Anjos no Novo Testamento

ANJOS NO NOVO TESTAMENTO  Autor(a): REV. AUGUSTUS NICODEMUS LOPES   Doutor em Novo Testamento, é professor de Exegese do Sem. Presbit. José Manoel da Conceição, em São Paulo e Diretor do Centro Presbit. de Pós-Graduação Andrew Jumper, São Paulo. E-Mail: anlopes@mackenzie.br
A crença em anjos no Novo Testamento

Os cristãos não eram o único grupo do primeiro século que acreditava na existência de anjos. A maioria das seitas do judaísmo, berço do cristianismo, pro-fessava a crença nesses mensageiros celestes, á exceção provável dos saduceus (At 23.8). 0 interesse dos judeus por anjos havia crescido de forma notável durante o período intertestamentario, quando o segundo templo foi construído, após o retorno do cativeiro babilônico. É provável que esse aumento de interesse pelos anjos tenha ocorrido como resultado da ênfase nesse período á idéia de que Deus havia se distanciado do seu povo, já que não havia mais profetas. A ausência de profetas, os mensageiros oficiais de Deus ao seu povo, provocava a necessidade de outros mediadores da vontade divina. Os anjos vieram ocupar esse espaço no judaísmo do segundo templo. 0 aumento do interesse pelo mundo celestial e pelos seus habitantes, os anjos, nota-se nos escritos judaicos produzidos antes ou logo após o nascimento do cristianismo. Exemplos desta tendência se percebem em alguns livros apócrifos (4 Esdras 2.44-48; Tobias 6.3-15; 2 Macabeus 11.6). 0 mesmo se vê em alguns dos escritos dos sectários do Mar Morto achados nas cavernas do Wadi Qumran, como o rolo da Batalha entre os Filhos das Trevas e os Filhos da Luz. Alguns dos escritos produzidos pelo movimento apocalíptico dentro do judaísmo, mais que os escritos de outros movimentos, enfatizava o ministério dos anjos (1 Enoque 6. 1 ss; 9. 1 ss), 0 interesse pelos anjos se nota até mesmo nos escritos rabínicos datados a partir do século III (com exceção do Mishnah), e que possivelmente representam a linha principal do judaísmo no período do segundo templo.
Fora das fronteiras do judaísmo, a crença em anjos, encontrava-se não somente nas religiões que fervilhavam no mundo greco-romano, mergulhado no misticismo helênico, como também nas obras dos filósofos e escritores gregos famosos, como Sófocles, Homero, Xenofonte, Epicteto e Platão. A biblioteca de Nag Hammadi, descoberta em nosso século (1945) nas areias quentes do deserto egípcio, apresenta material gnóstico datando do século IV, com uma elaborada angelologia, onde a distância entre Deus e os homens é coberta por trinta “archons”, seres intermediários, possivelmente anjos, que guardam as regiões celestes. Os “Papiros Mágicos” desta coleção contém fórmulas para atrair os anjos. Embora datando do século IV, estes escritos possivelmente refletem crenças que já estavam presentes de forma incipiente no mundo greco-romano desde antes de Cristo. Em contraste aos escritos produzidos cm sua época, a literatura do Novo Testamento é bem mais discreta e reservada em seus relatos da atividade angélica.

As palavras mais comuns para “anjos” no Novo Testamento
A palavra mais usada no Novo Testamento para “anjo” é aggelos, que é a tradução regular na Septuaginta da palavra hebraica Mala’k. Ambas significam ‘mensageiro”. Aggelos é usada umas poucas vezes no Novo Testamento para mensageiros humanos, como por exemplo os emissários de João Batista a Jesus (Lc. 7.24; veja ainda Tg 2.25; Lc 9.52). Na maioria esmagadora das vezes, a palavra refere-se aos mensageiros de Deus, que povoam o mundo celeste e assistem em sua presença. Aggelos é usada tanto para anjos de Deus quanto para os anjos maus.
Existe outro termo no Novo Testamento para se referir aos anjos, o qual só Paulo emprega: “principados e potestades”. Em duas ocasiões é usado em referência aos demônios (Ef 6.12; Cl 2.13) e em três outras aos anjos de Deus (Ef 3.10; Cl 1.16; 1 Pe 3.22). Em todos os casos, refere-se ao poder e á hierarquia que existe entre esses espíritos. Uma outra palavra usada no Novo Testamento para anjos e pneuma, geralmente no plural (pneumata), que se traduz por espíritos”. Embora o termo seja empregado geralmente para os anjos maus e decaídos (quase sempre qualificado pelo adjetivo “imundo”, cf. Mt 12.43; Lc 4.36; At 8.7), é usado pelo menos uma vez para os anjos de Deus, como sendo “espíritos administradores” (Hb 1. 14). Alguns estudiosos têm sugerido que “espíritos” também se refere a anjos em outras passagens onde a palavra pneumata aparece, como por exemplo 1 Co 14.12. Neste versículo o apóstolo Paulo aprova e incentiva o desejo dos membros da igreja por pneumata, expressão quase que universalmente traduzida como “dons espirituais”, devido ao contexto. De acordo com E. Earle Ellis, Paulo, na verdade, não se refere a dons espirituais, mas aos anjos que estavam presentes aos cultos (1 Co 11. 10). Sua tese é que existe uma relação estreita entre as manifestações sobrenaturais que estavam acontecendo na igreja de Corinto e o ministério angélico. Tais manifestações, ou parte delas, não eram produzidas pelo Espírito Santo, e nem também por espíritos malignos, mas por estes espíritos bons. Outras passagens onde “espíritos” significa “anjos”, segundo Ellis, são 1 Co 14.32; 1 Jo 4.1-3; Ap 22.6.1(1). Embora esta sugestão seja interessante e provocativa, fica difícil ver como “espíritos” produtores de dons espirituais se encaixam no contexto de 1 Co 14.12 e no ensino de Paulo de que os dons são dados pelo Espírito Santo. 0 uso de pneumata em 1 Co 14.12 (bem como nas demais passagens mencionadas acima) pode ser explicado á luz de 1 Co 12.7, onde Paulo afirma que há diferentes manifestações do Espírito Santo. Ou seja, o mesmo Espírito manifesta-se de formas diferentes através de pessoas diferentes. Paulo refere-se a estas manifestações como “espíritos”. Elas eqüivalem aos dons espirituais. E difícil admitir que Paulo aprovaria um desejo dos crentes de Corinto de buscar estas entidades celestiais.

