo assim.

Outro modo para se tornar justo é ter a justiça de Cristo creditada em nossa conta. Este é o único meio, pelo qual é possível nos tornarmos justos – ser revestido da justiça de Cristo. A justiça é baseada na obediência e Cristo foi obediente até a morte. Ele não precisava desta justiça para Si mesmo – é Deus e não está sob nenhuma lei – por isso Sua obediência e justiiça se destinaram a pessoas injustas. Romanos 5:1: “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos”. Esta justiça se torna do pecador pela fé – ele não pode consegui-la de nenhum outro modo. Romanos 10:4 “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”.

3. Se pudéssemos ser justificados por nossas próprias obras, então Cristo teria morrido em vão. Esta é uma razão porque odeio tanto a justiça própria – ela acusa Cristo de fazer uma coisa tola e vã. Torna também Sua morte uma tolice completa.

B. H. Carroll gostava de dizer que quando encontrava um pecador de coração perfeitamente endurecido, que pensava que podia se justificar pela sua própria conduta, ele o levava ao Monte Sinai de onde podia ver a fumaça e ouvir o trovão e deixava o inferno espantá-lo. Quando isto acontecia, então estava pronto para ouvir o Evangelho.

CONVERTER EM DISSOLUÇÃO A GRAÇA DE DEUS

O que isto significa? Não é poluir o princípio da graça. Significa que a doutrina da graça – os ensinamentos sobre ela – é que a pessoa pode ser salva pela graça e depois viver no pecado – cedendo aos impulsos carnais, com a desculpa de que está sob a graça.

O homem que está sob a graça também tem graça no coração e não pode amar o pecado. O homem nascido pela graça não é perfeito – ele também erra, mas odeia o erro e a si mesmo por errar e se arrepende. A graça de Deus nele não o deixará viver na prática do pecado – ele não comete um décimmo do erro que cometeria sem a graça de Deus.

Os homens estão tornando a graça de Deus em dissolução ao se entregarem a uma vida de prazer, esquecendo-se de Cristo e Sua causa e não se entristecem nem se arrependem.

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SALVAÇÃO PELAS OBRAS – UMA DOUTRINA CRIMINOSA


Por: C. D. Cole

“Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”. Gálatas 2:21

A idéia da salvação pela obras é uma doutrina persistente. Não importa o quanto se é refutada; ela continua a insistir no mesmo ponto. Tem mais vidas do que o gato. O Apóstolo Paulo lançou ataque após ataque contra ela, mas nunca pôde expulsá-la da mente dos homens. Para ele, era outro evangelho. Apesar de todas as armas usadas contra esta doutrina, ainda continua a ser popular.

A salvação pelas obras é uma doutrina plausível. Ao pensador superficial, parece mais razoável. De fato, o oposto parece perigoso. É um princípio para muitos de que o homem bom vai para o céu e o ruim, para o inferno.

A salvação pelas obras é natural à humanidade caída. É a própria essência de todas as religiões falsas. É a doutrina de cada religião não cristã, tanto quanto de muitos que usam o nome de Cristo. Vá onde for, a religião natural do homem caído é a salvação por méritos próprios. C. H. Spurgeon disse bem: “Todo homem nasce herege neste ponto”. Crê-se nisto até que Deus lhe abra os olhos à verdade. Também C. H. Spurgeon disse: “A auto-salvação, ou pelo valor pessoal, ou pelo arrependimento, ou por resolução própria, é a esperança inerente da natureza humana, e é muito difícil de ser extirpada”.

A salvação pelas obras é o resultado da ignorância. Os homens são ignorantes da lei de Deus e de si mesmos. De outro modo não acreditariam em tal doutrina. Romanos 10:1-4: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para a sua salvação. Porque lhe dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”.

A salvação pelas obras é uma doutrina criminosa. Paulo acusa o homem que a defende de dois crimes. Ela aniquila a graça de Deus e faz com que Cristo tenha morrido em vão.

1. Ela aniquila a graça de Deus. A palavra “aniquilar” significa tornar vazia ou inútil. É claro que se um homem é salvo pelas obras ele não precisa da graça de Deus. A graça é para quem quebra a lei e não para quem a cumpre. É coisa supérflua se puder provar o mérito. Quem puder ir a um tribunal com um caso, sem dúvida a seu favor, sabendo que é inocente, não vai pedir misericórdia, mas justiça. “Quero justiça”, ele diz. “Quero meus direitos”, ele exige. Só quando se sente culpado é que implora por misericórdia. Nenhum advogado que acredita na inocência de seu cliente e pode prová-la, pede-lhe que fique à mercê da corte. Justiça é tudo o que um inocente precisa; é o pecador que precisa de misericórdia. O homem que crê na salvação pelas obras nega a necessidade de graça e misericórdia.

