O Pedágio Urbano está chegando!

Veículos serão monitorados por chips. Sistema vai permitir pedágio urbano

publicado em 30/10/2009 às 11:27 por Naiana Oscar | Fonte: O Estado de São Paulo

O governo federal anunciou ontem os detalhes para instalação, num prazo de cinco anos, do Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav). São Paulo deve ser uma das primeiras cidades a monitorar a frota com chips – o prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi o primeiro a conhecer o sistema, numa sessão exclusiva na quarta-feira. Além de permitir um melhor gerenciamento do trânsito, essa tecnologia colocará a capital a um passo do pedágio urbano.

O sistema permitirá também o monitoramento da velocidade por trechos e não pontualmente, como fazem hoje radares em todo o País. Ou seja, não vai adiantar o motorista colocar o pé no freio só quando estiver passando pela área monitorada pelo equipamento de fiscalização. E essa função poderá ser adotada tanto em áreas urbanas como em rodovias. A tecnologia do Siniav dispensa também praças de pedágio e a cobrança é feita “virtualmente”, podendo ser debitada no cartão de crédito.

A comunicação entre o chip e as antenas será feita por frequência semelhante à de celular. O circuito vai ser instalado no para-brisa do veículo e sempre que passar por uma das antenas o automóvel terá informações captadas e levadas para uma central. Toda a frota, nova e velha, terá de circular com chip em até 5 anos. Carros novos ganharão o aparelho no emplacamento. Nos antigos, a instalação será gradual, seguindo provavelmente o calendário do licenciamento.

O monitoramento por chip também será um instrumento de segurança pública. Todos os Detrans do País terão de abastecer uma base de dados com informações sobre veículos roubados, furtados, clonados ou usados em sequestros. Os leitores das antenas estarão programados para identificar esse veículo e acionar a fiscalização. “Até sequestro relâmpago, se for avisado com rapidez, poderá ser solucionado, pois se saberá onde o carro estará passando e a polícia vai agir”, explicou o consultor em Trânsito Alexandre Zum Winkel.

Os governos poderão fiscalizar ainda licenciamento, multas, IPVA e inspeção veicular. E o município poderá atribuir ainda outras funções ao aparelho, como fiscalizar o rodízio de veículos. Metade da capacidade dele será usada para guardar informações públicas e a outra poderá ser “explorada” pela iniciativa privada. Empresas que administram estacionamentos podem usá-lo para controlar o acesso de veículos, por exemplo.

POLÊMICA – “Fatalmente vamos chegar a esse tipo de restrição (o pedágio urbano)”, avalia o engenheiro de Tráfego Francisco Moreno, que presta consultorias para a Prefeitura de São Paulo e para o governo do Estado. Segundo ele, com a instalação das antenas, bastará uma decisão política. Kassab já afirmou, porém, ser contrário à medida, por considerá-la “socialmente injusta.” Procurada ontem, a Secretaria Municipal de Transportes não se pronunciou.

Alcoolismo: anorexia alcoólica

Drunkorexia - Anorexia alcoólica é um sintoma do alcoolismo, entenda esse distúrbio

Por Marina Gonçalves • 04/11/2009 • bolsademulher.com

Kirsten Dunst, Lindsay Lohan e Amy Winehouse são os casos mais famosos da doença que começa a ser conhecida por aqui: a anorexia alcoólica, ou drunkorexia, termo criado nos Estados Unidos para definir o alcoolismo associado à anorexia e outros distúrbios alimentares. Junção de duas patologias graves, a drunkorexia afeta principalmente mulheres.

Antes de ser abordada na novela “Viver a Vida”, da TV Globo, a patologia era quase desconhecida no Brasil. No folhetim, a atriz Bárbara Paz vive Renata, modelo que ingere bebida alcoólica no lugar da alimentação, com o intuito de emagrecer. Para a médica Patrícia Oliveira, do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), de São Paulo, a anorexia alcoólica não é uma doença e sim um sintoma do alcoolismo.