Anjos através dos livros do Novo Testamento

A presença e a atividade de anjos registradas nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) indicam invariavelmente a intervenção direta de Deus. Como mensageiros fiéis de Deus, que têm acesso a presença divina (Lc 1. 19; cf 12.8; Mt 10.32; Lc 15.10), a visita ou a intervenção de um deles eqüivale a uma manifestação divina. A encarnação e o nascimento de Jesus foram marcados pela presença de anjos, indicando a participação direta de Deus no nascimento do Messias (Mt 1.20; 2.13,19; Lc 1 . 11; 1.26-38). Embora os evangelhos não registrem quase nenhuma participação direta dos anjos assistindo a Jesus em seu ministério (o que poderia ter ocorrido, se Jesus quisesse, Mt 26.52), os anjos acompanharam o Senhor e se rejubilaram a medida em que pecadores se arrependiam (Lc 15.10). As poucas vezes em que se manifestaram visivelmente tinham como propósito demonstrar que Ele era amado e aprovado por Deus (Mt 4.11; Lc 2143). Os anjos ainda participaram da sua ressurreição, da anunciação ás mulheres, e da anunciação aos discípulos de que Jesus havia de voltar (Mt 28.2-5; At 1.9-11). E o próprio Jesus também mencionou varias vezes que os anjos participariam) da sua segunda vinda e do Juízo final (Mt 13.4 1; 16.27; 24.3 l).
Embora nos evangelhos a atividade dos anjos praticamente se concentre em tomo da pessoa de Jesus, ele mesmo menciona uma atividade deles relacionada aos homens, “cuidado para não desprezarem nenhum destes pequeninos. Eu afirmo que os anjos deles estão sempre na presença do meu Pai que está no céu” (Mt 18. 10, NVI). Aqui Jesus fala do cuidado vigilante de Deus pelos “pequeninos ‘, através dos anjos. A quem Jesus se refere por pequeninos” tem sido debatido pelos estudiosos, já que o termo pode ser tomado literalmente (crianças) ou figuradamente (os discípulos). Talvez a última possibilidade deva ser a preferida, já que Jesus usa regularmente pequeninos” para se referir aos discípulos, cf Mt 10.42; 18.6; Mc 9.42; Lc 17.2. Qualquer que seja a interpretação, a passagem não está ensinando que cada crente ou criança tem seu próprio “anjo da guarda”, como era crido popularmente entre os judeus na época da igreja primitiva. Fazia parte desta crença que o anjo guardião” poderia tomar a forma do seu protegido (cf. At 12.15). Jesus está ensinando nesta passagem que Deus envia seus anjos para assistir aos “pequeninos”, e que, portanto, nós não devemos desprezar estes “pequeninos”. Esse ministério angélico para com os “pequeninos” faz parte do cuidado geral que os anjos desempenham, pelo povo de Deus (cf. SI 9 1.11; Hb 1. 14; Lc 16.22). A passagem, portanto, não deve ser tomada como suporte á crença popular em “anjos da guarda”.

E importante notar que o Evangelho de João faz pouquíssimas referências á atividade dos anjos, embora, segundo João, Jesus tenha dito aos seus discípulos, no início do seu ministério, que eles veriam, os anjos subindo e descendo sobre si (Jo 1. 5 1 ). Possivelmente esta passagem não deva ser entendida literalmente no que se refere aos anjos, mas apenas como uma alusão ao sonho de Jacó (Gn 28.12) e ao seu cumprimento na pessoa de Cristo (unindo o céu á terra). No relato de João das boas novas, os anjos só revelam a sua presença ao lado da sepultura de Jesus (Jo 20.12)(2).
Estes fatos indicam que as aparições angélicas durante o período cm que Jesus esteve presente fisicamente entre nós foram relativamente poucas, e quase todas associadas com o seu nascimento, ministério, morte e ressurreição. Era conveniente que a vinda do Filho de Deus ao mundo fosse marcada por esta atividade angélica especial.
Apesar de a narrativa do livro de Atos abranger um período marcado por intensa manifestação sobrenatural, que foi o nascimento da igreja cristã, as aparições angélicas registradas pelo autor são relativamente poucas. Não há aparição de anjos em grupos, á exceção dos dois homens em vestes resplandecentes no local da ascensão (At 1. 10- 11). Nas intervenções angélicas, é sempre um único anjo que aparece, o qual é chamado de “um anjo do Senhor” (At 5.19; 8.26; 12.7,15) ou “um anjo de Deus” (10.3; 27.23). A expressão “anjo do Senhor” não tem. em Atos a mesma conotação que no Antigo Testamento, onde ás vezes este anjo é identificado com o próprio Deus. Em Atos a expressão sempre designa um mensageiro angelical. Os anjos aparecem em Atos com a mesma função principal, que no Antigo Testamento e nos Evangelhos, ou seja, trazer uma mensagem oficial da parte de Deus (At 5.19; 10.’ 10.22; 27.23). A isto se acresce a função protetora, pois por duas vezes um anjo do Senhor libertou apóstolos da prisão (At 5.19; 12.7). Uma outra missão de um anjo foi punir o rei Herodes (At 12.23) missão esta já mencionada no Antigo Testamento (cf Ex 12.13; 2 Sm 24.17) A atividade dos anjos em Atos, além de bastante discreta, é voltada quase que exclusivamente para o progresso do Evangelho. Um ponto de grande relevância para nos hoje é que ela se concentra, em torno dos apóstolos (At 5.19; 12.7 27.23) ou dos seus associados, como Filipe (8.26). A única exceção foi a aparição á Cornélio (At 10,3). Mesmo assim ocorreu una ponto crucial do nascimento da Igreja Cristã, que foi a inclusão do gentios na Igreja. Á exceção deste caso não há registro de aparições de anjos ao crentes em geral, nem para lhes trazer mensagens de Deus, nem para protege-los, embora certamente eles estivessem ocupados em desempenhar esta última; função, provavelmente de forma não perceptível aos crentes.
0 apóstolo Paulo é bastante ponderado no que escreve sobre os anjos, se com parado com outros autores religiosos não cristãos da sua época. Ele emprega a palavra aggelos apenas catorze vezes em suas treze cartas. Ele se refere aos anjos de Deus, não tanto como mensageiro: celestes ou protetores dos crentes, mas como participantes do progresso do plano de Deus neste mundo, que participaram da entrega da Lei no Sinai (G1 3.19) e que virão com Cristo para executar juízo sobre a humanidade (2 Ts 1.7). Estes são os “anjos eleitos”, que assistem diante de Deus (I Tm 5.2 1; cf. Gl 4.14). Uma possível explicação para a atitude reservada de Paulo é que, para ele, o Senhor Jesus, é a manifestação suprema de Deus, que suplanta todas as demais, diante das quais as manifestações angélicas perdem em importância e relevância (Ef 1.21; Cl 1. 16; cf. Hb 1. 1-2). Em nenhum momento Paulo menciona em suas cartas encontros angélicos que porventura teve, nem encoraja os crentes a buscar tais encontros. Some-se a isso a preocupação que demonstra em suas cartas com aparições e visões de anjos. 0 apóstolo teme que anjos caídos, passando-se por anjos de Deus, manifestem-se em visões com o
alvo de enganar os crentes. Ele menciona a possibilidade de que um anjo do céu venha pregar outro evangelho (G1 1. S), e que Satanás apareça dissimulado de “anjo de luz” (2 Co 11.14). Ele alerta aos crentes de Colossos a que não se deixem arrastar para o culto aos anjos propagado pelos líderes da heresia que ameaçava a igreja, e que se baseava cm visões (C1 2.18).
Uma passagem surpreendente sobre anjos é Gl 3.19, em que Paulo diz que a Lei de Deus foi entregue ao povo de Israel por meio de anjos. Esse fato no é mencionado na narrativa da entrega da Lei a Moisés no livro de Êxodo. Sua veracidade foi aceita possivelmente durante o período do segundo templo, quando os anjos receberam cada vez mais lugar destacado na teologia do judaísmo,. ao ponto de serem. reconhecidos como mediadores no Sinai, na hora da entrega da Lei a Moisés por Deus. 0 fato foi aceito como verídico por judeus cristãos como Estêvão (At 7.53), o autor de Hebreus (Hb 2.2), e por Paulo. Só que, enquanto que para os judeus da sua época, a presença de anjos no Sinai era algo que exaltava a glória da Lei, para Paulo, a presença destas criaturas era apenas um sinal da inferioridade da Lei em comparação ao Evangelho, que havia sido trazido pelo próprio Filho de Deus, sem mediação de criaturas.
Uma outra passagem difícil de entender nas cartas de Paulo é a enigmática expressão de 1 Co 11. 10. “Por esta razão, e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade”. 0 que tem os anjos, a ver com o uso do véu nas igrejas de Corinto? A resposta está ligada a um aspecto da situação histórica específica da Igreja de Corinto no século I, que nós desconhecemos. Havia uma idéia estranha na época de Paulo de que Gn 6.1-2 se referia a anjos que se deixaram atrair pelos encantos femininos (uma tradição rabínica acrescenta que foram os longos cabelos das mulheres que tentaram os anjos), A falta de decoro e propriedade por parte das mulheres na igreja de Corinto poderia novamente provocá-los. 0 mais provável é que Paulo se refira a outro conceito corrente que os anjos bons eram guardiões do culto divino, o que exigiria decoro e propriedade por parte de todos os adoradores. Este conceito se encaixa perfeitamente no ensino do Novo Testamento de que os anjos observam e acompanham o desenvolvimento do evangelho no mundo (ver Ef 3. 10, 1 Tm 5.12; 1 Pe 1. 12; Hb 1. 14).