Há alguns que, mesmo sem negar a necessidade da graça, tornam-na secundária. Há só um grau mais baixo do mesmo crime. De acordo com esta teoria, o homem faz o melhor que pode e a graça de Deus faz o resto. Isto mistura a graça e as obras na salvação, exatamente aquilo que a Bíblia diz que não pode ser feito. Romanos 11:6: “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra”. É preciso ter a salvação por inteiro, ou por merecê-la ou tendo como base o que Cristo fez por você. Baseado em quê, você a espera? Se não a merece, então deve recebê-la baseado na graça.

2. O segundo grande crime que fala contra o homem que defende a salvação pelas obras é que ela faz com que Cristo tenha morrido em vão. É muito claro. Se a salvação é o resultado do bem que faço, então a morte de Cristo não era necessária. Seu sofrimento foi inútil. Isto me deixa furioso. Fico indignado ao ouvir alguém dizer que é salvo pelas obras boas que faz.

A doutrina da salvação pelas obras é um pecado contra todos os filhos caídos de Adão. Se os homens não podem ser salvos a não ser pelas boas obras, que esperança há para o pecador? O portão da misericórdia se fecha à toda raça humana. Nega-se toda esperança de boas vindas ao pródigo que volta. O mesmo acontece em relação a todas as perspectivas do paraíso ao ladrão moribundo.

É pecado contra os santos. A única esperança deles é o sangue de Cristo. Os santos, na verdade, se esforçam para viver de modo santo, mas a esperança que têm do céu não se baseia no sucesso de fazê-lo; porque têm um alicerce melhor, que é a obediência de Cristo. “Porque, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos”. Romanos 5:19.

É um pecado contra os santos no céu. A doutrina da salvação pelas obras silenciaria as aleluias no céu. Lá eles estão cantando: “Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”. Apocalipse 1:5. Esta doutrina criticaria este canto e o transformaria numa canjiquinha tal como: “Não preciso dEle; não preciso dEle; sem pecar, vivi; e assim morri”.

Mas em vez disso o crente em Cristo diz: “O que Cristo fez, e só isso, é o meu apelo aprazível de fé; não tem nada a ver com o eu, nem justiça nenhuma em mim. Tuas obras, não as minhas, Ó Cristo, alegram este coração. Dizem-me que está consumado, e aos meus medos dizem: vão”.

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A Soberania de Deus em Ação


Pr. Luiz Antonio FerrazIgreja Batista da Esperança09/12/2001

Texto: Apocalipse 19:6

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.”

Introdução

1.Se Deus predeterminou a salvação dos seus, que utilidade há que nos esforcemos pessoalmente na piedade (2Tm.4:7)?

2.Se Deus preparou de antemão as boas obras na qual hão de andar os predestinados (Ef.2:10), que utilidade há em sermos solícitos na prática de boas obras (Tt.3:8)?

3.Se Deus já determinou o número dos salvos, que encorajamento teremos para pregarmos o evangelho aos perdidos?

I. A Soberania de Deus e o Crescimento do Crente na Graça

1.Aprender e apreciar devidamente a Soberania de Deus, longe de ser um empecilho ao desenvolvimento do caráter, servirá para fomentá-lo.

2.Assim como o desespero do pecador, por causa de sua incapacidade, é a primeira condição para que haja conversão, assim também a perda de toda confiança em si mesmo é, da parte do crente, o primeiro ponto essencial para seu crescimento na graça.

3.O segredo do desenvolvimento do caráter cristão está em percebermos e confessarmos nossa própria incapacidade.

4.Somos completamente incapazes de praticar um único preceito ou obedecer um único mandamento. Não podemos “amar nossos inimigos” (Mt.5:44), sem a operação de Deus (Jo.15:4,5).

5.Deus então zomba de nós, quando nos manda que façamos o que sabe sermos incapazes de fazer? Respondemos como Agostinho: Deus dá mandamentos que não podemos cumprir para que saibamos o que devemos pedir da parte dele.”

II. A Soberania de Deus e o Serviço do Crente

1.Que lugar há para o zelo no serviço cristão?

2.A doutrina da Soberania de Deus não desencoraja os crentes na evangelização?

3.Suponha que alguém é chamado para ser evangelista, e sai crendo na liberdade da vontade humana e na capacidade do próprio pecador de vir a Cristo. Prega o evangelho com fidelidade, mas descobre que a vasta maioria dos ouvintes é indiferente à mensagem. Descobre que os homens estão, na sua maioria, preocupados com as coisas deste mundo. Implora aos homens que se reconciliem com Deus. Tudo em vão. Fica totalmente desencorajado e pensa consigo mesmo: Qual é a utilidade de tudo isto? Devo abandonar a vocação, mudar a missão ou a mensagem?

4.Qual é o corretivo que Deus dá ao seu servo desencorajado?

