Publicado em Meditações

Pastor, eu pequei porque quis e agora? (1)


Foi na semana passada.
Ela chegou muito abatida, contou a sua história com muitas lágrimas.
Eram frases soltas. Frases que queriam continuar uma conversa que ainda não havia iniciada.
Fiquei calado.
chorando.jpg
Ela respirou fundo, abaixou os olhos mergulhados em lágrimas e com voz embargada me disse: “Pastor, eu pequei …” houve um silêncio profundo.
Ela passava a mão nos olhos, em meio a uma intensa raiva, com gestos fortes, tremendo, em meio a um pavor e culpa.
Respirava como quem está com intensa dor na alma. Silenciou.
Ela respirou. Olhou para cima, enxugando os olhos com o punho, repetiu com orgulho: “Pastor, eu pequei porque quis e agora?”
Ficou ali parada na minha frente. Com um riso fingido. Os lábios tremiam. Com um choro desesperado. Me abraçou. Como uma filha pequena abraça o pai na hora do medo. Ela pedia socorro.
Ela se sentia usada, suja, envergonhada. E, ao mesmo tempo “orgulhosa”.
Um vazio espiritual.
Ela se sentia só!!!
Dentro do meu ministério esta frase ocorre com grande freqüência. Ocorre porque temos pessoas ainda imaturas espiritualmente, e outras mais maduras. Entre os imaturos isso é freqüente.
De tempos em tempos, alguém me procura e a repete: “Pastor, eu pequei porque quis e agora?” Depois vem o “eu não sabia que era tão ruim, para mim mesmo, para os  outros e principalmente para Deus”.
Por mais que ensine, estas atitudes acabam acontecendo. Nestes anos pude perceber que esta frase é produzida em função de duas direções, das quais poderão indicar as intenções desta fala:
De (a) quem fala, fala porque tomou consciência do erro que cometeu. E, despertado de uma nova sensibilidade e entendimento de que houve uma atitude descontrolada. Atitude essa que a dominou em determinadas situações. E, ainda notou que vive escravizada pelo pecado.
Ou, (b) quem fala, fala porque tomou a decisão de enfrentar o Poder de Deus, e ainda confrontar com a Palavra de Deus. Tentando provar que a sua incredulidade e a sua rebeldia está acima dos julgamentos de Deus. Tentando desafiar os efeitos do pecado. Tentando provar que a sua rebeldia contra Deus se justifica pelos seus atos pecaminosos.
Quero lembrar de duas passagens bíblicas que nos mostram o que é o pecado:

Romanos 14:23  “…; e tudo o que não provém de fé é pecado.”

1 João 5:17 “Toda injustiça é pecado, …”
Por isso, neste momento, quero caminhar na direção daquele que tomou consciência do erro e pergunta: “… e agora?”
Daquele que está realmente preocupado com as conseqüências do pecado cometido. A Palavra de Deus nos ensina que o salário (resultado, efeito) do pecado é a morte (distanciamento, rompimento, desligamento).
Uma pessoa sensível ao Espírito Santo, não um incrédulo, sente muito forte no peito, no espírito, que algo que tenha praticado possa ser identificado como pecado. Aquilo o atormenta, pois não é a sua vontade fazê-lo. Sente que aquela atitude magoou ao Pai Celestial. E, que suas orações perdem o vigor, o poder e a sua eficácia.
Um grande desânimo o atinge. Uma depressão espiritual …
Medo e culpa, passam a aparecer nos seus sentimentos. E a humilhação e o sentimento de abandono parece ficar ainda mais forte. Bate um sentimento que podemos chamar de arrependimento”. 
Então a boca expressa o que o coração já está transbordando:  “… eu pequei …”
O sentimento da morte se instala. A sensibilidade espiritual denuncia que houve um distanciamento. E a morte é a terrível sensação de desligamento, de separação de Deus. É a quebra do acesso direto. É Deus não querendo mais falar comigo. É Deus não podendo mais falar comigo.
Uma grande barreira se levantou entre nós e o nosso Deus e nos distanciou, por causa do nosso pecado. A sua comunhão, depende da santidade dos meus atos. E eu traí a sua confiança!!
Porém, o que mais nos deixa assustados é quando admito que “… pequei porque quis …”!!???
Porque algo incontrolável lá dentro de mim, me fez ter um comportamento que sei de antemão que não é a vontade de Deus. Mas, é a minha vontade. E ainda o pior: “eu gostei do que estava fazendo, enquanto estava fazendo – me deliciei!!!”
Aí eu começo a questionar no meu coração: “será que Deus não quer que eu seja feliz?”
Aí eu volto a questionar no meu coração: “se foi tão bom e me trouxe tanta felicidade, por que fiquei com o gosto de fel no final? Por que fiquei enojado? Por que agora carrego uma horrível sensação de culpa? Por que me sinto sujo? Por que estou com tanta vergonha? Por que tenho a certeza de que estou fora da vontade de Deus? Por que preciso de ajuda? Pastor, … e agora?” 
Passo a entender que vive dentro de mim duas naturezas: a carnal e a espiritual. A carnal grita: “… eu quis …”
Faço o que “EU” quero, mas um fel invade a minha boca.
Que livre arbítrio é esse? 
Preste bem a sua atenção na sua luta, e na luta que o apóstolo Paulo viveu: Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: Quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: No meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado.” Romanos 7:15-25
“ … e agora?”