O tratamento é feito com terapia comportamental e acompanhamento nutricional para controle do transtorno alimentar e do alcoolismo, o que exige trabalhos de grupo, reuniões do Alcoólicos Anônimos e avaliações clínicas para medir e tratar os prejuízos orgânicos do consumo.

Entenda a anorexia

A anorexia é um transtorno alimentar grave em que a busca por magreza leva a pessoa a estratégias drásticas para perda de peso. Ana Maria Ferreira Pinto, psiquiatra e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, frisa que a anorexia não é sinônimo de falta de apetite. Segundo ela, a anoréxica tem fome, mas também um autocontrole muito grande. E mesmo extremamente magras, as jovens que sofrem com o distúrbio apresentam um medo intenso de engordar.

É o caso de M., que pensa em perder quase 10 quilos para atingir o peso ‘ideal’. “No ano passado eu pesava 61 quilos, hoje peso 52. Mas minha meta é alcançar os tão sonhados 43 quilos. Já tentei parar com isso, voltar a comer como uma pessoa normal, a pedido do namorado e dos amigos. Eu prometi e tentei, mas estou de volta. Fico com a consciência muito pesada quando como, além de me ver engordar tudo de novo”, conta.

Como saber se a pessoa está sofrendo desse mal? “O diagnóstico da anorexia nervosa é feito ao constatar alguns sinais e sintomas como recusa em se manter no peso mínimo ou acima do mínimo indicado para a altura e idade, medo intenso de engordar, distorção da imagem corporal e alterações do ciclo menstrual sem outra causa; associado ao consumo de álcool em substituição dos alimentos”, explica a médica Patrícia Oliveira .

Você sabe se alimentar?

Para o terapeuta de família e casal Moisés Groisman, a anorexia, em qualquer dos casos, é produto do sistema familiar. “Na maior parte dos casos, a doença coincide com uma época de crise familiar. É como se a adolescente quisesse encobrir a problemática dos pais”, explica o terapeuta, que já atendeu a uma paciente com a patologia. De acordo com ele, a anorexia atinge adolescentes do sexo feminino de 80 a 90% dos casos, tem alto índice de mortes, podendo chegar a 25%.

Bebidas são calóricas

Embora as drunkoréxicas pensem o contrário, dificilmente a ingestão de bebida alcoólica vai fazer com que alguém perca peso. As bebidas são ainda mais calóricas que o açúcar: um grama de álcool fornece sete calorias, enquanto um grama de açúcar contém quatro. E à medida que o corpo vai ficando resistente ao álcool, é preciso beber cada vez mais para se ter o mesmo efeito.

A estudante M., de 18 anos, moradora de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, é anoréxica e há cinco anos faz uso da bebida alcoólica. Há pouco tempo a jovem tomou uma grande quantidade de um remédio que inibe o apetite associado ao álcool. “Comecei a beber e a fumar aos 13 anos. Mas só iniciei a anorexia no final do ano passado, quando estava com a ideia de emagrecer fixa na cabeça. Tomei uma overdose de Benflogin, um remédio alucinógeno que inibe o apetite e, para fazer efeito, tem que ser ingerido com álcool. Fui parar no hospital com a minha pressão lá em baixo. Realmente, a bebida inibe o apetite, porque te deixa com a sensação do inchaço”, relata.

Moisés Groisman explica que o álcool é uma fonte de energia, só que sem nutrientes, o que leva à desnutrição. Como a bebida passa a ser consumida com o estômago vazio, os efeitos são mais rápidos. “O álcool nutre de maneira errada o organismo e ainda leva a adolescente a forçar o vômito, hábito da bulimia, que também pode ser associado à drunkorexia”, diz. Números americanos indicam que até 33% das bulímicas também enfrentam problemas com o álcool.

A IGREJA PRIMITIVA (5)

Por John Stott

Relações renovadas

Os quatro sinais da igreja , que vemos na igreja primitiva, todas têm a ver com nossas relações.