Não há menção de anjos cm Tiago, e nem nas três cartas de João. Pedro menciona apenas que os anjos anelam compreender os mistérios do Evangelho (1Pe 1. 12), e que estão subordinados a Cristo (3,22). Em Judas encontramos mais uma referência enigmática aos anjos, desta feita cm relação ao confronto do arcanjo Miguel com Satanás, em disputa pelo corpo de Moisés (Jd 9). Esse incidente não é narrado no Antigo Testamento, mas aparece num livro apócrifo que era bastante popular entre os judeus chamado A Ascensão de Moisés. Neste livro o autor narra que, após a morte de Moisés, sozinho no monte, Deus encarregou o arcanjo Miguel de dar-lhe sepultura. 0 diabo veio disputar o corpo, alegando que Moisés era um assassino (havia matado o egípcio), e que, portanto, seu corpo lhe pertencia. De acordo com a Ascensão, Miguel limitou-se a dizer que o Senhor repreendesse os intentos malignos de Satanás. Embora narrado num livro apócrifo, o incidente deve ter ocorrido, e Deus permitiu que, através de Judas, viesse a alcançar lugar no cânon do Novo Testamento.
A carta aos Hebreus menciona os anjos nada menos que 13 vezes, 11 das quais nos dois primeiros capítulos, onde o autor procura estabelecer a superioridade de Cristo sobre os anjos (Hb 1.4-7,13; 2.2,15,16). A razão para esta abordagem foi possivelmente a exaltação dos anjos por parte de muitos judeus no século I. 0 autor, escrevendo a judeus cristãos sentiu a necessidade de diferenciar a mensagem do evangelho trazida por Cristo, e as muitas mensagens e mensageiros angelicais que infestavam a crendice popular judaica no século I.
E no livro de Apocalipse que temos a maior concentração no Novo Testamento do ensino sobre anjos. É o livro do Novo Testamento que mais emprega a palavra aggelos (67 vezes). Aqui os anjos aparecem como agentes celestes que executam os propósitos de Deus no mundo, como proteger os servos de Deus (Ap 7.1-3) e administrar os juízos divinos sobre a humanidade incrédula e impenitente (Ap 8.2; 15.1; 16.1). Apocalipse está cheio das visões que o apóstolo João teve do céu, e os anjos aparecem como habitantes das regiões celestes, ao redor do trono divino, em reverente adoração a Deus e ao Cordeiro (Ap 5.11; 7.11), mediando ao apóstolo João as visões e as instruções divinas (Ap 1.1).
Uma questão que tem atraído o interesse dos intérpretes é o sentido da palavra “anjo” em Ap 1.20, “os anjos das sete igrejas” (cf Ap 2.1,8,12,18; 3,1,7,14).Alguns acham que João se refere aos pastores das igrejas às quais endereça suas cartas, já que em Malaquias os líderes religiosos são chamados de anjos (MI 2.7). Ou então, aos mensageiros (aggelos) das igrejas que haveriam de levar as cartas às suas comunidades. 0 problema com estas interpretações é que a palavra aggelos em Apocalipse nunca é usada para seres humanos, mas consistentemente para anjos. Por este motivo, outros, como Origenes no século II, acham que João se refere a anjos reais, já que este é o uso regular que ele faz da palavra no livro. Estes anjos seriam os anjos de guarda de cada igreja a quem João manda uma carta. A dificuldade óbvia com esta interpretação é que as advertências e repreensões das cartas seriam dirigidas a anjos, e não aos membros da igreja. Além do mais, fica claro pelo
fim de cada carta que elas foram endereçadas aos membros das igrejas (2.7,11,17 etc). Assim, outros estudiosos têm sugerido que “anjos” representam o estado real de cada igreja, o “espírito” da comunidade. Esta idéia, que no deixa de ser curiosa e estranha, tem sido adotada por alguns que defendem que igrejas têm suas próprias entidades espirituais malignas, que se alimentam dos pecados não tratados das mesmas(3). Fica difícil tomar uma decisão. Mas, já que é evidente que os anjos e as igrejas são uma mesma coisa nestas passagens, a ” interpretação que talvez traga menos dificuldades é que aggelos (anjos) se refere aos pastores das igrejas.

Anjos em batalha espiritual

Uma outra passagem cm Apocalipse que merece destaque é a que descreve uma batalha no céu entre Miguel e seus anjos, contra o dragão e seus anjos, onde Satanás é derrotado e lançado á terra (Ap 12.7-9). A que evento histórico esta guerra celestial corresponde tem sido bastante discutido. Para alguns, refere-se á queda de Satanás no principio, quando revoltou-se contra Deus e foi expulso dos céus. Para outros, a vitória final de Cristo, ainda por ocorrer no fim dos tempos. 0 contexto, entretanto, parece favorecer outra interpretação, ou seja, que esta derrota de Satanás nas regiões celestiais corresponde à vitória de Cristo, ao morrer e ressuscitar, já que ela aconteceu, “por causa do sangue do cordeiro” (Ap 12. 10; cf. Jo 12.3 1; 16.1 l).À semelhança do Antigo Testamento, o Novo é igualmente reservado em narrar estas pelejas celestiais, e limita-se a registrar dois confrontos do arcanjo Miguel com Satanás (Jd 9; Ap 12.7-9). Não temos condições de saber quais as razões para estes embates entre anjos, e nem quão freqüentemente eles ocorrem no misterioso mundo celestial.

Digno de nota é o fato que Miguel, que no Antigo Testamento aparece como guardião de Israel, surge aqui em Ap 12.7-9 como defensor da Igreja, liderando as hostes angélicas contra Satanás e seus demônios, que procuram destruir a obra de Deus. Sua área de ação não e mais o território de Israel, mas o mundo, onde quer que a Igreja esteja. A constatação deste fato deveria moderar a fascinação de muitos hoje pela idéia de espíritos territoriais, maus ou bons, que seriam supostamente responsáveis por determinadas regiões geográficas, e que se embatem em busca da supremacia sobre aqueles locais. É possível que as nações ou outras regiões tenham seus príncipes angélicos, bons ou maus, mas esta idéia não exerce qualquer função ou influência no ensino do Novo Testamento, quanto aos anjos e á sua participação na luta da igreja contra os “principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef 6.12). Enquanto que em Daniel os principados e as potestades aparecem relacionados com determinados territórios, no Novo Testamento eles aparecem não mais relacionados com regiões, mas com este mundo tenebroso. 0 conflito regionalizado do Antigo Testamento tomou caráter universal e cósmico com a vitória de Cristo. 0 diabo e seus príncipes malignos são vistos agora como dominadores, não de determinadas regiões geográficas, mas “deste mundo tenebroso”. E os anjos agora servem aos servos de Deus, em qualquer região geográfica do planeta, onde se encontrem.