4.1.Ele precisa aprender pela Escritura que Deus não está procurando agora converter o mundo, mas está “constituindo um povo para o seu nome” (At.15:14).

4.2.Ele precisa ter uma correta compreensão do plano de Deus. Qual é a resposta de Deus para o aparente fracasso? A certeza de que o propósito de Deus não pode falhar. Jamais houve a intenção de que nossos esforços cumprissem aquilo que Deus nunca decretou!

4.3.Ele precisa aprender que não somos nós os responsáveis pelos resultados. Paulo plantou, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento (1Co.3:6).

5.A doutrina da Soberania de Deus nos encoraja ao evangelismo:

João 10:16 – “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.”

5.1.Jesus disse “tenho” e não “terei”, porque as ovelhas lhe foram dadas pelo Pai antes da fundação do mundo (Jo.17:2-9; Ap.13:8).

5.2.Jesus disse “ouvirão a minha voz” e não “ouvirão se for da vontade delas”.

6.O amor do Pai pelo Filho é eterno:

João 17:24 – “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.”

7.É este o amor que Deus tem pelos eleitos:

João 17:23 – “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.”

8.Eles foram amados “antes da fundação do mundo”.

9.Por isso eles ouvirão a palavra:

João 17:8 – “Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste.

10.Se os “cabritos” não ouvem, as “ovelhas” [os eleitos] ouvirão.

11.Jesus garante uma grande “pescaria”

Lucas 5:5,6 – “E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede.”

12.Portanto a pregação do evangelho nunca será é inútil:

1 Coríntios 15:58 – “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”

Conclusão

1.A doutrina da Soberania de Deus oferece estímulo para o crescimento na graça e encoraja para o evangelismo.

2.A doutrina da Soberania de Deus não é cruel nem injusta. É uma provisão misericordiosa! Se Deus não tivesse escolhido alguns para a salvação ninguém seria salvo, porque “…não há ninguém que busque a Deus” (Rm.3:11), “…teríamos nos tornado como Sodoma, e teríamos sido feitos como Gomorra.” (Rm.9:29).

3.Se a salvação é resultado da predeterminação de Deus, por que Ele não escolheu todos? Não seria mais sábio?

4.Do mesmo modo podemos perguntar: Não seria mais sábio se Deus não tivesse criado o Diabo, ou se jamais tivesse permitido que o pecado entrasse no mundo?

5.Os caminhos de Deus são inescrutáveis! (Is.55:8,9; Rm.11:33-36).

6.Embora somente a eternidade seja suficiente para se aprender toda a revelação divina, o inefável resultado é declarado em cinco palavras: DEUS SERÁ TUDO EM TODOS (1Co.15:28; Cl.3:11).

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O Valor da Doutrina da Soberania de Deus


Pr. Luiz Antonio FerrazIgreja Batista da Esperança02/12/2001

Texto: 2 Timóteo 3:16,17

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

Introdução

1.“Toda a Escritura é inspirada…”

2.“Toda a Escritura é util para o ensino…”

3.“Doutrina” significa “ensino”.

4.É através da doutrina que a realidades de Deus, de Cristo, do Espirito Santo, da salvação, da graça e da glória nos são reveladas.

5.É pela doutrina que os crentes são alimentados e edificados.

6.Atualmente a doutrina está sendo depreciada. Dizem que ela não é “prática”.

7.Mas a doutrina é a própria base da vida prática.

8.Há uma inseparável conexão entre a crença e a prática:

Provérbios 23:7 – “Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele…”

9.A relação entre verdade [doutrina] e prática é de causa e efeito:

João 8:32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

10.Toda Escritura útil primeiro para o “ensino”. Todas as epístolas seguem essa ordem: doutrina, depois, exortação e admoestação.

11.A substituição da exposição doutrinária pela chamada “pregação prática”, é a causa fundamental de muitas e graves enfermidades que afligem a igreja.

12.A ignorância doutrinária tem levado muitos crentes à fraqueza espiritual e ao naufrágio da fé.

13.Estamos vivendo dias que os crentes não gostam de doutrina:

2 Timóteo 4:3 – “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.”

14.A doutrina da Soberania de Deus, portanto, não é um mero dogma, desprovido de valor prático. É uma doutrina que forçosamente produzirá poderoso efeito sobre o caráter cristão e sobre a vida diária.

15.A doutrina da Soberania de Deus é fundamental na teologia cristã, cedendo      lugar somente à doutrina da inspiração.

16.Ela é o centro de gravidade do sistema da verdade cristã.

17.Ela é o sol ao redor do qual se agrupam as esferas menores.

18.Ela é o fio no qual as demais doutrinas são enfileiradas como um colar de pérolas, a mantê-las no devido lugar e a dar-lhes unidade.

19.Ela é o prumo pelo qual cada credo precisa ser testado.