O primeiro que se menciona é a relação com os apóstolos. Os cristãos se dedicavam a receber e conservar os ensinamentos dos apóstolos. Também estavam relacionados entre si: perseveravam na comunhão, se amavam uns aos outros, se cuidavam mutuamente. Certamente, se relacionavam com Deus. O adoravam no templo e nas casas, formal e informalmente, com alegria e com reverência. Finalmente os primeiros cristãos estavam relacionados com o mundo fora da igreja, e por isso cada dia chegava mais pessoas que recebiam o evangelho de Jesus Cristo.

Faz um tempo, escutei um grupo de jovens que havia visitado todas as igrejas da cidade mas não tinham encontrado nenhuma que realmente lhes satisfizesse. Deixaram de buscar e se denominaram a si mesmos de “cristãos desligados”.

Quando perguntei o que tinham estado procurando, o que entendiam que deveria ser a igreja, mencionaram quatro pontos. Aqueles jovens não tinham idéia de que estas qualidades estavam escritas no livro de Atos; disseram que estavam buscando uma igreja que tivesse pregação bíblica, onde a Palavra fosse exposta e que tivesse aplicação prática. Em segundo lugar, buscavam uma igreja que tivesse comunhão real, onde os membros se cuidassem mutuamente e se apoiassem. Em terceiro lugar, buscavam uma igreja que adorasse, na qual fosse uma realidade a presença de Deus. Em quarto lugar, estavam buscando uma igreja que tivesse um ministério para o mundo.

O que aqueles jovens buscavam, como tantos outros, era nada menos que uma igreja viva, verdadeiramente renovada, uma igreja que mostrasse exatamente as quatro características que vimos que a igreja primitiva tinha.

O Espírito Santo veio em Pentecostes e Ele não deixou a igreja. Nossa responsabilidade não é esperar que o Espírito Santo volte, mas antes reconhecer Sua soberania na igreja. Devemos nos humilhar ante Ele, buscar sua plenitude, sua direção e Seu poder. Quando isso ocorrer, nossa igreja se aproximará a esse maravilhoso ideal que nos apresenta o livro de Atos: o ensinamento apostólico, a comunhão uns com os outros, a adoração viva, e a evangelização continua.

Oremos por nossas igrejas, para que se renovem e cumpram o propósito para o qual Cristo fundou Sua igreja!

A IGREJA PRIMITIVA (4)

Por John Stott

Evangelização contínua

Finalmente uma igreja viva é uma igreja evangelizadora. Até aqui, temos considerado no estudo, a comunhão e a adoração. Lucas nos diz que a igreja era fiel e perseverava nas coisas. Esses eram os feitos característicos da igreja, cheia do Espírito Santo desde o dia de Pentecostes: aprendiam dos apóstolos, ajudavam uns aos outros, adoravam a Deus. Se a passagem terminasse aqui, esta seria uma igreja incompleta. Não há referência sobre o mundo, sua necessidades, sua alienação de Deus. Sempre é um risco tomar um versículo isolado. Atos 2:42 é um versículo favorito e clássico e se tem feito muitas mensagens e discursos sobre esta passagem. No entanto, se somente se faz referência ao versículo 42, todas essas mensagem ficam desequilibradas. Não há ali uma descrição completa e harmônica da igreja. Não poderíamos pensar em uma igreja como uma comunidade ocupada unicamente de si mesma, como se tivessem abandonado o mundo necessitado que está do lado de fora. Somente quando chegamos ao final da passagem se completa a perspectiva:

“E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de

salvar”. (Atos 2:47)

Nesta breve referência podemos aprender alguns pontos sobre a evangelização. O primeiro é que o Senhor mesmo acrescentava os que haviam de ser salvos. O Senhor Jesus inclui cada dia novos crentes à igreja. Certamente, Jesus Cristo delega aos ministros e líderes da igreja a tarefa de admitir aos novos membros da igreja mediante o batismo. Porém somente Ele pode os admitir na igreja invisível, quando se arrependem e confiam em Jesus como Salvador e Senhor.