1 João 1:9 “Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é certo: Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.”

Eu preciso confessar à Deus e não aos homens. Primeiro, reatar a minha comunhão com o Pai. “Pai, pequei contra ti …”

Eu preciso, depois da minha confissão, buscar quem eu ofendi. Esta tarefa é a mais difícil. Requer muitas vezes de humilhação. Me humilhar. E, ainda perdoar.

 Observe como Paulo explica esta situação: “Agora já não existe nenhuma condenação para os que estão unidos com Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito de Deus, que nos trouxe vida por causa da nossa união com Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte. Deus fez o que a lei de Moisés não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado. Deus fez isso para que as ordens justas da lei pudessem ser completamente cumpridas por nós, que vivemos de acordo com o Espírito de Deus e não de acordo com a natureza humana. Porque os que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza. Mas os que vivem de acordo com o Espírito de Deus têm a sua mente controlada pelo Espírito. Os que têm a mente controlada pela natureza humana acabarão morrendo espiritualmente; mas os que têm a mente controlada pelo Espírito de Deus terão a vida eterna e a paz. Por isso os que têm a mente controlada pela natureza humana se tornam inimigos de Deus, pois eles não obedecem à lei de Deus e, de fato, não podem obedecer a ela. Os que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus. Vocês, porém, não vivem como manda a natureza humana, mas como o Espírito de Deus quer, se é que o Espírito de Deus vive realmente em vocês. Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele. Romanos 8:3-9
O que é o pecado? É uma afronta à Deus. É ofender a Deus.
Como? Através dos nossos relacionamentos pessoais ofendemos à Deus quando o negamos, quando o maltratamos, quando o desprezamos.
O que precisamos é do arrependimento sincero. A verdadeira tristeza que provém de Deus produz arrependimento autêntico. Acarreta mudança de vida, não apenas lamento (mero remorso!)
Então, pense comigo, qual é o pecado que devo confessar?
Então, confesse …
Qual é a atitude que devo mudar?
Então, mude …
Você está precisando de ajuda? Me escreva …


Convidamos você a contribuir para este ministério

Caixa Ag 2553 Op 013 Conta 00032829-9

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Autor:

Pastor Titular da Igreja Caminhar em Cristo em Curitiba/PR - Brasil

395 comentários em “Pastor, eu pequei porque quis e agora? (1)

  1. “Não consigo dizer pra meu lider que eu peco direto…Sinto medo e vergonha
    As vezes quero desistir de tudo,me sinto um hipocrita.um lixo.”

    E outra nao tenho desejo por homens
    Me masturbo vendo pornografia de homens…
    Nao sei mais o que fazer me ajudem…

    As vezees sinto q Deus nao vai ouvir minhas oraçoees por isso nem oro direto ..faço oração automatica depois do Ato do pecado..

    Tenho vontade de casar
    Ter filhos uma familia na presença de Deus…
    Me ajudem..Obrigados..

  2. Olá pastor pequei muito e mesmo conhecendo a palavra de Deus acabei pecando não conheço muito a palavra de Deus mais sei alguns versículos.Bom vou relatar alguns pecados meus tratei mal as pessoas julguei traí fui o pior ser humano dessa terra quase matei tb.mais agora estou tendo alguns sonhos estranhos do arrebatamento e sempre fico e me sinto muito mal é um desespero grande mais o último sonho que tive não só foi eu que fiquei mais meus filhos tb ficaram aí eu entrei em um desespero grande fora os demônios que eu via .Então resolvi hoje a servir ao senhor mais como devo agir.

