Curta seu cônjuge!!!!

Casados, mas eternos namorados

Certa vez, ouvindo uma palestra sobre casamento, o preletor exemplificou o tema com a seguinte história: “Um casal há muito havia perdido o romantismo entre eles. Então, o marido, em uma atitude ousada, chegou em casa e disse à sua esposa: ‘Querida, amanhã trarei à nossa casa um convidado muito especial. Quero que você vista a sua melhor roupa. Quero, também, que deixe a nossa casa um brinco. E não se esqueça de preparar uma comida bem especial’. No dia seguinte, a mulher, apressadamente, arrumou toda a casa, deixando-a completamente limpa e cheirosa. Preparou uma comida bem saborosa. Logo depois se preparou, vestindo a sua melhor roupa. Enfim, ela estava linda! No horário marcado, o marido chegou e tocou a campainha. Ela, com os olhos brilhando, foi logo abrir a porta para ver quem era o tal convidado. Porém, teve uma surpresa: do lado de fora estava somente o seu marido. Ela foi logo perguntando: ‘Onde está o tal convidado? Fiz tudo o que você pediu para nada? Ele não veio?’ O marido abaixou a cabeça e entristecido disse: ‘O convidado especial sou eu, meu bem! Ou não significo mais nada para você? Veja quanto tempo estamos casados e você nunca mais se arrumou assim para mim e nem mais preparou um prato especial para me esperar?’ Naquele instante, o silêncio pairou entre os dois e os olhares de um para outro diziam mais que palavras.”

Esta é uma história bem simples, porém significativa e nos deixa uma grande lição: o cuidado mútuo entre os cônjuges deve ser cultivado a cada dia. Quantos casais não sabem mais o que é namorar ou o que é sair de mãos dadas? Parece papo de pré-adolescentes apaixonados. Não, não mesmo. E se engana quem pensa assim, pois o romantismo não é privilégio restrito aos casais mais jovens, pois cada idade tem o seu esplendor e o coração jamais envelhece.

O romantismo é um dos pilares de sustentação do casamento, que, infelizmente, há muito vem sendo negligenciado. É triste dizer, mas o que mais vemos hoje são casamentos de “fachada”, aqueles que mostram uma felicidade aparente para a sociedade, entretanto, entre quatro paredes, o clima entre o casal é outro.

É interessante observar que no período de namoro é fácil colocar o romantismo em prática. Presentes pra lá e pra cá, elogios, bilhetinhos e cartas de amor, palavras de incentivo, demonstrações de carinho e afeto. No entanto, depois de casados, muitos casais parecem desaprender as diversas linguagens do amor. Começam as cobranças, as trocas de ofensas, as irritações constantes por causa de pouca coisa. O romantismo cede espaço para o desgaste do relacionamento. Com o tempo, marido e mulher perdem o desejo um pelo outro.

Assim como este marido da história teve a idéia de surpreender a sua esposa, fazendo-a refletir sobre o que estava acontecendo entre eles, da mesma forma precisamos ter força de vontade para investir no casamento. Há quanto tempo você não diz “Eu te amo” para o seu cônjuge? Talvez, nos últimos anos, você tenha se dedicado mais a outras coisas como trabalho, amizades, jogar bola, sair sempre sozinho e, principalmente, subtraindo o tempo que você teria para dialogar com seu cônjuge e filhos pelas infinitas horas em frente à TV. Um bom diálogo também faz parte do romantismo.

Em seu artigo “Nossa casa: lar ou pensão?”, da Revista Lar Cristão (Vol. 1, Nº 4), Willian Féres, que além de médico endocrinologista atua, com sua esposa, Rute Nery Féres, na área de casais, fala da comunicação entre os cônjuges: “Um bom parâmetro para saber como está a comunicação, é verificar se você pode chamar sua esposa e filhos de amigos”. Nesse caso, o autor se referiu aos maridos. Porém, a frase também serve para as esposas.

Não importa o mau tempo e nem o passar dos anos. Em Deus tudo se renova. O romantismo independe de uma data especial para ser colocado em prática. Por isso, transforme o seu “Dia do Nada” em uma data para lá de especial. Curta o seu cônjuge. Os resultados serão surpreendentes. Experimente!

Ana Paula Costa
redacao@lagoinha.com

Quem está no comando?

Por Rick Boxx

Se você já passou pela experiência de ter um bebé pode lembrar-se da sensação do acontecimento. Você e o seu cônjuge, na maior expectativa, nutriram a criança no ventre durante nove meses. Finalmente, chegou o grande dia. Nasceu aquele pacote de alegria!

É então que surge uma nova dificuldade. O quarto fica lotado de familiares e amigos, ansiosos por ver e segurar a preciosa criança. Você pode fazer isto? Você pode deixar ir o seu bebé e confiá-lo nas mãos de outra pessoa? Este é um período realmente difícil para muitos pais recentes, especialmente quando se trata de seu primeiro filho.

Recentemente fui levado a recordar que este mesmo sentimento assalta os empresários. No mesmo dia, dois diferentes homens de negócios disseram-me: “Vou ser franco: para que você ajude no meu negócio eu tenho que confiar-lhe delicados dados financeiros de uma empresa que eu comecei do nada e sustentei todos estes anos? Isto é muito difícil!”

Muitas vezes o nosso trabalho ou o nosso empreendimento pode consumir-nos, transformando-se num patrão da pior espécie. Soltar algo precioso é tarefa difícil, mas quando isto se tornar um problema é saudável descobrir-se o porquê.

É bom que se tenha um cepticismo sadio quanto a quem se deve confiar informações valiosas, mas se a hesitação é motivada por questões de controle, então é preciso que você analise melhor os seus motivos.

Salmos 24:1 diz: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos os que nela habitam.”  Deus é o dono do seu negócio ou do seu emprego – e não você! Ele quer estar no comando. O benefício é que isto lhe dará uma sensação de liberdade porque, se Deus está no comando, Ele será  responsável  também pelos resultados.

Se você luta para estar no controle, ou teme permitir que outros entrem no seu mundo privado, pergunte a si mesmo: Quem está realmente no comando?

Fantasias Sexuais

Perg: Ter Fantasias Sexuais é pecado? Ter fantasias sexuais, usar roupas eróticas. Qual a posição bíblica quanto a isso?
Resp: Depende do tipo de fantasia.

Se voce é casada e tem fantasias com o seu esposo de fazer amor em algum lugar diferente, isso não é errado.

Quanto a usar roupas eróticas, se for só pra voce e seu amado, não há problema algúm, se for somente para vocês. Use as roupas mais eróticas que puder pois isso irá contribuir para um maior prazer.

DEUS não é contra o prazer dentro do casamento. Ele uniu o marido e a mulher em uma só carne para terem amor e respeito um pelo outro, ajudarem-se mútuamente e terem prazer.

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:9 RA)

Agora falarei sobre o que não é bom fazer.

Nosso corpo é o templo do ESPIRITO SANTO e não devemos nos contaminar com prazeres que desagradam ao espirito.

Cuidado com o tipo de fantasia pois o inimigo quando não consegue nos derubar de um lado tenta do outro. Mas nosso Deus é poderoso para lhe ajudar a vencer a todas as tentações.

Ter relação com mais pessoas juntamente com o esposo, ou sexo grupal, desagrada a DEUS. É pecado de lascívia e adultério. Quem pratica tais ações não irá entrar no reino dos céus.

“Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério.” (Hebreus 13:4 NTLH)

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;” (1 Ts 4:3-5 RA)

Dê o máximo de carinho ao seu esposo. A Bíblia não é contra isso.

Se você não é casada e deseja se casar, ore a Deus. Ele irá preparar alguém especial para você, a fim de que você seja realize esse desejo do seu coração.

Um grande abraço. Estarei orando por você!

EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE

Que tipo de pessoa você é?

Você está preparado para lutar contra a carne?

Há muitas analogias usadas na Bíblia para descrever a vida cristã. É chamada uma viagem a um destino longínquo, uma luta contra um forte adversário, uma corrida de uma intensa competição e uma guerra contra um desesperado inimigo. Estas comparações não deveriam nos surpreender. Todas as coisas têm os seus inimigos. Na natureza, entre os animais, mesmo nas experiências da humanidade, todas as coisas têm os seus adversários contra os quais deve-se resistir e sobre os quais deve-se prevalecer.

Também na área espiritual há um violento e terrível adversário. Algumas vezes ouvimos a afirmação: “nós estamos em uma guerra contra o mundo, a carne e o diabo”. Embora o princípio seja verdadeiro, a melhor maneira de expressá-lo seria dizer: “nós estamos em uma guerra contra o diabo, que apela contra nós através da carne e do mundo”.

Não existe uma maturidade espiritual sem um conflito espiritual. Ninguém cresce em Cristo por acidente ou sem esforço. Portanto, ao cristão é dito: “correr, lutar e combater” contra as forças espirituais que tentarão derrotá-lo e tirá-lo do caminho da completa maturidade em Cristo.