Notas de rodapé
1 Ver E. Earle Ellis, Spiritual GIffs in the Pauline Community, em New Testment Studies 20 (1973-1974) 134.
2 Existe séria dúvida da parte de muitos especialistas em manuscritologia bíblica de que a passagem de João 5,4, que menciona a decida de um anjo para mover a água da piscina de Betesda, seja de fato autêntica, visto que não aparece nos manuscritos mais antigos importantes.
3 Neuza ltioka, por exemplo, afirma que os anjos das cartas de Apocalipse (Ap 2-3 são anjos literais que Incorporam e absorvem o estado espiritual da Igreja, e que alguns deles são substituídos por demônios, devido á decadência espiritual da comunidade que representam. Ela baseia-se nas sugestões (sem exegese) de Walter Wink e R. Linthicum em Ap 2-3, cf. A Igreja e a Batalha Espiritual: Você Está Em Guerra em Série Batalha Espiritual (São, Paulo: Editora SEPAL 1994) 36,39,40-41,67,11

Fonte: Revista Fides Reformata

A Linguagem do Olhar

- Stanley Jones ao analisar a atitude cristã diante do sofrimento humano afirmou:
“A vida muitas vezes, se nos parece como Simão: Saímos de casa num dia sem nuvens, com os pássaros a gorjear. A vida parece cheia de esperança e promessa. Mas, de repente, encontramo-nos no meio da tragédia; as circunstâncias põem sobre nós uma cruz pesada e somos obrigados a subir num calvário”
- O grande desafio do cristão é saber como enfrentar estes momentos de crise!
- O texto de Miquéias contém lições importantes para quem deseja vencer os desafios da vida!

01. EM PRIMEIRO LUGAR, O PROFETA DESCREVE UM PERÍODO DE PROFUNDA ESCASSEZ ESPIRITUAL!
- Miquéias 7: 1
- Numa simbologia ele descreve uma árvore sem fruto!
- Uma árvore desprovida de folhas e por isso condenada!
- Este quadro não nos é estranho!
- Hoje – a igreja mostra muita atividade com pouca produtividade!
- muito movimento e pouco deslocamento!
- muitas palavras e poucas ações!
- Sem dúvida – há na igreja de hoje uma escassez de salvação, de santificação, de fidelidade e pureza de vida!

02. EM SEGUNDO LUGAR, O PROFETA DESCREVE UM PERÍODO DE PROFUNDA ESCASSEZ MORAL!
- Miquéias 7: 2 – 3
- A história nos conta que os grandes impérios caíram não sob a força das armas…
- Mas foram derrotados pela força da corrupção moral!
- O quadro descrito pelo profeta Isaías ainda tem cores nos dias de hoje – Isaías 1:10-17

03. EM TERCEIRO LUGAR, O PROFETA DESCREVE UM PERÍODO DE PROFUNDA DESCONFIANÇA NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL!
- Miquéias 7: 5
- Hoje é muito difícil acreditar na palavra de alguém!
- Membros não confiam nos seus pastores!
- Pastores desconfiam de seus auxiliares!
- Estamos vivendo em ilhas!
- A obra de Deus não consegue avançar quando há desconfiança no seio da igreja!

04. EM QUARTO LUGAR, O PROFETA DESCREVE UM PERÍODO DE PROFUNDAS MUDANÇAS NO SEIO DA FAMÍLIA!
- Miquéias 7: 6
- A família tem sido um dos alvos prediletos do diabo!
- Não há ódio, não há desamor, não há brigas!
- Simplesmente há muita indiferença entre seus membros!
- Quando a família é atingida, a igreja sofre!

05. A QUESTÃO É SABER COMO AGIR DURANTE ESSES PERÍODOS CRÍTICOS!
- A resposta parece muito simples em se tratando de problemas tão complexos!
- Mas o profeta conseguiu superar todas estas crises tomando uma decisão que está ao alcance de todos nós!
- Miquéias 7:7
- O que é olhar para o Senhor?
- Em primeiro lugar – é reconhecer que esse olhar cria uma ponte entre a minha vida e Deus!
- ao olhar eu não estou contemplando uma pessoa estranha, desligada dos meus problemas!
- a linguagem do olhar é muito forte. Nem mesmo o diabo consegue impedir esta comunicação!
- Em segundo lugar – esse olhar nos levanta quando somos empurrados pelas adversidades da vida!
Miquéias 7: 8
- Em terceiro lugar – esse olhar nos faz viver na dependência das misericórdias de Deus!
Miquéias 7: 18
- Em quarto lugar – esse olhar renova a nossa esperança – Miquéias 7:19

CONCLUSÃO
- Jesus ao falar sobre as ansiedades da vida, deixou um remédio muito eficaz!
- Ele mandou simplesmente que olhássemos para os lírios do campo!
- Onde você estiver lendo esta mensagem, você pode levantar seus olhos e contemplar a graça libertadora de Deus!
- Amém!

Caminhando com os irmãos

A vontade de Deus é que vivamos numa família, onde tenhamos relacionamentos uns com os outros. Queremos afinal um clube ou uma família? No entanto as pessoas trazem para a igreja a visão distorcida dos relacionamentos destruídos em suas casas, e pensam que deve ser do mesmo modo na igreja. Pais que sabem apenas condenar seus filhos. Filhos que não obedecem ou se aconselham com seus pais. Pessoas isoladas umas das outras.

O texto de João 12:24-25 fala-nos de duas coisas importantes:

ANDAR SOZINHO: é típico daquele que não morreu para si mesmo, que busca seu próprio interesse, é egoísta. Levanta barreiras para se defender das pessoas, não aceita ajuda para suas fraquezas, apresenta uma falsa imagem, não compartilha suas necessidades. Quer conquistar por si só e mostrar como tem valor. Não morreu para si mesmo e não consegue se relacionar com outros, e tampouco produzir frutos. Quantos hoje caem porque não têm com quem abrir o coração, em quem confiar e quem os levante (Ecl. 4:7-12).

O ANDAR COM OS IRMÃOS: Somos parte de um mesmo corpo (Rm 12:5). Os que não consideram suas vidas e alvos como o mais importante, porque estão preocupados em AMAR e SERVIR a outros, estes vão dar muito fruto e preservar suas vidas eternamente. Para haver frutos, deve haver renúncia. Para andarmos uns com os outros, temos que:

1) COMPARTILHAR NECESSIDADES BÁSICAS e RECEBER PROTEÇÃO: Quando conhecemos as necessidades básicas uns dos outros encontramos proteção e cobertura, encontramos o caminho para o suprimento das mesmas, e nos sentimos úteis em poder ajudar a outros. Ganhamos o senso de pertencer a um grupo. Sentimo-nos valorizados porque somos amados ao receber ajuda, ou porque amamos oferecendo ajuda. Ao invés de sermos expostos e envergonhados, encontramos auxílio e proteção mútua pela oração, intercessão, aconselhamento, suprimento material. Não estamos mais sós, e o inimigo não pode nos surpreender, somos um exército lutando todos em favor de cada um no nome de Jesus.

