Publicado em Billy Graham, Sermões e Esboços

Por que me sinto tão vazio? (2)


PULPITO_billy_grahamO Homem Independente

Por Billy Graham

Somos instruídos a nos tornarmos independentes. É possível que olhemos para um indivíduo e pensemos: “Ah, ali está uma pessoa que venceu na vida.” Nós o admiramos e respeitamos sua habilidade de “vencer sozinho”.

Nós até já vimos um comercial de televisão que dizia: “Por favor, mãe, prefiro fazer isso sozinho.” Creio que fui criado para fazer algo melhor; deve haver coisa melhor nessa vida. “Por que me sinto tão vazio?”

Tais sentimentos, que muitas vezes são subconscientes, levam-nos a lutar para atingir um alvo desconhecido. Podemos até tentar fugir a esta realidade, podemos nos desviar para um mundo de fantasia, ou até regredir para uma existência nos níveis inferiores, procurando uma evasão. Podemos arrancar os cabelos em desespero, e dizer: “De que adianta tudo isso? Se eu estiver trabalhando e me mantendo longe dos problemas, então tudo está bem.” Mas, bem no fundo de nosso ser, existe um impulso que sempre nos leva a empreender esta busca novamente.

Esta é uma das razões por que a nação se deixou fascinar pelo livro Roots (Raízes), que resultou de uma busca de dez anos pela própria identidade, empreendida pelo autor, Alex Haley. Outro escritor, Rod MacKuen, sentiu-se desenraizado e com um estranho vácuo no coração, ao encetar a procura de seu pai verdadeiro. O mais antigo livro que possui a rapa humana é o livro de Jó, e Jó certa vez exclamou: “Ah! se eu soubesse onde o poderia achar!” (Jó 23.23.)

Esta busca não é limitada por raça, idade, situação econômica, sexo ou grau de instrução. Ou o homem começou do nada e procura um lugar para onde se dirigir, ou partiu de algum ponto, e perdeu seu rumo. Em nenhum destes casos, está realmente na busca. Nenhum de nós jamais encontrará a “satisfação plena” enquanto não descobrirmos que nossas raízes encontram-se na eternidade.

Um famoso cientista de uma Universidade oriental pediu-me para vê-lo certa vez. Um pouco surpreso, encontrei-me com ele numa sala tranqüila do centro estudantil. E de repente, aquele homem inteligente, admirado por muitos, respeitado como um dos principais de seu campo científico, descontrolou-se e rompeu em choro. Quando conseguiu se acalmar, confessou: “Estou a ponto de acabar com a vida… Meu lar está destruído; eu sou alcoólatra, embora ninguém o saiba; meus filhos não me respeitam; nunca tive um princípio orientador em minha vida, a não ser a idéia de tornar-me reconhecido no campo da física. Cheguei à conclusão de que realmente não conheço os verdadeiros valores da vida. Já o vi pela televisão, e embora não compreenda tudo que o senhor procura ensinar, estou certo de que sabe qual é o verdadeiro propósito da vida.”

A esta altura ele hesitou antes de prosseguir, e estou certo de que o que aquele homem famoso, que venceu sozinho, disse, foi-lhe muito penoso. Ele falou: “Vim procurá-lo para pedir-lhe ajuda.” Era um grito de desespero.

Em todas as culturas, em todos os países – desde os analfabetos até os ganhadores de Prêmio Nobel – ocorre esse fenômeno secular, o mistério do antropos (“aquele que olha para o alto”), aquele que busca, que procura o propósito mais profundo, e muitas vezes oculto, da vida.

Nos aeroportos, aviões, em saguões de hotéis, de todo o mundo, pessoas têm me abordado com problemas sérios, acerca de famílias desfeitas, enfermidades, ou desastres financeiros. Mas muitas vezes, elas revelam almas vazias. Viajando de avião certa vez, um homem abriu-me o coração e contou-me sua história. Era uma longa saga de sonhos desfeitos, esperanças frustradas, e vazio interior. Antes de nos separarnos ele disse “Sim” a Cristo. E uma expressão de imenso alívio espelhou-se em seu resto, quando sussurrou-me: “Obrigado!”

Ao desembarcarmos, vi-o abraçar a esposa e conversar animadamente com ela. Não sei qual era o teor de sua palestra, mas pelas suas feições, calculei que estava a falar-lhe de seu novo relacionamento com o Senhor. Posso imaginar como a mulher deve ter ficado surpresa com a transformação dele, pois ele me dissera que por causa de seu temperamento difícil e de suas infidelidades, seu casamento estava para ser desfeito.

Não ser se o casamento deles foi acertado, porque nunca mais o vi, mas a verdade é que a direção de sua vida mudou completamente durante aquela viagem de avião.

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Autor:

Pastor Titular da Igreja Caminhar em Cristo em Curitiba/PR - Brasil

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