Publicado em Meditações

Conhecimento – Bênção ou Maldição?


Por Rick Boxx

Há relativamente pouco tempo participei numa simulação sobre dificuldades de aprendizagem. Os professores queriam que os participantes compreendessem alguns aspectos difíceis que crianças com tais dificuldades enfrentam.

Uma das realidades dolorosas é a atitude de superioridade exibida por alguns estudantes e professores para com essas crianças especiais. Durante essa vivência, um estudante foi favorecido com uma dose generosa de elogios e estímulos, enquanto os demais receberam ásperas críticas por serem mais lentos, incompetentes ou estúpidos, simplesmente porque não puderam completar a tarefa impossível que o professor determinara.

Quem nunca sofreu dificuldades de aprendizagem, torna-se facilmente crítico e impaciente em relação àqueles que lutam com o processo de captar e processar informações de maneira prática, para a solução de problemas. “Conhecimento é poder”, já foi dito, e quem tem capacidade e conhecimento necessários para a realização de uma tarefa específica tem dificuldade em compreender a sensação de impotência de quem não os possui.

A maioria de nós é vítima deste tipo de atitude ofensiva de vez em quando, seja na escola, no trabalho ou noutros lugares. Afinal, uma pessoa com dificuldades de aprendizagem, certamente experimenta sentimentos de inadequação.

O conhecimento deveria ser encarado como um dom e jamais como uma arma. A Bíblia ensina: “(Deus) dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir” (Daniel 2.21).  O conhecimento deveria ser distribuído e compartilhado para beneficiar e capacitar outros e não para oprimi-los ou enfraquecê-los.

No mercado de trabalho, todas as empresa proporcionam oportunidades para uso do conhecimento, de forma positiva ou negativa. Durante a minha carreira na área bancária, experimentei abordagens diferentes para a utilização do conhecimento, em reuniões da comissão de empréstimos. Ás vezes eu era alvo de duros ataques de participantes da comissão, mais experientes ou mais informados, querendo  demonstrar o quanto eram mais inteligentes do que eu. Noutras ocasiões, porém, fui consideravelmente beneficiado pelo grande conhecimento de alguém que, com benevolência, me orientou para que eu chegasse a conclusões apropriadas.

Mais tarde, ao atingir posições de autoridade nessas comissões, tive ocasiões (agora me dou conta, com pesar!) em que eu humilhei outras pessoas, ostentando o meu conhecimento, ao invés de usar o que sabia para ajudar a desenvolvê-las como líderes.

No seu campo de influência, seja no trabalho, comunidade e, especialmente na sua casa, procure sempre identificar oportunidades para ajudar outros com o seu conhecimento. Faça a si mesmo a seguinte pergunta:  “Estou a usar o meu conhecimento como uma maldição, ou como uma forma de abençoar outras pessoas?”

Quando estiver propenso a provar um argumento, ou tentado a exercitar e/ou a exibir a sua capacidade intelectual, lembre-se do aviso do apóstolo Paulo: “O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica” (I Coríntios 8.1b).

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Autor:

Pastor Titular da Igreja Caminhar em Cristo em Curitiba/PR - Brasil

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