O ensinamento, o testemunho diário dos membros da igreja e sua vida de amor aos demais, são os meios que Deus usa para fazer chegar Sua mensagem ao mundo. Porém quem salva e incorpora novos membros a Sua igreja é Jesus Cristo.

Vivemos em uma época que confia muito no ativismo e na tecnologia. Sem dúvida, há de se fazer uso de toda tecnologia que o Senhor tem nos dado. Porém temos que humilharnos diante de Deus e reconhecer que somente Cristo pode abrir os olhos dos cegos, destapar os ouvidos dos surdos e dar vida às almas mortas. A igreja hoje necessita ser mais humilde.

Um segundo ponto sobre a evangelização é que Jesus fazia duas coisas, e estas devem sempre estar juntas. Acrescentava cada dia à igreja os que iam ser salvos, quer dizer, não os acrescentava sem serem salvos nem os salvava sem os acrescentar a igreja. Salvação e pertencer à igreja são dois atos que vão juntos.

Em terceiro lugar, Jesus fazia isto cada dia. O Senhor fazia crescer dia a dia a comunidade. A evangelização não é um assunto ocasional, deve ser algo contínuo. Quando a igreja esta cheia do Espírito Santo, se abre ao mundo necessitado de Deus e então as pessoas podem ser acrescentadas cada dia à igreja.

Existem congregações que não têm tido um novo convertido nos últimos dez anos; e se chegassem a ter um, não saberiam o que fazer com ele, tão extraordinário é o fenômeno! Cultivemos a expectativa de que o Senhor acrescente diariamente novos membros à igreja.

A IGREJA PRIMITIVA (3)

Por John Stott

Adoração prazerosa e reverencia

Os primeiros cristãos não eram só fieis em conservar os ensinamentos dos apóstolos na comunhão uns com os outros. Também se reuniam uns com os outros. Também se reuniam e participavam juntos “no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42).

“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa,

comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (Atos 2:46)

O partir o pão se refere, sem dúvida, a Ceia do Senhor. Provavelmente, além dos símbolos do corpo e do sangue de Cristo na igreja primitiva havia também uma ceia compartilhada, um ágape. As orações que se mencionam aqui não são as orações privadas mas sim as reuniões de oração.

Existem dois aspectos da vida de adoração da igreja primitiva que são desejáveis em uma igreja renovada. Aqueles cristãos mostravam equilíbrio nos dois sentidos.

Por um lado a adoração era formal e informal. Isso deduzimos do versículo 46, onde nos é dito que adoravam nas casas e no templo. É interessante que os primeiros cristãos continuaram adorando no templo. Não abandonaram de imediato a igreja institucional; queriam reforma-la de acordo com o evangelho. Seguramente não participavam dos sacrifícios do templo, porque entendiam que os sacrifícios já haviam sido cumpridos definitivamente com a morte e ressurreição de Cristo. No entanto, continuaram participando das reuniões de oração no templo. Estas reuniões tinham certa formalidade, mas os cristãos as suplementavam com reuniões mais informais e espontâneas nos lares.

Creio que aqui há uma lição importante para a igreja contemporânea. Algumas igrejas são demasiadas conservadoras. Resistem a mudanças, parecem feitas de cimento; seu lema parece ser a expressão litúrgica, ‘para sempre, pelos séculos dos séculos, amém…’ Nesse tipo de congregação os adultos precisam escutar os jovens, e estes deveriam estar representados na direção da igreja. Não é necessário que estejamos sempre de acordo com eles, porém devemos escutar-los com respeito. Os jovens, por sua vez, entenderam que a maneira com que Deus transforma a igreja institucional é mais pela reforma paciente do que pela revolução violenta.