Por causa da universalidade do conflito espiritual e a importância do crescimento espiritual, vamos compartilhar alguns dos ensinos bíblicos sobre o tema, “Lutando Contra a Carne”. Nossa direção está baseada na palavra inspirada das Sagradas Escrituras que se encontra em I Pedro 2: 11: “Amados, peço-vos como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma”.

Definição

Quais adversários atrapalham o crescimento espiritual e tentam impedir o crente de alcançar a completa maturidade espiritual? O apóstolo Pedro os chama de “concupiscências carnais”. O que está envolvido nesta expressão?

O termo “carne” é usado na Bíblia em 5 significados importantes:

Em Gn 2: 21 quer dizer a substância mole do corpo físico que cobre os ossos e está envolvida em sangue: Deus tomou uma das costelas de Adão e “cerrou a carne”.
Em Gn 2: 24 significa a relação íntima e duradoura de um relacionamento estabelecido entre um homem e uma mulher na união de casamento: “portanto, deixará o varão o seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne”.
Em Gên. 6: 17, significa a parte da criação que precisa respirar para viver: “porque eis que trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida”.
Em João 1: 4 quer dizer que aquilo que é material e tangível na natureza humana está em contraste com aquilo que é material e intangível na natureza divina: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
Mas em Rm 8: 8 e na grande maioria das referências no Novo Testamento, “carne” quer diz respeito àquela parte da natureza humana que é fraca e voltada para o pecado, sujeita à tentação e é a área na qual Satanás ataca o bem-estar do homem. “Carne” é aquela parte do homem suscetível à tentação e propensa a pecar.

A Bíblia fala de “concupiscências carnais”. O que são concupiscências? Concupiscência ou cobiça quer dizer um forte desejo (como o desejo da grávida), anseio ou uma forte vontade de fazer algo. Gl 5: 17 diz que a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne. Significa que a natureza carnal tem um forte desejo de controlar você e o Espírito Santo de Deus tem um forte desejo de governar sua vida. Usado neste sentido, o termo “concupiscência ou cobiça”, tem o significado de um forte desejo, sem estar aplicado ao bom ou ao mau. Mas quando carne e cobiça andam juntas, o significado é sempre ruim.

Cobiça ou concupiscência carnal significa um desejo impuro, um forte desejo por aquilo que é impróprio ou proibido. É usado na Bíblia para referir-se à paixão, buscando uma satisfação imprópria ou indecorosa. É sinônimo de pecado. E Deus avisa através das Escrituras: “Abstenhai-vos das concupiscências carnais que combatem contra a alma”.

Apelo

Como as concupiscências carnais fazem seu apelo ao espírito humano? A resposta é encontrada em I João 2: 15-17: “não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

Perceba quais são as três áreas nas quais o pecado faz apelo ao espírito humano:
Concupiscência da carne;
Concupiscência dos olhos; e
Soberba da vida.

A “concupiscência da carne” é aquela tentação que faz o apelo do tipo “isso parece tão bom”. A “concupiscência dos olhos” apela : “como isso é bonito, eu preciso tê-lo”, e a “soberba da vida” apela: “aquilo me faria tão importante se eu o tivesse ou se eu o experimentasse”. Em uma ou mais destas três áreas, toda a tentação faz a sua aproximação. No Jardim do Éden, nos primeiros registros do pecado pelo ser humano, a Bíblia registra em Gênesis 3 a aproximação de Satanás através destas três áreas. : “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer (concupiscência da carne), e agradável aos olhos (concupiscência dos olhos) e árvore desejável para dar o entendimento (soberba da vida), tomou do seu fruto, e comeu, e o deu ao seu marido e ele comeu com ela” (Gên. 3: 6). Até na tentação de Jesus no deserto (Mateus 4 e Lucas 4) também houve o mesmo tipo de apelo. : “Mande que estas pedras se tornem em pães” – concupiscência da carne (satisfazer a fome). : “O diabo … mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles” – concupiscência dos olhos (apelo através da vista). Do pináculo do templo : “lança-te daqui abaixo” – apelo à soberba. Também será assim com você toda a sua vida. O primeiro ser humano (Eva) e o mais perfeito dos humanos (Jesus) foram tentados na mesma maneira, e assim acontecer com você.

Vitória

Como pode o crente encarar tais tentações? Como pode vencer essa batalha? Ou, é possível obter a vitória? Sim, é possível ter vitória sobre as tentações, porque “sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (II Pd 2: 9). “Mas fiel é Deus que não vos não deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação dará também o escape para que a possais suportar”. (I Cor 10: 13). Qual é o caminho para a vitória? Gálatas 5: 16 mostra a chave da vitória nas horas de tentação: “Digo porém, andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”.
É isto! Aleluia! Louvado seja o Senhor! A vitória é possível se andarmos no Espírito! Mas o que quer dizer “andar no Espírito”. Note que a palavra “Espírito” em Gl. 5: 16 está escrita em “E” maiúsculo, indicando que se referia ao Espírito Santo de Deus. Andar “no” Espírito é a expressão prática de ser “cheio do Espírito”. Em outras palavras, é submeter-se à liderança de Jesus Cristo sobre sua vida.
Você não nasceu para ser servo de seu corpo nem de seus apetites carnais. Na sua natureza humana existe aquilo que é fraco, vil, depravado, tendendo aos vícios e à impiedade. Mas há também no seu espírito humano o Espírito de Deus morando em você, se você é crente, e a Sua abençoada presença torna possível a sua vitória sobre aquilo que é baixo e espiritualmente depravado. Deus dá acesso a todo o Seu ser. Ceda-se ao senhorio do Senhor Jesus Cristo. Peça a Deus para encher você com o Espírito Santo. Você pode ter a vitória sobre o pecado e pode abster-se das “concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pd 2: 11).

2. A ordem

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pd 2: 11). Este precioso texto das Escrituras é o nosso tema, assim que prosseguimos no estudo de como lutar contra a carne e ter a vitória espiritual. Ele revela o coração amoroso do apóstolo de Deus, “amados”. Pronuncia um terno apelo, “eu peço-vos” (em algumas traduções , “eu imploro”). Descreve a natureza do cristão na relação com este mundo como “peregrinos e forasteiros”. Estabelece um imperativo em relação à vida espiritual, “abstenhais das concupiscências carnais”. Dá uma razão sobre o combate necessário “que combate contra a alma”. Na verdade é uma preciosa passagem.
Considere a ordem, “abstenhais das concupiscências carnais”. É uma ordem, não uma opção. É um mandamento, não uma sugestão. É essencial que todas as pessoas que querem conhecer a vitória espiritual obedeçam essa ordem divina. É um mandamento divino que Deus deixa sobre o seu coração.

Aqui está a chave para a vitória espiritual: abster-se das concupiscências carnais.
Aqui está o pré-requisito para o poder espiritual: abster-se das concupiscências carnais.
Aqui está a proteção contra a queda em tentação: abster-se das concupiscências carnais.
Aqui está o caminho para manter uma boa reputação: abster-se das concupiscências carnais.
Aqui está a garantia de ter uma consciência limpa: abster-se das concupiscências carnais.
Eis a maneira de obedecer a Deus: abster-se das concupiscências carnais.

Prepare a Sua Mente

O cristão tentado poderia gritar, “Como posso me abster”? Considere estas sugestões, porque elas lhe ajudarão na luta pela abstinência.

Abstenha-se através de um ato de vontade própria. A primeira batalha pela vitória espiritual é para ser lutada contra a vontade, não contra as paixões do corpo. Antes de haver a tentação, antes de haver a oportunidade ou o desejo de fazer o mal, resolva o problema do compromisso com a vontade.

Lembre-se de um jovem chamado Daniel, que era um dos cativos de sua terra natal. Naquele país estrangeiro a ele foi dada a oportunidade de ser treinado para o serviço do governo – uma oportunidade única, a única por toda a vida. Ele deve ter pulado de alegria quando isso foi oferecido a ele. Então veio a armadilha: ele deveria comer a comida e beber o vinho do rei se ele quisesse servir ao rei. Daniel sentiu em seu coração que aquilo poderia sujá-lo interiormente. Ele enfrentou o problema: entregar-se às suas convicções e comer, beber e ter a possibilidade de grande promoção e poder ou deixar suas convicções e correr o risco e ter a probabilidade de perder tudo. O que deveria fazer? A Bíblia responde: ” e Daniel assentou-se em seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Dn 1:8). Daniel resolveu se abster. Deus honrou a dedicação do jovem e o usou grandemente naquela terra estranha.
Eu lhe aconselho a fazer um solene compromisso à pureza, por toda a sua vida. Se você esperar a tentação vir sobre você, antes de resolver-se a ser puro, poderá perder a batalha. Mas se você se resolver primeiro, “eu serei puro, eu não me submeterei à cobiça da carne, dos olhos, nem à soberba da vida, quando Satanás vier me tentar”. Você pode ter a vitória. O primeiro passo para a abstinência das concupiscências carnais é esta: abstenha-se por um ato de vontade, de resolver a viver uma vida de pureza diante de Deus.