  3. Me atrair por uma mulher e mesmo as duas sabendo que e pecado mantiveram relações . Estou desesperada pq n posso falar a ninguém. E não que pecar novamente nem perder minha intimidade com Deus faco será que Deus ainda me ama e né perdoa?

  4. A paz pastor.

    Sou cristão há dois anos, batizado nas águas a 1 ano e no Espírito há um pouco menos que isso.

    Desde que me converti tenho lutado fervorosamente contra a minha natureza carnal, mas ainda tropeço e acabo caindo.

    Sim, confesso que as vezes ainda masturbo. Mesmo sabendo que é errado…

    Sempre começa da mesma forma…

    Me deito para dormir e então se demoro um pouco mais para pegar no sono, a minha carne geme, treme, grita implorando para que eu me toque.

    Depois começam a vir imagens pornograficas na minha mente do tempo em que era incrédulo.

    Consigo passar dois meses a três resistindo e orando, mas as vezes caio novamente no pecado.

    Já procurei outros pastores e respostas sobre isso, e todos me disseram que a carne sempre será assim.

    Confesso que me sinto imundo… As vezes por um dia, as vezes por uma semana.

    Pastor, o meu pedido de ajuda é apenas por orações, pois sei que essa luta faz parte da caminhada cristã.

    Sei bem que a carne luta contra o que é do Espírito e sei também que mediante as minhas confissões para com o Pai são sinceras pois choro, me sinto culpado e sinto o virar de seu rosto. E da mesma forma logo volto a sentir a comunhão com Ele pois canto louvores e leio a palavra fervorosamente, buscando me manter em Espírito de oração o tempo todo.

    Bem sei que recebo o perdão do Senhor, mas, como o dia vem como ladrão, temo ser surpreendido em pecado.

    Como apóstolo Paulo disse, o mau que não desejo fazer, esse o faço.

    E não é só isso…

    Ainda enfrento muita luta contra a minha maneira raivosa.

    Durante anos da minha vida vivi dominado por espíritos imundos de toda a sorte é um deles era o dá irá.

    Mas sempre continuo lutando contra ele a fim de ter um caráter aprovado perante o Senhor, buscando sempre no Espirito a semelhança que o homem perdeu quando caiu do Éden.

    Pastor, eu não aceito mais isso na minha vida, mas a cada oração a luta se torna mais pesada.

    O que posso fazer mais alem do que tenho feito?

    Pois em verdade confesso… Ainda erro muito com isso e tenho dificuldade, apesar de batizado no Espírito Santo de Deus.

    Há ainda quem me diga que não sou… Mas sei que sou pois há muitos outros sinais e marcas do Espírito na minha vida e dá proteção do Senhor os quais não convém falar agora.

    Pastor, meu pedido de ajuda é na área sexual e na ira. Luto incessantemente combatendo o bom combate de joelhos, mas parece que estou perdendo isso.

    A palavra diz que em Cristo sou mais que vencedores e creio nisso.

    Mas realmente preciso de um bom conselho.

    A paz Senhor seja contigo pastor.

  5. Olá pastor, estou precisando de ajuda.
    De uns tempos pra cá, não estou conseguindo sentir culpa quando peco, quando consigo é com muita dificuldade pra ter o mínimo de arrependimento, estou preocupado.
    Eu até tento mudar minhas atitudes para largar o pecado (tenho consciência dele), mas eu não consigo sentir, e isso é ruim, pois Deus só aceita o arrependimento sincero.
    Obrigado.

  6. Parabéns , ótima explicação, e explanação.
    A Graça de nossos Senhor e Salvador em plena ação em favor do Homem.
    Cuidado pois o Diabo sempre quer mostrar que não tem mais jeito.

  7. Sou Cristão, porem as coisas do mundo me assolam, minha cabeça vive um dilema. em certos momentos não resisto ao pecado. Peço a Deus todos os dias que me ajude, pois sou uma pessoa fraca. Me oriente pastor.

  8. pastor sou casado mas não consigo deixar o vício da masturbacao mas me sinto mas triste por não ter um alto controle sobre esse pecado e as vezes cometer este maldito pecado de forma consciente me sinto sujo imundo com vergonha de Deus gostaria de um conselho

  9. Meu Deus, pequei novamente com minha namorada, perdoa nos Senhor, prometi várias vezes não fazer e fiz de novo, não noa lance fora de tua presença, ajuda nos Pai, quebra todas maldições Senhor por esses atos pecaminos mesmo sabendo que é errado fizemos, Perdoa meu Deus

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