A raiva de Jonas: último capítulo!


Jonas 4

Eu gosto de ler livros e ver filmes em que você percebe que está chegando a um fim da história e todas as pontas soltas começam a se reunir. Mas, assim como a história parece estar toda enrolada, e todas as peças se apresentarem aparentemente desconexas, começam a se dirigir ao mesmo lugar e você acha que finalmente entendeu o enredo, e os motivos parecem estar todos claramente identificados em sua mente, e de repente há uma reviravolta dramática no final que perturba e subverte completamente o seu pensamento e força-o a reconsiderar tudo o que havia sido concluído. Um final de surpresas lhe pega de surpresa. No final, as coisas não são como parecem. Uma revelação chocante na conclusão da história obriga a rever o seu julgamento.

Em Jonas, capítulo 4 é a grande virada para um final surpreendente na história do profeta. Se o livro tivesse terminado em 3:10, teríamos ficado maravilhados com o resultado do arrependimento em Nínive, em resposta à pregação ousada e corajosa do mensageiro escolhido por Deus. Se isto tivesse sido o fim da história de Jonas, teríamos muito a dizer sobre os que se alegraram na compaixão do Senhor, em face da tristeza evidente e sentida com o pecado. A história de Jonas, teria terminado em alta. Mas, este não é um conto de fadas em que todos vivem felizes para sempre ao final, ou como o sol que se põe lentamente sob o horizonte de Nínive. Tudo não dá certo no final, pois há uma torção no conto, pois, em 4:1, descobrimos que Jonas fica com muita raiva e não poupou elogios. Ele está furioso com raiva, não se alegra, com a gratidão, com a misericórdia e a graça de Deus!

Ele deseja a desgraça de Nínive e não o arrependimento! Muita gente pensa como Jonas! Muitos querem ver as pessoas a sua volta no inferno! Por isso, não fazem discípulos. Pensam que ao falar de Jesus para alguém, ou convidá-lo para um culto na igreja ou entregar um folheto já seja suficiente, pois, pensam que assim a pessoa já foi evangelizada e pode por si mesma decidir seguir ou não a Jesus.

Que pensamento cruel!

Por isso, que muitas igrejas estão cheias de programação para atrair pessoas com coisas místicas: copo com água, toalhas, sal grosso … etc. Porque precisam de “platéias” para os seus “shows”! Não estão pensando em transformação de vidas!

Como Jonas, se tornam legalistas. E passam a “condenar” todos os que estão à sua volta. E começam a ameaçar: “se não vem por amor, vem pela dor …” E passam a orar a Deus pela derrota e fracasso da vida daquele que o rejeitou, e não oram pela sua salvação.

Esqueceram da graça! Jonas, esqueceu …

Jonas, não queria fazer discípulos, queria castigá-los!

Você está fazendo discípulos?

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  1. #1 por Diane Albino em 29 | dezembro | 2012 - 15:22

    realmente uma reflexão para nós cristãos , todos somos iguais, mais muitos se acham superior, mais “santos” e se acham no direito de julgar e condenar aqueles q não stão no mesmo “nível” de santidade, sendo q o único q pode provar nossos corações é o Deus todo poderoso, o único fiel, justo e misercordioso…

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