Fuja Primeiro

Fuja dos primeiros sinais do pecado. A tentação virá primeiro pela consciência do desejo ou possibilidade de pecar. Fuja então. Multidões incontáveis de pessoas caíram em pecado porque não observaram isso. Não cultive a tentação na sua mente. Fuja dos primeiros sinais que queiram lhe levar a pecar. Eis o exemplo de uma pessoa que é tentada na área da cobiça sexual. Ele é atraído sensualmente por uma outra pessoa. Ele senta-se e começa a olhar aquela outra pessoa (o que é cobiça dos olhos). Ele imagina que palavras dizer, gosta da sensual euforia dessa experiência (cobiça da carne). Ele até pensa da conquista que teria se pudesse seduzir a outra pessoa à uma relação ilícita (o que é soberba da vida).

Neste processo de pensamento ele está cooperando com Satanás na tentação e aumentando a intensidade na sua própria mente. Ele pecará no seu coração se não tiver oportunidade para efetuar sua ação. Como seria diferente se a pessoa tentada tivesse rejeitado a tentação quando ela surgiu! Se sua consciência de atração tivesse encontrado com sua resolução de “eu estou comprometido com a pureza. Não permitirei ser seduzido a cometer o pecado, até mesmo em pensamento. Eu rendo os meus pensamentos e desejos a Deus e peço o Seu livramento nesta difícil hora de tentação”. Quão facilmente a vitória teria sido obtida. Mas deve haver a resolução (intenção) de ser puro antes da tentação vir. Já reparou como vivem as ervas daninhas em um jardim? Se já, você aprendeu uma lição: destrua primeiro as ervas daninhas antes que elas produzam sementes, e assim será muito mais fácil controlá-las. Este princípio aplica-se tão bem na vida espiritual como na vida do jardineiro. Pare a tentação, antes dela ter a oportunidade de produzir frutos e será mais fácil controlá-la.

Tenha Altos Objetivos

Busque viver em altos padrões espirituais. Você não nasceu para ser servo dos apetites físicos de seu corpo. Você não é somente um corpo. Você é um espírito que vive em um corpo e tem um corpo. O corpo físico é seu servo, não seu senhor. Está sujeito ao controle da sua vontade. Quando o corpo exigir satisfação encare essas exigências com um santificado senso comum. Satisfaça aquelas exigências que são próprias e legítimas. Recuse aquelas exigências que são ilícitas e impróprias. Não permita que desejos carnais digam que direção tomar em sua vida. Viva em altos padrões.

Aqui estão três regras para seguir e lutar contra a carne:

Nunca permita que sua paixão seja excitada além do controle da sua vontade e razão.
Permita a paixão surgir somente para responder a uma própria e válida necessidade.
Sempre mantenha a paixão sob controle, para que ela pare onde deva parar.

Desta maneira você andará no espírito e não na carne.

Algumas pessoas estão comumente vivendo em baixos prazeres porque não conhecem altos padrões. Dedique-se à Palavra de Deus, à comunhão com os irmãos (o povo de Deus), à comunhão diária com Deus, através da oração e deseje coisas mais altas e você será uma pessoa melhor. Como pode um cristão ser forte contra as tentações? Como pode abster-se dos desejos carnais? Deve imunizar-se contra o pecado. Como uma vacina pode deixar uma pessoa imune à uma doença, também os crentes podem aumentar sua resistência ao pecado. Como?

Cultivando um espírito de oração que o faça passar tempo em oração a Deus diariamente.
Fazendo uma solene resolução de ser leal a Deus e aos padrões bíblicos de moralidade por toda a sua vida. Guardando sua mente contra as desejosas e sensuais sugestões.
Cuidando-se com aquilo que lê, ouve e vê na TV e ouve no rádio, e o que se permite habitar em sua mente. Não é fácil. Requer uma batalha. Mas Deus pode e dará a vitória.

3. A razão

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pd 2: 11).

Aqui está a razão pela qual os crentes devem resistir às tentações. Eis o motivo por que ele deve controlar as concupiscências da carne. É por isso que ele deve suportar a relação com o presente e degenerado sistema mundial, porque ele é “peregrino e forasteiro”, que não pertence a este mundo. A razão: “as concupiscências carnais combatem CONTRA A ALMA”.
O cristão está engajado em um combate espiritual. Veja o que diz Gálatas 5: 17. Lendo esta lista o cristão não fica surpreso de ser admoestado a “abster-se das concupiscências carnais”, com a explicação de que elas “combatem contra a alma”.

Satanás Procura Vencer Através das Concupiscências Carnais

O desejo do diabo é controlar você. Para conseguir este propósito ele realiza uma batalha contra os seus mais altos interesses espirituais. Note que a Bíblia fala de “combate” e não de batalha. Uma batalha é uma simples dificuldade. Uma guerra é uma campanha ativa que possui uma série de batalhas. Satanás tentará controlar e dominar você de tal maneira que você estará envolvido nesse combate espiritual enquanto viver.

Satanás é esperto. Ele não vem sobre você vestido em sua verdadeira natureza. Ele apela a você através de suas normais, honradas e santas necessidades de sua natureza física. Ele perverte fome em glutonaria. Perverte os desejos santos sexuais em concupiscências e tremenda imoralidade. Ele perverte a consciência de necessidades materiais em cobiçosos desejos por mais e mais. Esta é uma das maneiras que ele leva a cabo em seu incessante combate contra os seus mais altos interesses espirituais.

Algumas vezes Satanás apresenta a você acenando com bandeiras e trombetas, como se estivesse ali. Você pode saber que está enfrentando uma tentação para rebelar-se contra Deus e envolver-se em coisas erradas. Você deve ter cuidado contra estas tentações. Elas podem estar apelando seriamente contra a carne.

Em outras ocasiões Satanás vem a você em uma maneira inteligente e irreconhecível. Ele usará uma coisa inocente para se tornar uma armadilha para lhe pegar. Esteja alerta contra estas situações.

Uma estória antiga conta a grande batalha pela cidade de Tróia. A Marinha grega atravessou o mar; os soldados marcharam de seus navios e cruzaram a planície para sitiar a cidade de Tróia. O sítio demorou a acontecer, mas mesmo assim a cidade não pôde ser conquistada. Finalmente os gregos construíram um grande cavalo de madeira na planície, em frente ao portão da cidade. Retornaram então aos seus navios, levantaram as velas e voltaram ao mar pelo caminho que tinham vindo anteriormente. Os habitantes de Tróia estavam jubilantes. Eles estavam certos de que os gregos haviam desistido e tinham construído o cavalo de madeira em sinal de derrota. Com grande esforço eles levaram o cavalo para dentro da cidade murada. Naquele dia eles celebraram o livramento e à noite, pela primeira noite após longo tempo eles foram dormir seguros, confiando em sua própria segurança. Não sabiam que dentro do cavalo de madeira haviam soldados gregos. Sob a escuridão da noite os barcos gregos voltaram e o exército marchou silenciosament e atravessando a planície até à cidade. E, também aproveitando-se da escuridão os soldados que estavam dentro do cavalo de madeira saíram e abriram os portões da cidade para os invasores. Antes dos habitantes de Tróia terem consciência do perigo, a cidade já estava dominada.

Esta estória ilustra a maneira que o diabo irá travar com você em seu combate espiritual. Algumas vezes ele ataca se apresentando, quando você sabe o que está em jogo. Em outras, ele é sutil e astucioso, atacando-lhe quando você não tem consciência de que o perigo está próximo. O diabo usará todas as possibilidades possíveis para vencer-te no combate espiritual.

Os cristãos não lutam por fama neste conflito espiritual. Há muito mais envolvido do que simplesmente uma vitória pessoal. A vitória de um ou a queda de outro pode ter conseqüências maiores na sua vida e pode influenciar a vida de outros.

A Satisfação Sensual Produz Prejuízo Espiritual

Esteja atento, pois toda a satisfação sensual deixará você magoado. Certo pai usava uma lição objetiva para ensinar a obediência a seu filho. Quando o rapaz se comportava mal, o pai pregava um prego na porta do celeiro de sua fazenda. Quando o rapaz obedecia muito prontamente, o pai tirava um prego que havia colocado anteriormente. O rapaz percebeu então o que se passava e resolveu a partir daquele instante se esforçar para tirar todos os pregos que estavam na porta, através da melhora de seu comportamento, tornando-se extremamente cuidadoso em suas atitudes e conduta. Um por um os pregos foram tirados. Um dia ele foi com seu pai retirar o último prego que havia na porta. Quão feliz ele estava! “Olhe papai”, ele exclamou, “não ficou mais nenhum prego na porta!” “Não filho, não há mais nenhum prego”, o pai respondeu, “mas olhe os buracos que eles deixaram”.