20.Ela é a balança na qual cada dogma humano deve ser pesado.

21.Ela é a principal âncora de nossa alma.

22.Ela é um tônico divino a refrigerar-nos o espírito.

23.Ela cria gratidão na prosperidade e paciência na adversidade!

24.Oferece consolação no presente e senso de segurança quanto ao futuro.

25.Atribui a Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – a glória que lhe é devida, colocando a criatura no correto lugar diante dele – no pó!

SI    Qual é o Valor da Doutrina da Soberania de Deus?

I. Aumenta Nossa Veneração pelo Caráter de Deus

1.Oferece um exaltado conceito das perfeições de Deus.

2.Exibe a inexcrutabilidade da sabedoria de Deus.

3.Demonstra a irreversibilidade da vontade divina.

4.Até o pecado glorifica a Deus (Sl.76:10).

5.Exalta a graça divina. A graça é livre! A graça reina! A graça e é soberana.

II.    É O Alicerce Sólido da Verdadeira Religião

1.Cada oração seria presunção carnal se não oferecida “segundo a vontade de Deus”.

2.Cada culto seria “obra morta”.

3.A religião experimental consiste da percepção do cumprimento da vontade de Deus. Fomos predestinados a ser conformes a imagem do Filho de Deus, cuja comida consiste em praticar a vontade de Deus.

III. Repudia A Heresia da Salvação pelas Obras

1.A salvação pelas obras é um caminho que leva à morte (Pv.14:12).

2.é errado dizer que Deus está disposto a fazer a parte dele desde que façamos a nossa. Declarar que Deus só ajuda àqueles que se ajudam a si mesmos é um erro. Deus ajuda aqueles que são incapazes de se ajudarem a si mesmos.

3.Dizer que a salvação depende da própria vontade é expressar de outra forma o dogma da salvação pelo esforço humano. Este dogma avilta Deus e zomba dele!

4.Alguém diria que esta doutrina levaria o pecador ao desespero. É exatamente isto que ele precisa para humilhar-se diante de Deus e buscar socorro somente naquele que pode salvá-lo!

IV.   Leva A Criatura a Humilhar-se Profundamente

1.As realizações do homem, seu desenvolvimento e progresso, sua grandeza e auto-suficiência, são o santuário onde o mundo presta culto hoje em dia.

2.Mas a doutrina da Soberania de Deus remove todos os alicerces da jactância humana e implanta espírito de humildade.

3.Declara que a salvação vem do Senhor, na sua origem, na sua operação e na sua consumação.

4.Declara que o Senhor tem que aplicar, e não somente suprir, que tem que completar, e não somente iniciar a obra da salvação, que não somente precisa restaurar-nos, mas também manter-nos e sustentar-nos até o fim: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” (Fp.1:6).

5.Declara que Deus é a fonte de todo bem:

Salmos 87:7 – “…todas as minhas fontes estão em ti.”

V.    Confere Senso de Segurança Absoluta

1.O poder infinito de Deus nos dá segurança:

Hebreus 13:6 – “…não temerei o que me possa fazer o homem.”

Salmo 56:3 – “Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti.”

Deuteronômio 33:26,27 – “Não há outro, ó Jesurum, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua majestade sobre as mais altas nuvens. O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os   braços eternos; e ele lançará o inimigo de diante de ti, e dirá: Destrói-o.”

2.Estou seguro nas mãos do Pai e de Cristo (Jo.10:28,29).

3.Meu depósito está garantido até o dia final (2Tm.1:12).

VI. Oferece Consolação na Tristeza

1.Porque nenhum pardal cai se não for da vontade de Deus (Mt.10:29).

2.Os fios de nossos cabelos estão todos contados (Mt.10:30).

3.Nossos dias estão contados (Jó 7:1; 14:5; 23:14).

VII. Produz Espírito de Resignação

1.O exemplo de Arão: “…porém Arão calou-se.” (Lv.10:3).

2.O exemplo de Davi: “…faça de mim como parecer bem aos seus olhos.” (2Sm.15:26).

VIII. Estimula ao Cântico de Louvor

1.Se minha mente não consegue entender o amor de Deus, que excede todo entendimento (Ef.3:19), e a razão porque me escolheu, meu coração pode exprimir sua gratidão, em louvor e adoração.

2.Posse me alegrar sempre no Senhor (Fp.4:4). Não diz o texto alegrai-vos no “Salvador”, mas no “Senhor”.

IX. Garante o Triunfo Final do Bem Sobre o Mal

1.As nações serão humilhadas (Is.34:1,2).

2.Todo ser altivo será humilhado (Is.2:11).

X. Oferece Lugar de Descanso para O Coração

1.A glória de Deus não consiste somente no fato dele ser o Altíssimo.

2.A glória de Deus está no fato dele descer humilde, em amor, para a obra da cruz. A glória está na cruz! (Gl.6:14).