Não precisamos nos opor ao formal através do informal; cada um é apropriado no seu momento. Precisamos os serviços dignos e solenes no templo, mas também precisamos nos encontrar nos lares, onde podemos ser mais informais e espontâneos. A adoração se enriquece tanto com a dignidade como com a espontaneidade.

Um segundo aspecto do equilíbrio que guardava a adoração na igreja primitiva era sua atitude de gozo e ao mesmo tempo reverente. A palavra que traduz “alegria” no versículo 46 descreve gozo exuberante. Deus havia enviado seu Filho ao mundo, agora havia derramado Seu Espírito em seus corações… Como não iram estar alegres! O fruto do Espírito Santo é amor, e também é alegria.

Podemos imaginar naqueles crentes um gozo muito menos inibido do que as tradições costumam nos permitir. Algumas reuniões de adoração parecem mais funerais. Todos estão vestidos de preto, ninguém sorri, ninguém diz nada, tocam-se hinos com muita lentidão e toda atmosfera é lúgubre. Por que? Alegremos-nos no Senhor! Cada reunião deve ser uma celebração alegre.

Contudo, a adoração da igreja primitiva também se caracterizava pela reverência. Seus cultos não eram irreverentes. Se em algumas reuniões o ambiente é funerário, em outros é demasiado leviano. Não refletem a presença solene e soberana de Deus. Os primeiros cristãos não conheciam esse erro. Quando o Espírito Santo renova a igreja, a enche de alegria e também de reverência ante Deus.

Por que me sinto tão vazio? (5)

PULPITO_billy_grahamQuem Precisa de Socorro?

Por Billy Graham

Na epidemia de filmes sobre catástrofes que grassou nos meados dessa década de 70, houve um que se chamou Terremoto. Quando o devastador tremor de terra ocorre, duas das personagens principais do filme procuram abrigo sob um carro forte, para esconderem-se dos destroços que caíam, e do terror da natureza desenfreada. Naquele momento, eles não pararam para raciocinar sobre o que estava acontecendo, e nem procuraram analisar o que iriam fazer; só sabiam que precisavam de socorro, e correram a abrigar-se.

A pessoa que se encontra nas mais precárias circunstâncias da vida deseja socorro imediato. Ela não precisa analisar o socorro, nem examinar a forma sob a qual ele lhe chega; ela só sabe que precisa ser salva.

Quando nos referimos ao desastre de nossos terremotos interiores, alguns intelectuais desejam saber qual é a fonte de auxílio e conhecer todos os detalhes que se relacionam com esta fonte. O intelectual tem um cerro conjunto de crenças auto-suficientes, e acredita que seu sistema está completo. Outros intelectuais aceitam cegamente as falsificações que lhes são apresentadas em linguagem e linha de pensamento tão complexas, que quem quiser negar suas premissas correrá o risco de parecer ignorante. Para algumas pessoas é muito difícil dizer: “Isto não faz muito sentido; eu não entendo o que quer dizer.”

Contudo, vários intelectuais abriram o coração e a mente para a verdade das boas-novas, e encontraram uma nova vida.

Uma jovem hindu que fazia um curso de pós-graduação em medicina nuclear na Universidade de Los Angeles, iniciava seu segundo ano de estudos, quando assistiu a uma de nossas cruzadas. Ao término do culto, ela aceitou Jesus como seu Salvador, e nasceu de novo.

Um brilhante cirurgião que assistiu a uma cruzada ouviu-me afirmar que, se para chegar aos céus cada pessoa dependesse de boas obras, eu não tinha esperanças de chegar lá. Ele dedicara sua vida a socorrer a humanidade, mas naquele momento compreendeu que seus estudos e todos aqueles anos de dedicação e esforço, suas noites de vigília com os pacientes, e seu amor pela profissão não lhe conquistariam um lugar junto a Deus. E esse homem, que vira muitos nascimentos nessa vida, aprendeu o que significava nascer de novo.