2) TER DISCIPLINA: devemos satisfação uns aos outros em amor. Tudo o que fazemos agora se reflete também em nossos irmãos. Necessitamos praticar os mandamentos recíprocos (Rm 12 a 15). Não podemos andar desordenadamente. Paulo entregou um desordenado ao diabo para que houvesse uma chance de salvação (1Co 5:5). Somos membros uns dos outros, e importantes uns para os outros.

3) VALORIZAR E RESPEITAR NOSSO IRMÃO: entendemos que cada um tem valor, que somos todos filhos do mesmo Pai. Somos uma equipe, e precisamos do nosso irmão em campo conosco. Na hora do gol ele é quem vai fazer o “passe” para você. Precisamos uns dos outros. Não nos concentremos nas falhas, mas nas virtudes. Antes de comentar as falhas cite 3 virtudes de seu irmão. Entenda que cada um tem um limite. Respeitemos os limites. Pais, filhos, esposas, têm limites diferentes, em áreas diferentes. Jamais enterre o talento por achar que você é muito limitado e não consegue nada. Todos podemos ser produtivos no Senhor, e dar muito fruto. Nosso trabalho não é vão quando feito para o Senhor.

4) CULTIVAR COMUNHÃO COM OS IRMÃOS: 1 Jo 1:7 fala de andarmos na luz. Não quer dizer que nunca vamos cometer erros, mas que vamos consertar e pedir perdão. Quando erro e sou corrigido, estou sendo aperfeiçoado, fortalecido, abençoado, apoiado. Sei agora como não errar mais. Se sabemos que nosso irmão tem algo contra nós, devemos ir até ele e acertar, e não esperar ele vir até nós (Mt 5:23-26). As barreiras já foram desfeitas em Jesus, e não precisamos ter pendências com ninguém. Devemos ter a iniciativa de andar na luz, na paz e na verdade com todos.

Conclusão
Fomos feitos para andar em comunhão, e produzir muito fruto. Isto envolve o aspecto prático de nos EDIFICARMOS (abençoarmos, ajudar, auxiliar) e nos MULTIPLICARMOS, alcançando outros que ainda não experimentaram o poder da vida do Corpo de Cristo. Isto começa em nossa família, com nossos relacionamentos mais próximos, e se estende aos demais. Vamos ESCOLHER e DECIDIR andarmos juntos, e praticar os 4 passos que mencionamos acima.

Evangelho de João, capítulo 2

Gostei deste esboço, recomendo!

 Autor(a): PR. ARIOVALDO RAMOS   Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Reformada e Missionário da SEPAL
Nesse texto encontramos dicas para que nossa vida seja uma festa:

(JOÃO Cap: 2)
[1] Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus.

Casamento em Israel era uma celebração que durava dias, pois, significava o enlace de duas famílias; no passado era a maneira pela qual a terra era mantida sob posse das tribos. Vinha gente de todo o lugar. Era uma festança.

[2] Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento.

Eis a primeira dica: Jesus combina com festa. Aliás ele disse que veio para que nossa vida fosse uma festa: JO 7:38 – Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. E é uma festa maravilhosa porque não depende do que acontece do lado de fora, mas do lado de dentro da gente. A marca da vida cristã é essa alegria da salvação.

[3] Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.

Segunda dica: as vezes o vinho acaba. A alegria pode ir embora por motivos diversos: pecado; sofrimento; decepção; etc. Não importa o motivo, a única forma de vê-la restaurada é procurar Jesus, só ele pode reverter o quadro. É preciso abrir-lhe o coração. Não importa se a culpa pela tristeza é ou não da gente. Ao invés de imitar de Adão, que fugiu, temos de imitar Maria, que foi procurar Jesus.

[4] Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Terceira dica: Jesus tem suas próprias prioridades. Ao procurar Jesus, a gente tem de entender que Jesus tem suas próprias ênfases. Lembro de uma ilustração criada pelo Pr Bob Moon (pastor batista de São Paulo): Um homem adquiriu uma fazenda e contratou um caseiro. Algum tempo depois, precisando fazer uma longa e demorada viagem, disse ao caseiro que tudo o que o mesmo precisasse, bastava pegar na cidade, em seu nome, que assim que voltasse da viagem acertaria com os credores. Partiu.

Tempos depois retorna, indo direto para a fazenda, qual não foi a sua surpresa quando, ao entrar na fazenda perceber que tudo estava abandonado e em ruínas, sua casa, inclusive, tinha sido invadida e destruída pelos animais. Desesperado, correu para a casa do caseiro. Ao aproximar-se dela começou a perceber a diferença: a casa tinha sido aumentada, estava linda, tinha antena parabólica e um carro novo na garagem. Ao entrar encontrou o caseiro, confortavelmente sentado diante de uma tv gigante, perplexo, pediu-lhe explicações. O caseiro respondeu: O sr. disse que tudo que eu precisasse eu podia pegar na cidade, em seu nome, foi o que eu fiz: tudo o que eu achei que precisava peguei na cidade, em seu nome. O fazendeiro, num misto de perplexidade e angústa, retrucou: quando eu disse isso, eu estava pensando na fazenda!

Muitas vezes somos como o caseiro, usamos as promessas de Deus pensando só em nossa dor de barriga e não na construção do Reino de Deus.

É preciso ir a Jesus, porém com a atitude certa.

Quarta dica: Há coisas que são inevitáveis. Maria tem uma história muito bonita e sofrida. José, que a amava a ponto de intentar fugir para que os anciãos pensassem que a culpa era dele e, assim, evitar que Maria fosse apedrejada por adultério; para aceitá-la precisou da intervenção do anjo Gabriel; imagine como a trataram os vizinhos e parentes…não foi uma vida fácil.

Mas agora a coisa estava mudando, todos que participavam de seu mundo estavam na festa, e o vinho acabou: agora era a hora de Maria mostrar como o seu filho era especial.

Jesus, com sua resposta, dá uma grande lição a todos que querem andar com ele, écomo se dissesse: Mãe, todos que se comprometem com Deus pagam um preço, você pagou o seu e eu vou pagar o meu, não há como mudar isso, faz parte da escolha que fizemos.

Envolver-se com Deus é entrar na batalha contra as trevas, isso, necessariamente, implica numa dose de sacrifício e sofrimento inevitáveis. No mínimo o sofrimento de ser diferente.

P.S. – não se assuste com a forma da resposta de Jesus, na cultura em que eles viviam não era falta de educação para com a mãe.

[5] Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser.

Quinta dica: Jesus nunca decepciona. Maria dá uma orientação aos garçons. Estranho, Jesus acabara de dizer que não tinha nada a ver com o negócio! Maria, entretanto, sabia que quem vai a Jesus nunca volta de mãos vazias; que onde a lei para a graça e a misericórdia continuam. Que se, num primeiro momento, Jesus pode nos dar um puxão de orelha por não estarmos entendo bem as coisas, num segundo momento, sua graça e sua misericórdia hão de nos socorrer.

P.S. Honrar Maria é submeter-se à sua orientação. E sua orientação é: façam tudo o que Jesus disser.

[6] Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas.
[7] Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente.
[8] Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram.

Sexta dica: Vale a pena obedecer. Posso imaginar um garçom dizendo ao outro enquanto enchiam as talhas, cada uma com cerca de 77 a 115 litros: – escuta, não foi o vinho que acabou? – Sim, responde o companheiro. -Então, retruca o primeiro, por que a gente está enchendo estas talhas de água?