3.Pela cruz aquele que já era Senhor de nosso destino, tornou-se o Senhor de nossos corações! (2Co.5:14).

Conclusão

1.Não é terror mas adoração o dobrar-se perante o Altíssimo:

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” (Ap.5:12)

2.Deus é Soberano! Aleluia!

“Eis que arrebata a presa; quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes?” (Jó 9:12).

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Deus é soberano na oração


Pr. Luiz Antonio Ferraz – Igreja Batista da Esperança – 10/11/2001

Texto: 1ª João 5:14

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Introdução

1.Há uma tendência universal de elevar a criatura e rebaixar o Criador

2.Esta tendência também se vê na oração

3.Fala-se muito no elemento humano, que temos que reivindicar as promessas

4.Não há lugar para as exigências, para os direitos e para a glória de Deus

5.Afirma-se que a oração muda as coisas, pode modificar Deus; pode mover o céu! Mentira!

6.Porque Deus é Soberano Absoluto:

1 Samuel 2:6-8 – “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo.”

7.A oração não muda o propósito de Deus

8.O propósito de Deus ocorrerá mesmo sem a nossa oração

9.Deus não irá mudar seu propósito porque Ele é imutável:

Tiago 5:17 – “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”

Malaquias 3:6 – “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”

10.O propósito divino é sábio

Romanos 11:33-36 – “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”

11.O propósito divino é eterno (Ef.3:11)

Salmo 119:142 – “A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.”

Salmo 119:144 –  “A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.”

Salmo 148:6 – E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.

Eclesiastes 3:14 –  Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

Isaias 14:24-27 –  O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei a Assíria na minha terra, e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte deles e a sua carga se desvie dos seus ombros. Este é o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?”

12.Nossas orações é que devem estar de acordo com o propósito divino

1 João 5:14 – “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.”

13.Deus decretou os fins e os meios. Se Deus decretou um fato e que Ele ocorra através da oração de petição, Ele efetuará o fato, mas também concederá espírito de súplica. Lutero disse: “A oração não visa a vencer a relutância de Deus, mas a aprender-lhe a disposição favorável.”

I. A Oração tem o Propósito Trazer Honra a Deus

1.Pelo reconhecimento de seu domínio universal

2.Pelo reconhecimento de sua bondade, poder, imutabilidade, graça e soberania

3.Pelo reconhecimento de ser Ele o Autor de toda dádiva boa e perfeita.

II. A Oração tem o Propósito de Cumprir a Vontade Divina

1.A vontade dele é que cresçamos na graça:

2 Pedro 3:18 – “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

2.A vontade dele é que nos humilhemos perante Deus:

Tiago 4:10 – “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.”

1 Pedro 5:5-7 – “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

3.A vontade dele é que cheguemos à presença de Deus:

Hebreus 4:16 – “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça…”

4.A vontade dele é que exercitemos nossa fé:

Hebreus 10:22 – “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé…”

5.A vontade dele é que o nosso amor seja fortalecido:

Salmo 116:1 – “Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.”

6.A vontade de Deus é que sejamos cooperadores de sua obra:

1 Coríntios 2:5-9 – “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.”

7.Paulo orava pelo seu povo (Rm.10:1), mesmo sabendo que muitos não iriam salvar-se. Por quê? Porque Paulo orava pela salvação dos eleitos:

Romanos 10:1 – “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação.”

Romanos 11: 1-6 – “Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal. Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.”

III. A Oração tem o Propósito de Conceder Bençãos

1.Mas se todas as coisas vêm “dele e por meio dele e para ele” (Rm.11:36), então por quê orar?

2.Se tudo já foi determinado, então para que orar?

3.Igualmente perguntamos: Qual é a necessidade de chegar-se alguém a Deus para   dizer-lhe aquilo que Ele já sabe?

4.A oração não tem o propósito de dar informações a Deus, mas expressar nosso reconhecimento de que Ele sabe o que precisamos:

Mateus 6:8 – “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”

5.O desígnio da oração é este: ela não tem o propósito de alterar a vontade de                 Deus, mas antes que ela seja cumprida.

6.Cristo sabia que seria exaltado pelo Pai, mas mesmo assim orou:

João 17:5 – “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

7.A vontade de Deus é imutável, e não pode ser alterada por nossos clamores. Nem as orações mais fervorosas podem alterá-la:

Jeremias 15:1 – “Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo…”

Conclusão

1.As crenças populares reduzem Deus à função de servo, cumprindo nossas ordens que enviamos através da oração.

2.O que necessitamos é que Deus nos encha o coração com seus pensamentos, e então os seus desejos serão nossos, e assim pediremos de acordo com sua vontade, e seremos ouvidos.

3.Rogar algo a Deus “em nome de Jesus” significa rogar-lhe algo em sintonia com sua vontade, ou com a natureza de Cristo.