A Bíblia pergunta: “Tomará alguém fogo em seu seio sem que seus vestidos não queimem? Ou andará alguém sobre as brasas sem que queimem os seus pés?” (Pv 6: 27,28). É claro que não. Nem tão pouco pode alguém pecar em sua vida (não importa qual seja a natureza do pecado) e não sofrer as conseqüências dele.

Que tipo de efeitos trazem as “concupiscências carnais”, quando a elas são permitidos correr livremente na vida de alguém? Romanos 8: 6 responde: “porque a inclinação da carne é morte”. Romanos 8: 13 continua: “porque se viverdes segundo a carne morrereis”, e Romanos 8: 8 conclui: “portanto, os que estão na carne morrereis”.

Há duas grandes forças no mundo que estão na disputa para controlar as vidas dos homens. São o poder de Deus para o bem e o poder de Satanás para o mal. Deus fez o homem uma criatura com o poder de escolha. Ele pode escolher submeter-se ao poder de Deus e desfrutar dos benefícios da justiça ou ele pode escolher submeter-se ao poder de Satanás e sofrer as conseqüências do mal. O homem é um agente moral que pode escolher a quem servir.

Romanos 6 é um apelo aos cristãos se alinharem ao lado de Deus e da justiça no combate espiritual. “Assim também considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em sua concupiscências. Nem tão pouco apresenteis os vossos membros ao pecado, por instrumento de iniqüidade, mas apresentai-vos a Deus como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6: 11-14).

Com quem você se alinha na batalha espiritual? Com Deus ou com Satanás? Aqui está um princípio bíblico: “e os que estão em Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” (Gl 5: 24-25).

“Escolhei hoje a quem servis…porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Js 24: 15)

4. O procedimento

A ordem divina está sobre os nossos corações nas palavras de I Pd 2: 11: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma”. O testemunho de nossos corações é tal que essa ordem é lógica e essencial para o nosso combate espiritual Mas como? Essa é a pergunta. Como pode um cristão abster-se das concupiscências carnais que combatem contra a alma? Romanos 13: 13,14 dá a resposta nestas palavras: “andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e invejas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne e suas concupiscências”. Novamente o testemunho dos corações é tamanho que, um método (ou procedimento) irá livrar o cristão do controle da carne e permiti-lo viver uma vida espiritual abundante no presente mundo.

A Proibição

Que tipo de pecado afasta alguém da vida espiritual? Que pecado combate contra a alma? Romanos 13: 13 lista três classificações de coisas erradas que são prejudiciais à vida espiritual.

Pecados de intemperança são proibidos. O que é intemperança? O dicionário diz que é a falta de sobriedade, ou atitude que perverte os costumes. Paulo escreveu pecados públicos que ele próprio chamou de glutonaria e bebedeira. O termo glutonaria, de outra maneira poderia ser traduzido em farra ou festa licenciosa. Refere-se também a todas as formas de hilaridade (explosão de risos), que excita paixões de maneira excessiva e descontrolada. Bebedeiras, referem-se às ações que resultam em intoxicação por bebidas alcoólicas. Os pecados de intemperança, proibidos aqui, eram praticados em adoração ao deus pagão Baco. Baco era o deus do vinho e da alegria. Sua adoração era feita por bêbados, e o diabo está presente nestas ocasiões. É imitada hoje em dia, sem o contexto de adoração, em todas aquelas ocasiões sociais onde a bebida alcoólica controla os fazedores de alegria (foliões ou fanfarrões). Tais pecados públicos de intemperança são proibidos, porque combatem contra a alma.
Pecados de impureza são proibidos. Paulo referia-se à pecados particulares que chamou de desonestidades e dissoluções, que também poderiam ser traduzidos por “imoralidade (ou prostituição)” e “indecência (ou sensualidade)”. A imoralidade referida no texto significa o pecado cometido intimamente, ou “dentro de quartos”, isto é imoralidade sexual. Indecência poderia ser traduzida também por sensualidade ou perversão de costumes. Referindo-se não somente a atos de imoralidade ou perversão sexual, mas àquelas coisas que excitam as paixões sensuais – exibições indecentes, filmes, imagens picantes ou músicas que despertem paixões e etc… Pecados sensuais e sexuais são proibidos, porque combatem contra a alma.
Pecados de discórdia são proibidos. Paulo escreveu sobre os pecados sociais, que ele chamou de “contendas e inveja”. Poderíamos traduzir para “discussões ou brigas e ciúmes”. Alguém não precisa ser culpado de ter cometido grandes pecados que poderiam destruir seu bom nome, podendo sofrer os danos. Os mais aceitáveis pecados, expressos em um mal relacionamento entre pessoas, também prejudicam. Pecados sociais de discórdia são proibidos porque combatem contra a alma.

A Providência

Como alguém pode ter a certeza de não se engajar em pecados públicos de intemperança, pecados íntimos de impureza ou pecados sociais de discórdia? O apóstolo Paulo deu uma dupla sugestão:

“Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”;e
“Não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”.

Considere estas sugestões na ordem contrária. Não tenhais cuidado da carne. O que quer dizer “ter cuidado da carne para satisfazer suas concupiscências”? Quer dizer, oferecer a oportunidade, facilitar as coisas, fazer possível pelo esforço, de se tornar o autor da oportunidade de fazer algo errado.

Pense nisso na área da imoralidade sexual, já que este é um dos grandes problemas do mundo hoje. Ter cuidado de tal ato seria estar na presença do futuro/a companheiro/a, cultivar a atração, fazer planos para ficar sozinho com aquela pessoa, mudar palavras e ações afim de despertar o interesse do/a outro/a. Seria cultivar o interesse e prover a oportunidade para ocorrer o ato ilícito.

Como pode alguém ter certeza de que não tem cuidado para a carne não se expressar-se por si mesma? Não deve fazer planos para que isso aconteça. Não deve haver esse tipo de pensamento habitando em seu coração. Deve manter sua mente preocupada com as coisas de Deus. Deve-se dizer NÃO à carne em todas as ocasiões. Aqui está um princípio de controle de pensamento: Filipenses 4: 8 diz: “quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é bom, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.”

Mantenha sua mente pura. Esta é a melhor proteção que você pode ter contra os pecados da carne.

Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Repetidamente o apóstolo Paulo escreveu sobre “despir-se” do mal e “revestir-se” do bem, usando a analogia de mudança de roupas. Ele sugere que se você deseja obter a vitória sobre a carne você deve “vestir-se” do Senhor Jesus Cristo.

O que ele quer dizer com “revesti-vos” de Cristo? Ele sugere a mais íntima união e apropriação espiritual. “Vestir” uma outra pessoa denota a completa assunção de sua natureza. Cristo veste o homem na sua natureza e condição para que o homem vista-se de Cristo em disposição e caráter. Ele tornou-se um participante de nossa natureza física para que nos tornássemos participantes de Sua natureza moral. Vestir-se de Cristo também quer dizer deixá-lo ser o Governador de nossas vidas em todos os aspectos de nossa existência.

A Bíblia ordena repetidas vezes aos crentes “revesti-vos de Cristo”. Admoesta-nos a nos vestirmos do novo homem (Efésios 4:24), vestirmos do sentimento de Cristo (Cl 3:12), da armadura de Cristo (Efésios 6:11-14), porque estamos “em Cristo”, e Cristo está em nós desde o momento de nossa salvação.

Quão intimamente está o crente ligado à Cristo? Efésios 5:30 diz: “nos somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos.” Paulo faz um apelo à moral e à pureza nessas palavras, “não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.”(I Coríntios 6:15). O crente está tão intimamente ligado ao corpo de Cristo que qualquer coisa que ele faça com seu corpo físico, ele está fazendo com um membro do corpo de Cristo. Pense nisso!

É possível uma verdadeira vitória espiritual? Sim, é. Você é uma pessoa constituída de 3 partes. Sua carne é a fonte de todos os desejos impróprios. Sua razão é o assento das santas leis de Deus. O seu ego (seu espírito interior) está no controle de sua vontade e pode escolher entre a lei de Deus e os desejos desordenados de sua carne.

Cristo morreu por você para que você não viva mais sob o domínio do pecado. Ele o separou do pecado mas deixou a natureza do pecado permanecer por propósitos disciplinares. Sua submissão à vontade de Deus lhe garantirá que você não se submeterá ao controle do pecado.

“Mas, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”. (Rm 13:14).

5. A alternativa

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pedro 2:11).

“Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:15).

Estas passagens das Escrituras estão em gritante contraste com a experiência espiritual de muitos que se confessam crentes hoje em dia. Multidões perderam a visão e a emoção de conhecer a Jesus pessoalmente em uma comunhão dia após dia. Têm mais medo do mundo do que ter vitória sobre o mundo. Se testemunham por Cristo, seu testemunho é organizado, imposto, pressionado em vez de ser o fluir de uma vida interior. O que está errado se é esta a condição espiritual do crente? É uma indicação que ele perdeu a batalha na luta contra a carne.