Muitas pessoas pensam que Cristo só conversava com pessoas desclassificadas ou com crianças. Mas um de seus grandes encontros, durante seu ministério, foi com um intelectual. Esse homem, cujo nome era Nicodemos, tinha uma ideologia e filosofia teológica muito rígida, e que aliás era excelente, pois tinha Deus como centro. Entretanto, esse intelectual estruturara seu sistema religioso-filosófico sem o nova nascimento, que somente é encontrado em Jesus Cristo.

E o que foi que Jesus, um carpinteiro de Nazaré, disse àquele homem culto? Ele disse mais ou menos o seguinte: Sinto muito, Nicodemos, mas não posso explicar-lhe isso. Você está diante de um fato que o perturba, porque não se ajusta ao sen sistema. Você reconhece que não sou um homem comum, e que eu opero no poder de Deus. Isto não faz muito sentido para você, mas não posso explicar-lhe, porque suas suposições não me concedem um ponto de partida. Nicodemos, para você isto é ilógico. Não há nada em suas idéias que o aceite. Mas você não terá visão espiritual, enquanto não nascer espiritualmente. Você terá que nascer de novo.”

Nicodemos estava confuso. “E como é que um homem que já está envelhecendo pode nascer de novo?” indagou ele. “Como pode ele retornar ao ventre de sua mãe e nascer pela segunda vez?”

Os intelectuais perguntam: “Como é que um homem pode nascer duas veles? “

Quem quiser encontrar respostas para suas indagações tem que se dispor a rejeitar muita coisa de seu antigo sistema de pensamento e mergulhar no novo. Então enxergará a possibilidade de algo que pensou ser impossível.

“É por isso que somente esta fé singularmente ‘impossível’ – em um Deus que existe, em uma encarnação que é terrena e é histórica, em uma salvação que vai de encontro à natureza humana, em uma ressurreição que aniquila o caráter decisivo da morte – é capaz de oferecer uma alternativa para o vacilante pó da terra, e, através de um novo nascimento, abrir-lhe caminho para uma nova vida.”

Nas montanhas próximas ao lugar onde moramos, certa vez, um pequeno avião se perdeu com quatro pessoas a bordo. Mais ou menos por essa mesma época, uma jovem de quinze anos perdeu-se na mesma área. Foi uma ocasião de muita tristeza para nossa comunidade, pois as quatro pessoas morreram e a jovem nunca foi encontrada.

Certo dia, quando minha esposa comentava com um senhor que trabalha para nós acerca dos trágicos acontecimentos que sucederam àquelas pessoas, ele contou-lhe um fato de sua própria experiência. Ele nascera e se criara nessas montanhas, disse-lhe, e pensou que nunca iria perder-se nelas. Quando criança, aquela região fora área de lazer, e depois de adulto, era ali que ele caçava. Em certa ocasião, porém, ele ficou a vaguear pelo mato, subindo penhascos, terrivelmente confuso.

Ele ia de um lado para outro, até que, de repente, para seu alívio, chegou a um barraco onde morava um velho. E ele disse a Ruth que nunca esqueceria o conselho que o homem lhe deu: “Quando você se perder nestas montanhas, nunca desça – procure sempre subir. Do alto do morro, você avista o lugar e fica sabendo onde está, e pode orientar-se de novo.”

É possível que venhamos a perder-nos nas montanhas da vida.

Temos duas escolhas: ou podemos descer e nos deixar dominar por drogas, depressões, vazio e confusão de mente, ou podemos continuar a subir. A direção que seguirmos determinará se encontraremos a nós mesmos ou não.

Nessa época de indagações e buscas, a mais importante delas é a nossa busca de um conhecimento acerca da vida, e acerca de Deus. Esta busca nos lançará na única direção certa, no único caminho certo, e então estaremos encetando aquela jornada, quando nascemos de novo.

A IGREJA PRIMITIVA (2)

John StottPor John Stott

Comunhão e ajuda mútua

A segunda marca de uma igreja viva que descobrimos na leitura de Atos é o amor e o cuidado mútuo entre os crentes. Se a primeira marca é o estudo, a segunda é a comunhão.