4.Pedir “em nome de Cristo” é como se o próprio Cristo estivesse fazendo a petição.

5.Só podemos pedir a Deus aquilo que Cristo pediria.

6.Quando rogamos pela salvação de um pecador, estamos reconhecendo a soberania divina! “Um calvinista é arminiano de pé, e um arminiano é calvinista de joelhos, porque os calvinistas apelam para a vontade do homem e sua escolha quando pregam, e os arminianos reconhecem que tudo depende de Deus quando oram. Devemos orar como se [porque] tudo dependesse [depende] de Deus, e pregar como se tudo dependesse do homem.” (Reverendo Samuel Falcão, Predestinação, Casa Editora Presbiteriana, São Paulo, 1981, p.26). Mas eu prefiro dizer que “…Devemos orar como porque tudo depende de Deus, e pregar como se tudo dependesse do homem.”

7.Quando oramos pela salvação de alguém, um pecador morto em delitos e pecados, estamos pedindo a Deus que o ressuscite espiritualmente. Se pudéssemos ressuscitar mortos, nós mesmos converteríamos os pecadores, e não haveria necessidade de rogarmos a Deus.

8.Vejamos o que J. I. Packer diz sobre a oração:

“Você ora pedindo a conversão de outras pessoas. Porém segundo quais termos você intercede por elas? Você limita-se a pedir que Deus as leve a um ponto em que possam salvar-se a si mesmas, independentemente dele? Não penso que você costuma fazer isso. Penso que o que você faz é orar, em termos categóricos, que Deus queira, de maneira simples e decisiva, salvar as pessoas; que Ele queira abrir os olhos do entendimento delas, abrandando os seus corações, renovando a natureza delas, e impulsionando suas vontades para que recebam o Salvador. Você pede que Deus opere nas pessoas tudo quanto for necessário para a salvação delas. Você nem pensaria em salientar, em sua oração, que você não está realmente pedindo de Deus que Ele leve as pessoas à fé, por reconhecer que isso é algo que Ele não pode fazer. Nada de coisas dessa ordem! Quando alguém ora em favor de pessoas não-convertidas, ora com base no pressuposto que está ao alcance do poder de Deus levar os pecadores à fé. E implora a Deus para que ele faça precisamente isso, e a sua confiança, na oração, repousa sobre a certeza de que Ele é poderoso para fazer o que lhe é pedido. E realmente Ele é poderoso para isso. Aquela convicção, que anima as nossas intercessões, é a própria verdade de Deus, escrita em nossos corações pelo Espírito Santo. Quando você ora, portanto, você sabe que Deus é quem salva; você sabe que o que faz os homens voltarem-se para Deus é a própria atuação graciosa de Deus que os atrai a si. E quando você ora, o conteúdo das suas orações é determinado por esse conhecimento. Portanto, pela sua prática de intercessão, não menos do que pelas suas ações de graças por sua conversão, você reconhece e confessa a soberania da graça de Deus. E o mesmo fazem todos os crentes, em todo lugar.” (J. I. Packer, Evangelismo e Soberania de Deus, Fiel, p.15).

Publicado em Sermões e Esboços

Deus é soberano


Pr. Luiz Antonio Ferraz – Igreja Batista da Esperança – 03/11/2001

Texto: Romanos 11:36

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

I. Sobre a Vontade Humana dos Justos

1.Sobre os eleitos Deus exerce poder vivificante

1.1.Deus ressuscita os mortos espirituais:

Efésios 2:5 – “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo…”

Colossenses 2:13 – “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.”

1.2.Deus concede sua natureza divina:

2 Pedro 1:4 – “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.”

1.3.Sem a natureza divina, comunicada no novo nascimento, é impossível a qualquer homem gerar um impulso espiritual, formar um conceito espiritual, ter pensamento espiritual, entender realidades espirituais, e, muito menos ainda dedicar-se a obras espirituais:

Lucas 6:43-45 – “Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom [Lc.18:19; Rm.3:10-18; Mt.7:11], do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.”

Tiago 3:11,12 – “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”

Jeremias 13:23 – “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”

1.4.Deus transporta para o reino da luz:

Colossenses 1:13 – “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.”

2.Sobre os eleitos Deus exerce poder dinamizante

Efésios 1:18,19 – “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder.”

Efésios 3:16 – “Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados [fortalecidos] com poder pelo seu Espírito no homem interior.”

Isaias 40:29 – “Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.”

Miquéias 3:8 – “Mas eu estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.”

Atos 1:8 – “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”

Atos 4:33 – “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”

1Coríntios 2:4 – “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder.”

3.Sobre os eleitos Deus exerce poder orientador

Salmo 48:14 – “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte.”

Efésios 2:10 – “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”

Isaías 26:12 – “SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.”