Veja, ninguém é verdadeiramente seu próprio mestre. Ele será controlado por algum poder externo a ele. O Espírito Santo de Deus e os maus espíritos do diabo estão na disputa, buscando governar a vida de todas as pessoas. Isto não quer dizer que Deus não tenha mais poder do que Satanás tem e assim a disputa continua. É o reconhecimento de que Deus deu a cada ser humano o poder de livre escolha. O homem pode escolher dedicar sua vida a Deus ou ao diabo. Mas a decisão deve ser feita sob a ótica destas palavras das Escrituras: “não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?” (Romanos 6:16). Feliz é o homem que rende sua vida ao Espírito Santo de Deus. Como é isto possível? O apóstolo Pedro explicou este procedimento nas palavras inspiradas por Deus e registradas em I Pedro 3:15, “santificai ao Senhor Deus em vossos corações”.
O Princípio

O que quer dizer “santificar” a Cristo como Senhor? “Glorificá-lo” quer dizer reconhecê-lo e responder às Suas gloriosas perfeições. “Magnificá-lo” significa considerar e honrar Sua infinita grandeza. “Justificá-lo” é enfatizar Sua inerente justiça e equidade. E, “santificá-lo” quer dizer reconhecer Sua completa santidade e tratá-lo com o devido respeito e submissão.

Alguém santifica a Cristo como Senhor quando O respeita como santo e age diante dEle como santo. Cristo é santificado no coração quando a atitude de alguém, seu modo de falar, obediência e até mesmo o descontentamento com o seu talento espiritual imperfeito (ou vida espiritual infrutífera) reflete uma influência pela santidade do Senhor Deus.

Em que sentido Cristo deve ser santificado no coração? Ele deve ser santificado (separado, respeitado) como “Senhor”. O Senhorio de Jesus Cristo é a grande doutrina do Novo Testamento. É interessante perceber que Jesus é chamado “Salvador” apenas 24 vezes no Novo Testamento, enquanto é chamado “Senhor” 144 vezes. Pense nisso. Há mais ênfase no senhorio de Jesus Cristo do que sobre o fato dEle ser o Salvador daqueles que crêem.

Alguém pode receber a Cristo como Salvador e não se submeter a Ele como Senhor. Mas ninguém pode render-se a Ele como Senhor sem recebê-Lo como Salvador. Portanto, o Novo Testamento exige que haja fé em Jesus Cristo o que levará alguém a submeter-se a Ele como Senhor. Desta maneira, salvação e santificação estão em vigor na vida do crente.

J. Hudson Taylor, um grande missionário na China na geração passada, enfatizou as implicações de se submeter ao senhorio de Jesus Cristo quando disse, “ou Ele é Senhor de todos ou Ele não é Senhor de tudo”. Santificar Cristo como Senhor quer dizer que a Ele é dado o controle, por um ato de vontade, em todos os aspectos da vida do crente.

O Lugar

Onde Cristo deve ser santificado como Senhor? Pedro responde, “em seus corações”, “santificai ao Senhor Deus em seus corações”(I Pedro 3:15).

Santificar a Cristo “no coração” indica uma atitude espiritual, não apenas um ritual executado pelo corpo. O “coração” é o termo que a Bíblia usa para falar da mente da emoção e da vontade do homem. Santificar a Cristo no coração significa que tudo que ocorre na mente, emoção e vontade é governado pela santidade e soberania do Senhor Jesus Cristo. O que a mente pensar deve ser influenciado pela natureza santa de Cristo. O que as emoções amarem e odiarem, aprovarem ou rejeitarem deve ser governado pela natureza santa de Cristo. É isto que quer dizer santificar a Cristo como Senhor no “coração”.

Mas preste mais atenção ainda. “Santificai o Senhor Deus EM seus corações”. O apelo não é para santificá-Lo “com” seu coração nem “do” seu coração, mas “no” seu coração, isto é, dentro dele. Há algum significado especial nessa palavra? Sim, há. Requer uma atitude interior, um certo tipo de espírito, não apenas submissão da carne. Santificar a Cristo como Senhor “no” seu coração requer uma sincera devoção e dedicação a Ele.

Imagine o seu coração como uma igreja, um lugar de adoração. A congregação que se ajunta ali é composta de seus desejos, motivos, vontades, gostos, desgostos, paixões, prazeres, etc. Santifique a Cristo como Senhor em cada uma dessas áreas (desejos, motivos, vontades, gostos, desgostos, paixões, prazeres) e então você terá obedecido à divina ordem estabelecida no texto.

Há três tipos de seres humanos no mundo.

Há o homem natural. Cristo está fora de sua vida, porque o homem não é um salvo.
Há o homem carnal. Acha que Cristo está dentro de sua vida, e acha que é um homem salvo, mas o seu “ego” está no trono, e Cristo exerce pouco controle sobre sua vida.
Há o homem espiritual. Cristo está em sua vida, porque ele é salvo, Cristo possui o trono de sua vida, porque ele santificou a Cristo como Senhor em seu coração.

Que tipo de pessoa é você?

Por Robson do Nascimento

Competição saudável

Por Rick Boxx

Certo homem, que chamaremos Tiago, tinha uma imobiliária bem sucedida. Tinha muitos cliente e alguns deles pertenciam à mesma igreja. Uma amiga de Tiago, que pertencia à mesma igreja, entrou também no ramo imobiliário. Entusiasmada e querendo marcar presença no mercado, começou a fazer negócios de modo  agressivo. Nesse afã, ela começou a cortejar alguns dos clientes de Tiago. Um deles ficou dividido, entre o desejo de ajudar no arranque do negócio desta iniciante e a sua vontade de continuar a fazer negócios com Tiago.

Para Tiago a questão era: “Como posso tratar esta situação com integridade?”

A minha resposta surpreenderia muitas pessoas no mundo de negócios. O típico modo de operação competitiva é esforçar-se ao máximo pelo negócio, tirando do caminho qualquer competidor. Mas a solução bíblica é muito diferente.  Provérbios 25:21-22 instrui-nos: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça, e o Senhor te recompensará.”

Certo estudioso da Bíblia explica que “amontoar brasas sobre a cabeça” de alguém representa um ritual egípcio. No Egipto, o culpado tinha que carregar uma bacia com brasas sobre a cabeça, para demonstrar o seu arrependimento ou mudança interior. Sendo bondosos para com os nossos competidores, poderemos fazer com que seus corações sofram uma mudança e recebermos recompensa do Senhor.

Meu conselho ao Tiago foi que se tornasse um mentor para a nova correctora. Ao apontar-lhe o caminho do sucesso, ele teria a oportunidade de lhe ensinar a ética  apropriada para os negócios, ajudando-a a ser bem sucedida e provavelmente ganhando uma amiga, que jamais sonharia em roubar os seus negócios no futuro. Tiago também receberá a recompensa prometida por Deus nesses versículos.

No seu ramo de negócios, considere a possibilidade de tratar os seus concorrentes com respeito e bondade, ao invés de maldizer e tratá-los de má vontade. Certamente experimentará a bênção de Deus e transformará um inimigo em amigo.

Disciplina Pessoal

Autodisciplina e Sucesso

Por Rick Warren

Ao longo dos anos que trabalho com pessoas, tenho observado que aquelas que alcançam as mais elevadas realizações, geralmente possuem, pelo menos, uma coisa óbvia em comum:  disciplina pessoal.  Pessoas de sucesso estão dispostas a fazer coisas difíceis que pessoas comuns não querem fazer.

Como líder de uma organização com mais de 20.000 associados sob os meus cuidados, tive oportunidade de conhecer e aconselhar muitos dos mais bem sucedidos homens de negócios e líderes profissionais da nossa região.  Nos nossos encontros, eles ensinaram-me muito sobre sucesso e as características indispensáveis para alcançá-lo.  Observei que a pessoa bem sucedida expressa autodisciplina da seguinte maneira:

  • Domina o seu estado de espírito.  Vive segundo os seus compromissos e não conforme as suas emoções.  Pessoas que fazem o que é certo, mesmo quando não têm vontade de o fazer, realizam a maior parte do que tem sido feito no mundo!  “Como cidade derrubada que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” (Provérbios 25:28)“O que guarda a sua boca, preserva a sua alma, mas o que muito abre os seus lábios tem perturbação”.  (Provérbios 13:3).
  • Refreia as suas reações.  Quanto pode suportar antes de perder a calma e permitir que as suas emoções assumam o controle?  “A sabedoria do homem lhe dá paciência;  a sua glória está em esquecer as ofensas.”  (Provérbios 19:11).
  • Mantém-se dentro do horário.  Se não determinar como vai gastar seu tempo, pode estar certo que outros o decidirão no seu lugar!  “e calçados os pés na preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno  (Efésios 6:15, 16).
  • Administra bem o seu dinheiro.  Aprendeu a viver com menos do que ganha e investe a diferença.  O valor de um orçamento consiste em poder dizer ao seu dinheiro onde quer que ele vá, ao invés de ficar a imaginar onde é que ele foi parar!  “Há tesouro desejável e azeite na casa do sábio, mas o homem insensato os devora”  (Provérbios 21:20).
  • Mantém-se saudável.  Cuidando de si mesmo fisicamente, uma pessoa consegue fazer mais e desfrutar das suas realizações.  “Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra”  (1 Tessalonicenses 4:4).