Obedeça Jesus, você pode não saber o que está fazendo, mas, ele sabe o milagre que está realizando.

[9] Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo
[10] e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.

Sétima dica: Jesus veio para restaurar. Jesus fez um milagre discreto, até onde um milagre pode sê-lo. Se o fizesse de outro jeito, teria dado condições para que a festa fosse retomada, porém, às custas da exposição dos noivos e de seus familiares e Jesus não veio esmagar a cana quebrada, nem apagar a torcida que fumega. MT 12:20

O negócio de Jesus, não é expor o pecador, é perdoá-lo e restaurá-lo, para que sua vida volte a ser uma festa.

Oitava dica: enquanto Jesus for o principal convidado da vida da gente, nada está perdido. Sempre dá para começar de novo.

Jesus era o único convidado que não podia faltar naquela festa.

[11] Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Esta é a glória de Jesus, sua graça e sua misericórdia.

Deus o abençoe.

Você sabe qual é a diferença entre sabedoria e conhecimento?

Por Robert J. Tamasy
 
O conhecimento é altamente valorizado no mercado de trabalho. Um diploma de MBA é artigo precioso. Currículos são elaborados não apenas para mostrar o desenvolvimento da carreira, mas para relatar os níveis de conhecimento e experiência adquiridos. Certo segmento de mercado é constituído pelos chamados “operários do conhecimento”, pessoas que possuem informações concretas, compreensão e treinamento para execução de tarefas específicas. 
 
O conhecimento, porém, tem seus limites. Algumas vezes já ouvi dizerem de outros: “Ele (ou ela) sabe o bastante para ser perigoso”. Como fã de esportes, tenho razoável conhecimento de beisebol, basquete, futebol e tênis, mas seria um treinador horroroso em qualquer deles. Embora conhecedor de tênis não passo de um jogador medíocre.
 
Penso que o conhecimento é freqüentemente superestimado. Na reunião da minha turma de faculdade no ano passado descobri que alguns dos colegas mais inteligentes e dotados, não realizaram nada de significativo. O que o mercado precisa, na minha opinião, é de suprimento maior de sabedoria e não de conhecimento. 
 
Sabedoria, segundo um dicionário, significa “conhecimento do que é certo ou verdadeiro, aliado a juízo de valor quanto à ação”. Uma coisa é ter conhecimento e outra bem diferente é saber usá-lo e aplicá-lo no trato de questões e decisões do cotidiano. Esta é a razão – creio – por que o livro de Provérbios trata sabedoria como tópico tão significativo. Os 9 primeiros capítulos tratam quase que exclusivamente de sabedoria e suas várias formas, enquanto os 22 capítulos seguintes apresentam ditados sobre sabedoria nas situações da vida cotidiana. Examinemos algumas dessas observações:
 
. Sabedoria tem origem em Deus. A verdadeira sabedoria não é encontrada nos livros de auto-ajuda ou em seminários dirigidos por oradores famosos.
Ela se origina em Deus, que desde a alvorada da História tem revelado sabedoria. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento” (Provérbios 9.10).
 
 
. Sabedoria guia a uma vida recompensadora.  O mundo acena, buscando nos seduzir e levar-nos a perseguir objetivos errados. Sabedoria nos capacita a identificar objetivos e estabelecer foco apropriado, proporcionando-nos uma vida significativa e recompensadora. “(A sabedoria) clama desde o ponto mais alto da cidade… Deixem a insensatez e vocês terão vida; andem pelo caminho do entendimento” (Provérbios 9.3-6).
 
. Sabedoria afina o discurso e a ação.  Qual a resposta correta para uma situação crítica e complexa? Sabedoria nos auxilia a saber o que é melhor dizer e fazer em qualquer situação. “O sábio de coração é considerado prudente; quem fala com equilíbrio promove a instrução” (Provérbios 16.21). “O coração do sábio ensina sua boca, e os seus lábios promovem a instrução” (Provérbios 16.23).  
 
. Sabedoria pavimenta o caminho para o sucesso. Ninguém se propõe a falhar na vida ou na carreira. Mas com freqüência é o que acontece. A busca para adquirir e aplicar apropriadamente a sabedoria, nos protege contra armadilhas pessoais e profissionais. “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida. Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável” (Provérbios 24.3-4).

Coincidência ou Parte de um Plano Maior?

Por Rick Boxx
 
Muitos preferem rotular como “coincidências” eventos que repentinamente parecem se juntar. Eu discordo.  Em minha opinião, tais acontecimentos, aparentemente não relacionados entre si, são resultantes de um propósito maior. Na verdade, me agradam especialmente as ocasiões em que acontecem coisas inexplicáveis, embora se revelem perfeitas. Como disse alguém, “Amo quando as partes de um plano se encaixam!”
 
Certa manhã recebi a ligação inesperada de um médico. “Rick, estou tentando contratar uma pessoa da área de vendas para ajudar nos negócios”, disse ele. “Queremos alguém de caráter firme e receptivo à nossa abordagem profissional cristã”.
 
No momento, nenhum nome me veio à mente e achei que a possibilidade de encontrar alguém que se encaixasse na descrição do meu amigo fosse bastante remota. Apesar disso, pedi-lhe enviar-me a descrição do cargo e prometi mantê-la em meus arquivos. Achei que o assunto havia terminado ali.
 
Minutos mais tarde meu telefone tocou novamente. Um jovem que trabalhara para mim 10 anos antes, em regime de meio período, estava na linha.  “Rick”, começou Jason, “sei que não entro em contato com você há anos, mas estou no meio de um processo de mudança de carreira e estava orando a respeito. Senti que devia ligar para você. Minha paixão e meus talentos seriam melhor aproveitados na área de vendas no campo médico, e eu preferiria trabalhar para um cristão. Minha vida foi impactada na faculdade pela profissão médica e sempre tive o desejo de retribuir a essa área de atividade”.
 
Como pode imaginar, fiquei agradavelmente surpreso, sobretudo pela maravilhosa sincronia dos dois telefonemas. Mas, isso não me espantou porque já vivenciei inúmeras coincidências semelhantes, tanto antes como depois. Foi um grande prazer colocar Jason em contato com meu amigo médico.
 
Depois da apresentação e de uma entrevista, Jason foi contratado. Mais tarde, o médico me disse que foram muitos os candidatos que se apresentaram através de anúncio feito em jornais. Se ele tivesse recebido o currículo de Jason através de um desses anúncios, provavelmente não o teria chamado para entrevista. Mas, pelas referências que dei, ele considerou a possibilidade de contratar Jason e sentiu que ele era perfeito para o cargo.
 
Em Provérbios 16.9 lemos: “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos” . Deus também declara em Jeremias 29.11: “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês… planos de faze-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”. 
 
Se você passa pelo processo de implementação de mudanças ou novos planos, envolvendo sua profissão, carreira ou família, permita que Deus faça parte de sua estratégia. Através da oração você pode ser conduzido ao ponto exato que precisa estar para atingir seus objetivos, talvez de um modo que exceda suas maiores expectativas.
 
Efésios 3.20 nos dá a certeza de que Deus”é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos”.

É fácil ou difícil?

Você já pensou nas dificuldades que nos impedem de chegar até Jesus

Marcos 2:1-12

1  Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. 2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9  Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se  levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!