Salmo 90:17 – “E seja sobre nós a formosura do SENHOR nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.”

4.Sobre os eleitos Deus exerce poder preservador

Salmo 97:10 – “Vós, que amais ao SENHOR, odiai o mal. Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios.”

Salmo 37:28 – “Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.”

Salmo 145:20 – “O SENHOR guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.”

Os crentes perseveram porque Deus os preserva!

1 Pedro 1:5 – “Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo.”

Judas 25,26 – “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.”

II. Sobre a Vontade Humana dos Injustos

1.Sobre os ímpios Deus exerce poder restringidor

Gênesis 20:6 – “E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la.”

Gênesis 37:20 – “Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.”

Gênesis 45:8 – “Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.”

Números 23:8,20 – “(8) Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei,  quando o SENHOR não denuncia? (20) Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar.”

2.Sobre os ímpios Deus exerce poder suavizante

Gênesis 39:3,4,21 – “(3) Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, (4) José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha. (21) O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.”

Atos 7:10 – “E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.”

Êxodo 2:6 – “E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este.”

Gênesis 33:4 – “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

Ester 4:16 – “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.”

Ester 5:2 – “E sucedeu que, vendo o rei à rainha Ester, que estava no pátio, alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro.

Daniel 1:9 – “Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.”

Provérbios 21:1– “COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.”

Esdras 1:1,2 – “NO primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.”

Esdras 7:27 – “Bendito seja o SENHOR Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém.”

3.Sobre os ímpios Deus exerce poder orientador

Isaias 10:5-7 – “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas. Ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações.”

4.Deus endurece o coração dos ímpios e lhes cega as mentes

Salmo 105:25 – ” Virou o coração deles [Egito] para que odiassem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos.”

Êxodo 4:21 – “E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo.”

Romanos 9:17 – “Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.”

Êxodo 14:17,18 – “E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros, E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.”

Deuteronômio 2:30 – “Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o SENHOR teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração para to dar na tua mão, como hoje se vê.”

Josué 11:19,20 – “Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeom; por guerra as tomaram todas. Porquanto do SENHOR vinha o endurecimento de seus corações, para saírem à guerra contra Israel, para que fossem totalmente destruídos e não achassem piedade alguma; mas para os destruir a todos como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.”

João 12:37-40 – “E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure.”

2 Tessalonicenses 2:11 – “E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.”

Publicado em ceia do senhor, Série: Sermões, Sermões e Esboços

A mesa além da mesa


A Igreja é a família de Deus na Terra. Quando Jesus disse que as portas do inferno não iriam superar a igreja era porque estava imaginando uma família que se une ao Pai e unidos uns aos outros temos os princípios e a força necessários para enfrentar o inimigo das nossas almas.

Na época em que eu fazia o seminário tive o privilégio de participar de um retiro espiritual muito interessante num final de semana, era um feriado prolongado. Pessoas de várias igrejas e outras que não pertenciam a nenhuma igreja. Todas as noites reuníamo-nos em volta da fogueira onde celebrávamos a Ceia do Senhor. Assim foram todas as quatro noites. Noites inesquecíveis. Sentíamo-nos como uma família. Família de Deus.

I. As implicações de estar unido com a Família de Deus

Surpreendentemente nesse cenário, cercado por pessoas que eu não conhecia, me senti um com eles. Eu senti uma ligação e união como eu nunca tinha visto antes em um culto de adoração. Eu senti a presença de Deus. Eu adorava.

A implicação vertical.

Sentado em volta da mesa lembrei-me de sua implicação vertical. Eu reconheci que Jesus morreu por mim na cruz, derramando seu sangue para o perdão dos meus pecados. O pão, símbolo da carne, e o suco, símbolo do sangue, me fez lembrar o preço que Jesus pagou para que pudesse me reconciliar com Deus. Naquele momento, para mim, não houve nenhum sacrifício para fazer este reconhecimento ao comer um pedaço de pão seco, duro insípido e beber uma dose pequena de suco de uva, que me até deixaria sedento por mais. Havia muito mais. Esta atitude me levava à obediência e a adoração ao meu Deus.

A implicação horizontal.

Na mesa, naquela noite, me lembrei de sua implicação horizontal. A mesa é para comer. Não é para conferências. Não é para descansar. Não é para a decoração. Não é um lugar para ficar. É um lugar para se reunir para participar, de participar, de compartilhar a vida com o outro. Poucas atividades humanas nas fazem estar tão unidos uns com os outros como uma refeição. Inimigos não comem juntos, mas amigos e familiares o fazem. Estamos reunidos em torno da mesa. Amizades são feitas e aprofundadas durante uma refeição. Muitos reencontros familiares ocorrem nas mesas de refeições diversas. Comer é mais do que uma necessidade biológica. É um evento social em que as pessoas permanecem juntas. Olho no olho.