Em que área da sua vida precisa de desenvolver mais o autocontrole?  A disciplina que  estabelecer hoje determinará o grau do seu sucesso amanhã. Mas é preciso mais do que força de vontade para que o autocontrole seja duradouro.  É preciso um poder superior a si mesmo.  Boas intenções por si só não são suficientes.

Considere esta promessa da Bíblia:  “Porque Deus não nos deu o espírito de timidez, mas de poder, de amor e de moderação”  (II Timóteo 1:7).  Ele pode dar-nos força e decisão necessárias para fazer aquilo que não podemos por nós mesmos.

Levitas

Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se autodenominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome.

LEVI do Hebraico LÊWI ligado a raiz IÃWÂ significa JUNTAR , ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA. Vamos estudar um pouco mais sobre Levi e entenderemos o porquê deste nome. 
Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi.

Veja o que lemos: O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir, vemos agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Tipologicamente falando podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus). A pergunta que surge neste momento a todos os levitas é: Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? Sim porque há muitos que perderam a visão e estão usando seus dons e talentos para seus próprios prazeres em vez de atraírem a presença de Deus para a igreja estão se ofertando como artistas, como showmans, estão querendo atrair toda a atenção dos ouvintes para si, alguns com suas vidas deformadas estão atraindo maldição em vez de bênçãos, estão disputando com outros levitas causando divisão entre músicos e cantores com isto se vê que não entendem nada sobre o ministério levita.

Um equivoco é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias

Responsabilidades com o Tabernáculo

O papel dos levitas como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o tabernáculo alem de servirem como uma espécie de pára-choque para protegerem as demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se despercebidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus móveis (Nm 1: 47-54).

O Levita e a Santificação
A santificação é o elemento chave para que um levita tenha o seu ministério bem sucedido e é também a maior responsabilidade de um servo de Deus. 
Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, (Hebreus 12:14 RA)

Nenhum Levita pode fazer a obra de Deus sem estar com sua vida em santidade:
Os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os apresentou por oferta movida perante o SENHOR e fez expiação por eles, para purificá-los. Depois disso, chegaram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação, perante Arão e seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram. (Números 8:21-22 RA)

Este texto mostra que os levitas tinham que se lavar e purificar suas vestes. Não há como exercer o ministério diante do Senhor sem passar pela experiência da santificação da purificação pela palavra de Deus. Veja mais este texto do novo testamento . para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, (Efésios 5:26 RA)

Ninguém pode envolver-se com Deus sem se deparar com sua santidade perfeita. O impacto da santidade de Deus em nossas vidas deve ser o mesmo que houve na vida de Isaias. 
No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. (Isaías 6:1-7 RA)

Imagine aqui que visão tremenda teve Isaias quando se viu diante do trono de Deus e se deparou com a declaração dos anjos: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. A convicção da santidade de Deus foi tão grande no coração de Isaias que ele achou que ia ser fulminado por estar diante de tanta santidade e perfeição. 
Isaias era um profeta que estava desanimado, talvez pela morte de Uzias e também pela maldade que se estabelecer na terra por todo um contexto de pecado e fracasso espiritual que o povo estava vivendo. Depois de Judá ter vivido um período áureo de vigor espiritual o Rei Uzias peca por presunção e isso gera um declínio espiritual em Judá. Isaías que era então um profeta, que não estava vivendo os seus melhores dias. Um dia ele vai ao templo em Jerusalém e ao dobrar os seus joelhos se depara com uma visão absolutamente tremenda: Deus assentado em um alto e sublime trono, este foi um momento especial na vida do profeta, talvez suas decepções com os reis da terra estivessem embaçando sua visão a respeito do reinado divino. A visão de Deus no seu trono assegura então a Isaias que apesar da aparente vitória da maldade sobre a terra Deus continuava reinando soberano em seu alto e Sublime trono. Até os alicerces do templo tremeram diante do estrondo do coro angelical. Os Anjos declaravam em sublime devoção: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. Veja que os anjos exaltam a santidade do Senhor dos exércitos. Qual a razão de os anjos se utilizarem deste nome de Deus, porque não o chamou de o senhor da paz, do amor, ou qualquer outro nome? Acredito que havia uma lição nesta declaração dos anjos: A Santidade é uma Guerra e somente pelo poder do Senhor dos exércitos é que se pode sair vitorioso nesta guerra, acredito também que Deus queria equipar o profeta como um grande guerreiro de seu exército, o Senhor dos exércitos dá ao profeta Isaias a oportunidade de conhecer a soberania do seu Deus diante de uma citação angelical de sua grandeza como o Grande comandante dos exércitos. 
Diante da visão estrondosa Isaias se sente indigno: como poderia ele repetir o coro angelical? Sua consciência pesava sob o sentimento de sua fraqueza e fracasso pessoais. Ele nada mais podia fazer se não confessar sua incapacidade e condição decaída. Na verdade ninguém que se aproxime de Deus pode passar por uma experiência assim sem se deparar com a santidade de Deus e a partir daí buscar uma vida de santidade, ninguém pode declarar-se levita se não se sente totalmente comprometido com a santidade de Deus.
Isaias faz uma declaração que pra mim é uma grande lição: “Sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios”
Creio que Isaias estava falando de suas mentiras, talvez muitas vezes tenha dito o que Deus não mandou ele dizer, talvez tenha usado o nome de Deus para falar o que não lhe fora ordenado, ou seja em muitas situações suas profecias poderiam ser uma grande mentira. O pecado de Isaias estava nos seus lábios: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. (Mateus 15:11 RA) É exatamente assim que muitos vivem, todas as vezes que cantam ou dizem algo que não estão vivendo, isto se torna uma mentira ainda que seja uma verdade para outros. Isaias vivia em um ambiente de mentiras de palavras frívolas, um ambiente que denunciava impureza. Todos sabemos que as palavras têm poder, agora imagine um profeta que tem seus lábios impuros, suas palavras eram impuras e ele estava cercado disto, de gente que não falava a verdade, o ambiente que ele estava vivendo estava carregado porque as palavras que se saiam daqueles lábios impuros estavam minando as suas forças. Até que ele ouve a maior verdade de sua vida, dita por lábios angelicais: SANTO,SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. Esta é uma verdade incontestável, Deus é santo portanto todos os que desejam agrada-lo precisam viver em santidade. Não podemos fugir disto: O relacionamento com Deus cobra de nós uma vida de santificação constante.
Não entendo como alguns ministros querem desenvolver um ministério poderoso, sem vida de oração. Também não entendo como algumas igrejas desejam ser abençoadoras sem a pratica da adoração. Vamos mergulhar nestes dois elementos imprescindíveis para a vida vitoriosa da igreja e do ministro.

O Levita e a Oração

Parece bobagem querer conceituar a oração, já que ela é uma tão invasculhável e ao mesmo tempo tão real experiência de qualquer pessoa que algum dia já a tenha experimentado. Todas as vezes que alguém pretender discorrer sobre o assunto, automaticamente vai se deparar com a expressão de sua experiência própria. Pois acredito que qualquer fórmula ou projeto de oração não pode ser tido como manual inviolável sobre a oração. O Pai Nosso ensinado por Jesus trata-se apenas de uma sugestão de Cristo quanto a um modelo de oração, o qual terá sempre o tamanho e as dimensões experienciais de cada um. O que vou abordar neste é apenas a necessidade e alguns resultados decorrente de uma vida de oração.

Necessitamos de Oração

  • Para conhecer o coração de Deus
    Quão grandes mistérios estão ocultos no coração de Deus, quantas coisas tremendas estão reservadas em seu coração a respeito de cada um de nós. Quantas vezes tomamos decisões erradas diante de determinada situação por não conhecermos o coração do pai, por não sabermos qual seria a atitude de Deus diante do fato. A oração nos revela o coração de Deus, nos torna confiáveis para que Deus revele seus mais absolutos segredos. Isto é naturalmente compreendido, basta apenas observarmos os relacionamentos humanos para verificarmos que quanto mais convivemos e conversamos com as pessoas mais nos tornamos confiáveis e mais haverá liberdade para o desvendar do coração. Com Deus também é assim Deus com absoluta certeza deseja compartilhar seus sentimentos e abrir o coração, para aquele que vive em comunhão com Ele, para aqueles que mais tempo passam em sua presença. Há muitos que se gloriam pelo tempo que têm de igreja, alguns dizem: “estou nesta igreja desde a sua fundação”
    Anos de cartão de membro nada é em comparação ao tempo de oração de cada cristão. O importante é quanto tempo de todo o tempo que tenho eu passo na presença de Deus em oração.
     