1. Grande multidão. V.2 e 4

2  Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

2. Sentir-se impossibilitado. V.4

4  E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

3. Não ter persistência. V.4

4  E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

CONCLUSÃO:

Quando nos achegamos a Jesus temos:

Perdão de pecados. V.5 - Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.

 Cura. V.9-10 - Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse ao paralítico:

Obras inacabadas?

A Tragédia do Inacabado
Por J. Sergio Fortes
 
Tomei emprestado o título deste artigo de uma palestra do renomado empresário Dr. John Haggai. Com voz forte e  dinamismo de “um jovem de 80 anos”, Dr. Haggai desafiou um grupo de profissionais e empresários de vários países a considerarem os perigos das”obras inacabadas” em cada área de suas vidas.
 
Recentemente assisti ao vivo as imagens dolorosas, em todos os canais de televisão, mostrando a tragédia da queda de um avião comercial na cidade, com quase duas centenas de pessoas a bordo, sobre um local em que estive tantas vezes a negócio e onde tinha amigos de quem aguardava ansiosamente por notícias. Ao contemplar aquelas cenas de terror, veio à minha mente o eco da voz altissionante do Dr. Haggai: “Tenham cuidado com obras inacabadas”.
 
Noticiou-se que as obras de recuperação em uma das pistas do aeroporto, onde a aeronave tentou frustradamente pousar, estavam inacabadas. Enquanto considerava essa “obra inacabada” -  bem como as obras por acabar dos que pereceram no acidente – pensei também nas inúmeras obras inacabadas na minha vida pessoal. O preço que tive de pagar para concluir algumas foi alto. Outras,
até hoje luto para concluí-las.
 
. Obras inacabadas! Como evitar ser destruído por elas ou pagar alto preço por retardar sua conclusão? Philip Chesterfield foi muito preciso ao afirmar: “Tudo o que vale a pena ser feito merece e exige ser bem feito”. Por negligência, ineficiência, preguiça, medo, não querer sofrer ou fazer outros sofrerem, as obras inacabadas vão atapetando os caminhos de nossa existência. Ao referir-se à obra para a qual foi comissionado, Jesus Cristo declarou enfático:”Terminei a obra que me destes a fazer” (João 17.4). E antes de entregar o espírito Ele foi categórico: “Está concluído!” (João 19.30).  Vejamos algumas dicas para ajudar a evitar obras inacabadas:
 
.  Prestar contas a alguém. Um amigo, mentor, pai, mãe ou cônjuge estão entre os que podemos prestar contas e assim evitar negócios inacabados. Porém, para ser efetiva, essa prestação de contas deve ocorrer regularmente. Abrir nossa vida particular e expor fraquezas que preferiríamos manter escondidas requer muita maturidade emocional. Sabedor da árdua tarefa que lhe coube de construir o Templo, Salomão recebeu este conselho do seu pai: “Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te apavores; porque o Senhor DEUS, meu DEUS, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes toda a obra do serviço da Casa do Senhor” (I Crônicas 28.20).
 
.  Manter diligência e foco. Atividades do cotidiano colocam alta demanda sobre o nosso tempo. É o efeito multitarefa. Saber estabelecer prioridades e lidar com cada uma com diligência e foco requer sabedoria. Definitivamente Salomão aprendeu a lição: “O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador” (Provérbios 18.9).
 
.  Perseguir o fim com determinação.  Dois meses atrás comecei uma carta a um amigo que não via há mais de 30 anos e que soube que ele estava com câncer. Duas semanas depois meu amigo morreu. A carta ficou inacabada e sem ser postada. Ao lê-la chorei pensando na chance que perdi em oferecer encorajamento a alguém já no fim de seus dias. Obras inacabadas cobram preço alto e multa pesada. Procrastinar, ficar esperando por mais inspiração, por melhor momento, são meras desculpas.
 
Deus nos propiciou exemplo perfeito desde o princípio: “E havendo DEUS acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito” (Gênesis 2.2).

Você já pensou sobre os riscos das “coisas inacabadas”, como dito pelo Dr. Haggai, sobre o alto custo de não concluir coisas importantes que começamos?

Consegue pensar em algo significante que neste momento permanece inacabado em sua vida, seja por procrastinação, pressão de demandas mais urgentes, ou outras razões?  O que seria?
Que medidas você deve tomar para evitar cair no hábito de falhar em perseguir seus objetivos e intenções até que sejam concluídas?
Você acha que prestar contas a alguém pode ajudar a impedir um estilo de vida que favoreça “coisas inacabadas”? Você tem alguém no momento a quem sente-se disposto a prestar contas? Se sim, tem funcionado de forma efetiva para você? Se não, há alguém de quem você possa aproximar-se para ser seu parceiro de prestação de contas?

Nota: Se tiver uma Bíblia e gostaria de considerar outras passagens sobre o tema, veja os seguintes versículos: Mateus 21.28-30;  Lucas 14.28-30;  João 4.34-38; Atos 20.24; Filipenses 3.12-14; II Timóteo 4.6-8

Você consegue identificar os verdadeiros amigos?

Gostei deste texto que me enviaram, por isso quero compartilhar com os meus leitores.

Identificando Amigos
Por Jim Mathis
 
Tenho pensado muito ultimamente em amizade. O problema é que há poucas expressões adequadas para descrever a gama de relacionamentos positivos nessa área. As mais comuns são amigo e conhecido.
 
Há pessoas que conheço há muitos anos e por quem tenho grande respeito e são para mim mais do que conhecidas. Se as chamar de amigas, que nome darei aquelas que vejo com freqüência e com quem tenho experiências e interesses em comum? Chamá-las de amigas íntimas ou a expressão comum em mensagens de texto, BFF, (best friends forever – amigos para sempre), fica  muito simplista.
 
A laje para construção de relacionamentos são experiências e interesses compartilhados, que variam de um relacionamento para outro. Meus amigos mais chegados são pessoas com as quais  toco junto. A música fala diretamente ao coração. Tocar constrói relacionamentos fortes através de experiências partilhadas, paixões similares e emoções vigorosas. Outros músicos também estão entre meus melhores amigos, dada a linguagem e interesse comuns. 
 
Certa vez perguntei a uma colega música se ela tinha algum bom amigo que nunca fora ouvi-la tocar e ela disse: “Escolhi dedicar minha vida à música. Se um amigo jamais se deu ao trabalho de vir e me ouvir tocar é porque não é assim tão amigo”. Se alguém demonstra desdém pelas coisas que você ama será difícil o cultivo da amizade.
 
Junto com a música, a fotografia é outra paixão minha. Ela é um objetivo pessoal, enquanto a música é um esporte em equipe. Por isso, não tenho tantos amigos fotógrafos como tenho entre os músicos. Mas se você gasta 50 anos tentando tirar belas fotografias e alguém lhe diz, “Como pode admirar a vida com esta coisa (câmera) diante do seu rosto?”, será difícil considerá-lo amigo.
 
Há outra dimensão na amizade repetidamente destacada no livro de Provérbios. Essa dimensão, expressa de várias maneiras, é o compromisso.
 
. Compromisso incondicional.  O verdadeiro amigo é alguém em quem podemos depender nos bons e maus momentos. Quando as coisas vão mal ele permanece ao lado, pronto a oferecer
ajuda e suporte necessários. “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17.17). 
 
. Compromisso focalizado.  Não há nada de errado em apreciar a companhia de muitas pessoas, mas os laços que nos ligam a um amigo de verdade são especiais e raros. São relacionamentos que devem ser guardados como tesouro. “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18.24).
 