II. O Significado da união com a Família de Deus

Porque nós temos um Pai celestial, nós entramos em um relacionamento pessoal com ele.

O apóstolo João escreveu: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, também, para que vós tenhais comunhão conosco, e de fato a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:3). Os crentes se reúnem à mesa pensando em Deus. Nós compartilhamos um pai comum.

Porque nós somos uma família, nós nos tornamos parentes uns com os outros.

Muitas vezes, quando assistimos os jogos de futebol percebemos que os jogadores são parceiros, cúmplices, companheiros e quase irmãos. Parece muito estranho, ao sei se você já reparou, que os jogadores pegam na mão de um companheiro de equipe em um momento ternura, abraçam, beijam no rosto ou na testa, principalmente em finais de campeonato. Um sentimento único. Eles juntam suas mãos para um objetivo comum, ganhar o jogo. Na mesa da Ceia do Senhor, em adoração, temos mais uma razão para darmos as mãos. Porque entramos em comunhão com Deus através de seu Filho, Jesus Cristo, e somos agora uma parte de sua família. Temos uma afinidade, uma relação de sangue com aqueles que estão ao redor da mesa e com quem sentou ao nosso lado no culto.

Os primeiros cristãos não se dedicavam as atividades sociais como fazemos hoje, mas a uma relação de parentesco, um com o outro que consistiu em compartilhando a vida de Deus através do Espírito Santo. A linguagem do livro de Atos indica que estes crentes não eram conhecidos, eles eram pertencentes a uma família da fé. A palavra igreja é derivada da palavra que em grego, significa “reunião”. Não uma reunião qualquer. Mas, uma reunião em que o propósito é compartilhar algo de bom, ou para compartilhar uma boa notícia.

Porque nós somos amigos, nós entramos em uma comunhão uns com os outros.

Muitas vezes, quando ouvimos a palavra comunhão pensamos em “café”. Mas o significado da palavra é muito mais profunda do que a atividade meramente social. Comunhão significa compartilhar. Isso implica que compartilhar algo com alguém, como o dinheiro, palavras de encorajamento, confissões de fracasso, ou declarações de necessidade. Isso também implica que nós compartilhamos algo com alguém, como tristeza, alegria, ou uma área de interesse mútuo. Comunhão é expressa pela interação pessoal dentro da igreja – entenda “igreja”, como aqueles que se reúnem em comunhão, não é o local, e sim, as pessoas. Onde esta qualidade abunda, as pessoas são livres para expressar o que há de mais profundo dentro si. Essas emoções e experiências que se encontram perto do centro de ser pode ser expresso sem medo de rejeição. A comunhão é a expressão de amizade daqueles que pertencem à Família de Deus.

Porque somos seguidores de Cristo, nós entramos em uma parceria uns com os outros.

Considerando o parentesco descrito entre os crentes como uma família, e na comunhão descrita os crentes como os amigos, a parceria descreve os crentes como os diretores de uma empresa. A parceria de negócios é formada a fim de atingir um objetivo, como o fornecimento de um serviço ao público em um benefício para os parceiros – o lucro. Da mesma forma, o conceito de parceria espiritual implica que ele é criado com o objetivo de promover o evangelho e edificar os crentes – o lucro aqui é fazer discípulos para Jesus.

Paulo, o apóstolo, escrevendo aos Gálatas explicou que a igreja em Antioquia havia dado sua aprovação e bênção, para levar o evangelho de Cristo para o mundo gentio. Ele escreveu: “E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;” (Gálatas 2:9). A mão direita de companheirismo (as destras) implicava mais do que um mero gesto cortês de enviar, era uma obrigação, um contrato, um acordo de cavalheiros que iriam trabalhar juntos como parceiros para atingir o objetivo de alcançar as pessoas para Cristo. Divididos em segmentos, porém unidos pelo mesmo objetivo.

Enquanto nos reunimos em torno da mesa da Ceia do Senhor, nunca devemos esquecer aqueles além da mesa, fora dos muros da igreja estão também trabalhando como nós. Constantemente temos de nos lembrar em vincular os braços e as mãos para a obra do Senhor em nós. A Igreja não existe apenas para a comodidade e conforto dos crentes, mas também para alcançar aqueles que estão perdidos e em busca de Cristo. Tem sido dito que a igreja é a única organização que existe para o benefício daqueles que não são seus membros. Os crentes que se reúnem à mesa se reúnem para um objetivo comum para proclamar o evangelho de Jesus Cristo.

Conclusão: A próxima vez que você se reunir à mesa da Ceia do Senhor, comer o pão e beber do cálice, lembrando que Jesus fez e da família da qual você é agora uma parte, expresse sua simpatia, preocupação, apoio, incentivo para os outros, amplie sua fé e testemunho para os que estão além da mesa da Ceia do Senhor.