  • Para conhecer o nosso próprio coração
    A vida de oração também nos revela o nosso próprio coração. Quando nos inclinamos diante de Deus, nos deparamos com a sua onisciência e é só assim que temos a coragem de dizer quem realmente somos. O contato com a onisciência de DEUS não nos permite disfarces, se tentarmos esconder coisas diante DELE nos sentimos ridículos pois sabemos que ele nos conhece. Assim somos desvendados por Deus e por nós mesmos.
     
  • Para não entrarmos em tentação.
    Jesus declarou aos seus discípulos:
     
  • Para desenvolver uma vida poderosa em Deus
     
  • Para Compreendermos determinadas situações da vida que só se discernem espiritualmente
     
  • Para nos equiparmos para a batalha espiritual
     
  • Para entrarmos em uma nova dimensão de vida com Deus

Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?

Quando dizemos hoje que somos levitas alguém pode perguntar como podemos nos denominar levitas se não somos da Tribo de Levi. Por isso gostaria de alongar este comentário sobre os levitas a fim de que ninguém se perturbe com estas questões.

Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali. (Juízes 17:7 RA)

O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Com o poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Leví. O levita, neste texto pode ser um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda alguma evidencia de que o termo levita fosse um título funcional com o sentido de alguém obrigado por voto, alem de servir como designação de uma tribo. Tipologicamente o Levita do Velho testamento nada mais é do que a figura do servo do novo testamento, que se consagra e assume a posição de levita para conduzir o tabenáculo do senhor.

Fonte: Pr. Ivaldo Costa

Três Gemidos: Três Propósitos

Texto: Rom.8:22,23 e 26

Introdução: Gemido é um lamento doloroso, um som inarticulado. No sentido bíblico, é alguém estar sofrendo uma tristeza muito profunda, sem quase nenhuma esperança humana de socorro.

A primeira vez na Bíblia, que aparece a palavra gemido, é em Ex.2:24, Israel gemendo pela opressão de Faraó. Não tinham culpa de estarem ali, pois foram trazidos por seus pais. Quatrocentos anos já tinham se passados desde que vieram para ali. Se considerarmos que uma geração na Bíblia, dura quarenta anos, dez gerações já tinham-se passado e, já estava reinando um novo Faraó, que desconhecia os filhos de Israel, sua história, passado, e nem por que estavam ali.

Israel então:

1o - Suspirou

2o - Clamou

3 - Gemeu  -  e Deus ouviu seu gemido (Ex.2:23e24).

No texto que lemos, vemos três elementos gemendo, cada um com um propósito, aguardando alguma coisa:

1 ) A CRIAÇÃO:

¨Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora¨ (Rom.8:22)

a)       A criação não tem culpa do estado de maldição em que ela está hoje. Ela teve seu estado original alterado (Rom.8:20).

b)       No relato da criação, Deus fez tudo perfeito, abençoou e disse que era bom. A terra foi criada somente para produzir ervas verdes e árvores frutíferas para mantimento do homem (Gen.1:29).

c)       Quando o homem pecou, ele próprio alterou todo o sistema, e a terra passou a produzir espinhos e cardos, contra sua vontade (Gen.3:18).

d)       Todo o sistema foi alterado, o domínio de tudo que foi dado ao homem, perdeu-se, e as feras e animais selvagens, passaram a amedronta-lo (Gen.1:28).

e)       As dores de parto que a terra sente (vs.22), é o aguardo de um novo céu e uma nova terra, que serão gerados por Deus. No milênio, todas as características originais, serão restauradas (Ap.21:1).

2o ) A IGREJA

¨E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo¨ (Rom.8:23)

a)       A igreja geme, por ter as primícias do Espirito: PRIMÍCIAS – Primeiros frutos da terra, que eram oferecidos ao Senhor. É terrível estarmos limitados por nossa carne, de desfrutarmos plenamente as abundâncias do Espirito. Somente as primícias (Rom.8:18).

b)      Gememos esperando a libertação desse corpo, da carne. Queremos e precisamos fazer o bem, mas nem sempre conseguimos. Paulo viveu esse conflito espiritual: “Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço” (Rom.7:19).

c)       Gememos, pois queremos deixar esse tabernáculo, esse corpo mortal, inclinado ao pecado, para recebermos nosso novo corpo. Nesse corpo corruptível, há uma centelha de Deus, que almeja e deseja somente Ele (I Cor.15:53).

d)      Gememos esperando nossa adoção, como plenos filhos de Deus. É difícil sabermos que somos filhos, mas não temos ainda o os direitos adquiridos dessa filiação: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim como é o veremos” (I Jo.3:2).

3) O ESPIRITO

“E da mesma maneira também o Espirito ajuda as nossas fraquezas, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espirito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rom.8:26).

a)       Em último estágio, vemos o Espirito gemendo, suspirando pelas nossas fraquezas e fracassos. É um nível de gemido intenso e profundo, sentindo dores.

b)      É um gemido diferente dos demais. InexprimíveisQue não consegue entender por palavras, gestos e fisionomias. Não há ninguém nesse mundo que consiga entender seu lamento. Uma voz silenciosa

c)       Só se conhece algo na voz silenciosa, quando se sabe a intenção dessa voz. E Deus sabe qual é a intenção do Espirito ao interceder pelo crente: “E Aquele que examina os corações, sabe qual é a intenção do Espirito…” (Rom.8:27ª).

 Mensagem pregada na AD em Itu/SP. – Pr Josias G. Almeida

Você deve evitar um caso extraconjugal

Este artigo tem por finalidade apresentar alguns princípios bíblicos para evitar um caso extra-conjugal, destruir um lar e como combater as artimanhas de satanás. Estude-o, divulgue-o e faça um bom proveito para a sua vida espiritual. Certamente você será muito abençoado se seguir os princípios aqui descritos.
Saia com sua família

Quando você sair em atividades sociais, guarde a sua companhia. Fique com seu companheiro (seu marido, esposa ou amigos). Se você está com um grupo, fique com eles. Um conhecido e amplamente divulgado caso de tentativa de estupro resultou de um homem que encontrou-se com uma mulher que ele não conhecia em um local de divertimento público.

Guarde os seus intervalos de café

Também guarde os seus intervalos de café ou de lanche quando você está no trabalho. Tenha cuidado com o tempo e as conversas junto ao bebedouro ou na lanchonete. Todos os tipos de contatos inocentes podem se tornar ocasiões para envolvimentos sérios se eles não estiverem sob controle. Eu poderia contar-lhe trágicas histórias que ouvi em aconselhamento pastoral (mas não compartilharia aquilo que foi falado confidencialmente), tragédias que começaram com “inocentes flertes” de contatos no escritório ou no trabalho.

Evite pessoas à toa

Eu lhe digo para você não gastar muito tempo em volta de pessoas à toa ou disponíveis. Pode-se identificar por palavras ou ações a pessoa que está voluntária a se envolver em um caso sexual com você. Se você reconhecer que se trata de um envolvimento em potencial, e particularmente, se você sente uma atração por aquela pessoa, siga o conselho dado ao jovem Timóteo pelo apóstolo Paulo, “Corra” (II Timóteo 2:22). As mais puras resoluções podem falhar quando a tentação é grande. Mantenha-se longe da tentação.

Faça seu tempo produtivo

Existem duas coisas que você pode fazer com seu tempo livre para que seja mais produtivo.

1- Passe seu tempo livre com sua família. Muitos pais gastam tão pouco tempo de qualidade com seus filhos e um com o outro, isto contribui para a quebra do casamento e do lar. Dê tempo à sua família em amizade casual, em recreação, em entretenimento, em trabalho produtivo em volta da casa… Apenas dê um pouco de atenção a isso e você encontrará muitas coisas que você e sua família podem fazer juntos para sua mútua alegria.

2- Dedique seu tempo livre para as coisas de Deus. Deus decretou que um dia em sete deveria ser dado a Ele e determinou que se observasse o Dia do Sábado para o descanso. Mas você pode dedicar mais do que isso para Ele. Ajude alguns idosos em suas casas. Visite algumas pessoas nos hospitais ou em repouso domiciliar. Apare a grama. Asse um bolo. Saia com as crianças para se divertir com elas. Demonstre interesse pessoal um no outro, e ambos irão crescer como resultado desse envolvimento. Davi nunca teria se tornado um adúltero com Bate-Seba ou assassino de seu marido se ele tivesse guardado o seu tempo livre. Você pode se prevenir do pecado sexual se você guardar o seu tempo livre. Tome a resolução de ser puro. Comece hoje.

Controle seus olhos

Howard A. Walter, escritor americano, escreveu estas palavras em um dos grandes hinos cristãos: ” Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim; Eu serei puro, porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei forte, porque há muito por que sofrer; Eu serei bravo, porque há muito que fazer.” Me lembro dessa canção ao considerar esse assunto que estamos tratando, “Como Evitar um Caso Extraconjugal”.