. Compromisso leal. Na maior parte do tempo as amizades são agradáveis e divertidas, mas o amigo verdadeiro se importa o suficiente para corrigir e até mesmo nos repreender se necessário. “Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos” (Provérbios 27.6).

Vamos aproveitar para desenvolver uma meditação sobre este assunto:

. Quem é seu melhor amigo? Que características fazem dessa pessoa parte especial de sua vida?
. Concorda com o autor que “amizades mais fortes são construídas pelas experiências e interesses em comum”? Por que?
. Você já teve alguma amizade que, em dado momento foi muito forte, mas que foi enfraquecendo e chegou ao fim? Que fatores contribuíram para a perda dessa amizade?
. Concorda que uma amizade verdadeira deve envolver comprometimento pessoal?
Se desejar considerar outras passagens da Bíblia sobre o tema, consulte: Jó 19.14-17; Provérbios 19.4; João 15.13-15; Atos 27.3.

um grande abraço

Pastor Derville

Diante de tantas crises, para onde devemos caminhar?

Perguntou Tomé: “Como então podemos saber o caminho?” Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”- Jo 14.5-6.

  ”Respondeu-lhe Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna.” Jo 6.68

  • Introdução:

Cada dia, em todos os povos e lugares, os problemas, as calamidades e crises se instalam, ora naturais ou acidentais.

E a grande pergunta é: será que isso tem solução?

E para nós, os cristãos, a questão é:  

“Senhor, para onde caminharemos nós”?

 O mundo está ficando de cabeça para baixo:

O MUNDO ESTÁ MAIS EM CRISE DO QUE IMAGINA… Crise de… 

1.     PAZ: Hoje 30 países ao redor do planeta vivem em guerras civis,

2.     FOME: Um quarto da população mundial vive em miséria absoluta, 700 milhões de crianças sobrevivem com desnutrição e 1 bilhão de pessoas não tem acesso a água potável.

3. ESPERANÇA: 1 bilhão de mulheres vivem sob efeito de sedativos ou hipnóticos e 40 milhões de homens vivem na dependência do alcoolismo.

4. SENTIDO: Hoje o comércio interno de drogas nos EUA supera a renda de 80 países em desenvolvimento, inclusive do Brasil.

5. PERSPECTIVA: Existem hoje 1 bilhão de analfabetos e 1 bilhão de desempregados no mundo.

6. FÉ: 55 mil pessoas morrem por dia sem aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

7. SAÚDE PÚBLICA:

a. CÂNCER: O câncer causa a morte de mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2020 espera-se que o câncer mate mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil o câncer é considerado a 2ª causa de morte, atrás das doenças cardíacas. Cada 10 casos, 9 são entre mulheres.

 b. AIDS: 40 milhões de pessoas estão infectadas. Só os EUA vão investir 30 bilhões de dólares este ano em pesquisa e tratamento da AIDS no mundo.

Eu pergunto:

O que fazer?  Para onde ir? Qual é a nossa única alternativa de vida? 

- Pra onde ir?

  • A Bíblia nos diz que muitas pessoas, sem perspectiva de vida, foram transformadas depois de um encontro especial que tiveram…

•1.     O ladrão da Cruz: Lc 23.42-43

Jesus lembra-te de mim! Disse Jesus: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”

Com isso, aquele pobre homem acreditou que Jesus era Rei, Ele acreditou que Jesus tinha um Reino e ele quis fazer parte deste Reino! E você?

•2.     O endemoniado da região de Gadara: Lc 8.35.

“…Viram que o homem de quem Jesus havia expulsado os demônios estava assentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo.”

•3.     A mulher com uma hemorragia: Lc 8.46.

“Mas Jesus disse: Alguém tocou em mim, eu sei que de mim saiu poder”

4. A mãe cananéia, com uma filha endemoniada: Mt 15.28. 

Disse Jesus: “Mulher grande é a tua fé! Seja conforme você deseja”

Jesus deu o que ela mais deseja! Ele também quer dar o melhor para você.

•5.     A prostituta condenada pelos fariseus: João 8.11.

Disse Jesus: “Eu não a condeno. Agora vá e abandone a sua vida de pecado.”

Jesus te ama, ele quer que você abandone sua vida de pecado e viva uma vida muito melhor ao lado Dele.

•6.     O corrupto  fiscal de impostos: Lc 19.10

Disse Jesus: “Pois o filho do homem (Jesus) veio buscar e salvar o que estava perdido”

O que o ladrão, o endemoniado, a mulher enferma, a mãe desesperada, a prostituta, o fiscal corrupto encontram em seu caminho?

Estas pessoas tinham basicamente duas coisas em comum.

O sofrimento, e a esperança em JESUS.

“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”. – Lc 19.10

Jesus é especialista em casos perdidos. Jesus é especialista em vidas quebradas e partidas. Jesus é especialista em consertar o que está com problemas

Jesus veio para buscar você, resgatar sua vida do mal e o tirar deste mundo em crise!

Gente anônima, gente comum do povo, poderia ser qualquer um de nós!

- Creia hoje…

1. JESUS É A SUA ÚNICA ALTERNATIVA DE MISERICÓRDIA!

Como foi para mulher adúltera. “Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” - I Pe 1.3

2. JESUS É A SUA ÚNICA ALTERNATIVA DE LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO!

Como foi para o homem endemoniado em Gadara. “Vocês foram chamados para a liberdade.”  – Gl 5.13

 3. JESUS É A SUA ÚNICA ALTERNATIVA DE SALVAÇÃO!

 Como foi para o ladrão na cruz! “O evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” – Rm 1.16

4. JESUS É A SUA ÚNICA ALTERNATIVA DE CURA!

Como foi para a mulher com hemorragia. “Ele as acolheu (Multidões), e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura.” – Lc 9.11

5. JESUS É A SUA ÚNICA ALTERNATIVA DE PAZ!

Como foi para mãe e filha de Caná da Galiléia. “Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois ele é a nossa paz.”  Ef 2.13-14

6. JESUS É A ÚNICA ALTERNATIVA DE PERDÃO!

Como foi para o fiscal corrupto, Zaqueu, “Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” – Cl 1.13-14; “E sem derramamento de sangue não há perdão.”  Hb 9.22. Que sangue? O Sangue do Cordeiro sacrificado sem pecado, por mim e por você. Jesus, o último dos cordeiros!

 Acredite…

 “Feliz é o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.” Jr 17.7. 

Dê crédito a esta Palavra de vida e salvação para você hoje! Esta é sua MELHOR alternativa, é sua única alternativa. Creia e receba em sua vida agora!

Nossa única alternativa de vida é Jesus…. Porque “Só Jesus Cristo Salva”

Só JESUS é… 

sua Porta, para vida! 

seu Caminho, para liberdade! 

sua Verdade, para dúvidas!

sua Vida, para sua morte!

Conclusão:

Então, amigo? Para onde você vai? Só existe uma alternativa! Não existe nenhuma outra alternativa viável. Jesus é o único Caminho seguro. Após o encontro de Zaqueu com Jesus, disse Jesus: “Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”  Lc 19.9-10. 

Jesus veio buscar e salvar você!

O mundo está mal, e pode ficar pior, mas você estará sempre seguro em seus braços! 

“A minha mão o susterá, e o meu braço o fará forte..” – Sl 89.21

Encontre-o hoje com já fizeram milhões de pessoas!

Qual é a sua resposta?

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