Deixe a pessoa que está tentada na área sexual se lembrar dessas palavras: “Eu serei puro porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim.” Envolver-se em pecado sexual é trair a confiança daqueles que confiam em nós e quebrar os corações daqueles que se preocupam por nós. Uma coisa não é correta só porque parece que não machuca alguém e está de acordo com os parâmetros de pessoas adultas. Uma coisa é correta quando ela concorda e está de acordo com a natureza e o propósito de Deus, aí sim ela está correta.

A Bíblia fala tão claramente contra os pecados sexuais que inclusive pronuncia a pena de morte para o adultério (Lv 20:10), porém, a opinião humana os considera simples pecados. Precisamos encontrar uma resposta para a pergunta. “Como posso evitar o envolvimento em pecados sexuais em nossa sociedade tão permissiva?” Já chamei sua atenção para a experiência de Davi, um antigo Rei de Israel, e seu caso adúltero com Bate-Seba, a mulher de um soldado de seu exército. Nós vimos princípios que o rei violou: “se você quiser se manter puro, guarde seu tempo de lazer”, e “se você quer se manter puro, controle seus olhos.” A Bíblia diz que Davi estava andando na varanda de seu palácio no frescor do anoitecer quando, de sua elevada posição, ele olhou através da janela de uma casa da vizinhança e viu uma bonita mulher que se banhava. Daquele olhar seguiram cobiça, sedução, decepção e finalmente assassinato.

Quão diferente seria se tão somente Davi controlasse seus olhos! Há um ditado que diz: “Os olhos são as janelas da alma.” Aquilo que permitimos que entre pelas janelas dos olhos tem uma tremenda influência sobre nós. É esta a razão pela qual nós viramos o rosto de algo que repelimos ou nos amedronta. Nós nos delatamos a nós mesmos pela maneira que controlamos os nossos olhos ou aquilo que olhamos em volta. Uma vez Davi orou: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade; preserva a minha vida segundo a tua palavra” (Salmos 119:37). Porém ele se esqueceu do que tinha orado quando olhou para Bate-Seba. A Bíblia diz que ela “era mui formosa” (II Samuel 11:2). Acho que o olhar de Davi não foi um simples olhar de relance, o qual ele teria se virado para o lado em respeito a ela e sem intenção de ter invadido a sua privacidade. Ele a observou. Ele fixou-se nela. Ele fantasiou um possível envolvimento sexual com ela e a seguiu com seus olhos. Ali foi a sua queda. Ele não controlou os seus olhos. Não creio que Bate-Seba era uma mulher sedutora que se banhava propositadamente em um local visível para chamar a atenção do rei. Ela estava na sua casa. Ela só poderia ser vista da varanda elevada do palácio e não percebeu que estava sendo observada.

O olhar de Davi foi uma intrusão em seu lar. Era como se estivesse dando uma espiadela pela janela da vizinha. O que ele fez era uma coisa indigna para um rei, para um homem que reverenciava a Deus e um homem que era responsável pelo bem-estar de todo o povo de sua nação. A conseqüência de sua queda foi não controlar seus olhos.

Espero que você tenha sido abençoado. Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida conjugal na direção desejada por Deus.

Podemos incentivar os nossos filhos a se desviarem da Palavra de Deus?

“Ficar”, uma atitude não cristã!

O namoro sempre existiu em diversas culturas através dos tempos. É a forma de duas pessoas se conhecerem melhor e, com mais intensidade, alguém com quem se pretende ter um relacionamento sério com vistas ao casamento. Mas, atualmente, para muitos jovens o namoro convencional perdeu status.

Não é de agora, por exemplo, que os jovens usam o termo “ficar”. A expressão surgiu na década de oitenta entre os adolescentes de 13 aos 17 anos que buscavam simplesmente o prazer sem qualquer perspectiva de compromisso. Ou seja, é um comportamento em que os jovens conversam, se beijam, se abraçam e até têm relação sexual, sem nenhuma responsabilidade pós-encontro. Não há nenhum vínculo emocional, afetivo,espiritual e, muito menos, trocas de endereço e telefone.

O “ficar” é uma armadilha do Diabo

Para o pastor Gilson Bifano, diretor e conferencista do Ministério Oikos (Ministério Cristão de Apoio à Família) esta prática não deve ser seguida pelos jovens cristãos. “Se ele tem um compromisso com Deus e encara o seu corpo, a sua sexualidade, como a Palavra diz, ele não vai ter esse comportamento. Devemos ser diferentes; sal e luz do mundo”, enfatiza o pastor. Na visão dele, o “ficar” é uma estratégia de Satanás para minar a pureza moral da juventude, neutralizar seu testemunho, e, posteriormente, estragar seus lares.

“O diabo utiliza vários métodos para levar o homem ou a mulher a uma relação sexual fora dos padrões de Deus. A Bíblia diz : “Não vos defraudeis uns aos outros”. Defraudar é passar dos limites da intimidade com uma outra pessoa que não seja o seu cônjuge. O texto declara que o sexo é para ser desfrutado entre o homem e a mulher no contexto do casamento. E o ficar, conhecido antigamente como o arrocho, é uma fonte de excitação, em que beijos ardentes e carícias em partes íntimas são praticados. Dificilmente, um jovem conseguirá ter uma vida de santidade em um relacionamento passageiro, sem um peso de responsabilidade e compromisso, enfatiza.

A juventude precisa de santidade

Segundo Bifano, há uma grande diferença entre pureza e virgindade, já que alguns adolescentes se guardam para o casamento, mas mantêm outras práticas sexuais. Em contrapartida, existem pessoas que “perdem a virgindade” e, depois de se converterem, se arrependem e evitam a intimidade antes do casamento.

Para o pastor, a juventude cristã precisa repensar a sua atitude em relação ao namoro, ao noivado e ao casamento, não segundo a ótica do mundo que está sem Deus, mas dentro de uma visão bíblica equilibrada. “O tempo todo a televisão, o rádio, os jornais, as revistas, as músicas, as novelas e os filmes veiculam campanhas de incentivo ao sexo com o uso da camisinha. O importante não é ter relação sexual antes do casamento, mas sim a falta do preservativo. Com isso, os jovens estão absorvendo esta visão não cristã da sexualidade. É necessário influenciar mais e ser menos influenciado”, comenta Bifano.

As conseqüências do “ficar”

A proposta do “ficar”é levar esta geração a experimentar um pouco do outro de uma forma leviana. Além de gerar traumas, frustrações, decepções e até uma gravidez precoce. Segundo Gilson, os pais têm uma parcela de culpa nisso, já que muitos não orientam seus filhos. A questão da informação não é só da igreja, nem da escola. O que tem acontecido hoje é que a família tem transferido sua responsabilidade, e o resultado disso é uma vida sexual fora dos parâmetros bíblicos.

Esta tarefa tem que começar em primeiro lugar na família. E os pais devem estar capacitados para que haja um diálogo franco, contínuo e sem tabus. “Três coisas não são faladas muito em família: morte, dinheiro e sexo. Estes assuntos devem ser tratados no lar, de maneira natural, não apenas em forma de sermões, mas em uma conversa natural com os filhos desde cedo, sempre respeitando, é claro, as faixas etárias”, alerta Gilson.

O Namoro Cristão

Gilson Bifano acredita que existem princípios para o namoro cristão. E um deles é justamente o não “ficar”. Um relacionamento segundo a visão cristã é um período de conhecimento mútuo, de aprofundamento da amizade. “A intimidade física não é compatível neste período. Ela só deve acontecer, segundo a Palavra de Deus, no contexto do casamento”, enfatiza Gilson.

“O texto de Gênesis 2.24 diz: Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-à à sua mulher, e serão ambos uma só carne. Neste trecho existe uma seqüência. Quando se tem esta experiência de ser uma só carne, antes de se casar, há quebra de princípio bíblico. E isso pode, e tem trazido, muitos problemas”, relata o pastor.

A Igreja e seu papel

Na opinião dele, os pastores precisam falar mais sobre este assunto, sem condenação. “A igreja tem que parar de apenas dizer que é proibido, mas também educar. Dar condições aos jovens para que eles não façam o que é condenado pela Palavra de Deus. É necessário um trabalho de conscientização em que a juventude seja esclarecida das conseqüências que advêm da quebra dos preceitos bíblicos. Isso pode ser feito através de palestras, congressos etc.”, adverte.
Para os jovens cristãos que estão na moda do “ficar”, o pastor dá alguns conselhos:

1- Repense no que Deus tem para sua vida.

2- Se está se relacionando indevidamente com alguém, deve reconhecer que esta não é a vontade de Deus e parar com tal atitude.

3- Deus perdoa nossos pecados. Ele morreu na cruz para perdoar os erros da humanidade. E, com certeza, a partir deste reconhecimento, Deus vai honrar e abençoar os seus caminhos.

Eliane Canegal – Elnet.com.br

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