A palavra comunhão que utilizam algumas versões é a tradução de koinonía. Este termo descreve aquilo que temos em comum, o que compartilhamos como crentes em Cristo. Isto se refere a duas verdades complementares.

Em primeiro lugar, compartilhamos a graça de Deus. O apóstolo João começa sua primeira carta com estas palavras: “Nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo…” Paulo fala da comunhão que temos com o Espírito Santo. A comunhão autêntica é uma comunidade trinitária. Nós os crentes participamos em comum no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Há um segundo aspecto da koinonía. Também temos em comum o que damos. Este é o aspecto que Lucas dá ênfase. Em suas cartas, Paulo usa esta mesma palavra, koinonía, para referir-se a uma oferta que estavam dando as igrejas. O adjetivo koinónico significa “generoso” e, nesta passagem, Lucas descreve a generosidade dos cristãos primitivos:

“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam

suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de

mister.” (Atos 2:44-45)

Esta passagem nos perturba. Preferimos salta-la para evitar o desafio que ela encerra. Devemos imitar literalmente estes crentes? Quis Jesus que todos seus seguidores vendessem suas possessões e repartissem o que obtivessem delas? Sem dúvida, o Senhor chamou a alguns de seus discípulos a uma pobreza voluntária total. Esse é o chamamento que fez ao jovem rico, por exemplo. A ele, Jesus disse expressamente que vendesse tudo e o desse aos pobres. Este foi também o chamado de Francisco de Assis, na idade média, e provavelmente é o chamado de Madre Tereza, em Calcutá. Eles nos recordam que a vida não consiste na abundância dos bens que possuímos. Mas não todos os discípulos de Cristo são chamados a isso. A proibição da propriedade privada é uma doutrina marxista, não cristã. Mesmo na igreja em Jerusalém, a decisão de vender as propriedades e dar tudo foi uma questão voluntária. Quando passamos para o versículo 46, lemos que os crentes se reuniam “em suas casas”. Quer dizer, continuavam tendo casa e propriedades pessoais. Pelo visto, não haviam vendido todas as casas, seus móveis e suas propriedades! Contudo alguns tinham casas, e os crentes se reuniam nelas.

Não obstante, não devemos evadir do desafio destes versículos. Alguns suspiram com alívio porque não sugeri que devemos vender tudo e repartir-lo. Mas, mesmo que não seja nosso chamado particular, todos fomos chamados a nos amarmos mutuamente como faziam aqueles cristãos.

O primeiro fruto do Espírito Santo é o amor. Em particular, a igreja primitiva cuidava dos pobres, e compartilhava com eles parte de suas possessões. Esta atitude deve caracterizar a igreja em todos os tempos. A comunhão, a disposição de compartilhar, generosa e voluntariamente, é um princípio permanente. A igreja deveria ser a primeira entidade no mundo na qual se abolisse a pobreza. Conhecemos as estatísticas. O número de gente que vive na miséria, sem cobrir as necessidades básicas para sobreviver, é aproximadamente de um bilhão. A média dos que morrem de fome cada dia é de dez mil pessoas. Como podemos viver com estas estatísticas? Nós cristãos que vivemos em países mais ricos devemos ajustar nosso estilo de vida e viver com mais simplicidade. Não porque cremos que isto vai solucionar os problemas macroeconômicos do mundo, senão por solidariedade com os pobres.

Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja generosa. A generosidade tem sido sempre uma característica do povo cristão porque nosso Deus é um Deus generoso. Por isso, outra palavra que expressa a atitude de generosidade é a palavra “graça”. Se Ele da tudo de graça, se nosso Pai é generoso, Seus filhos também devem ser generosos.

Por que me sinto tão vazio? (4)

PULPITO_billy_grahamOs Intelectuais Estão Procurando?

Por Billy Graham

Os homens e mulheres que são considerados parte da elite intelectual, estão à procura do mesmo sentido para a vida, do mesmo senso de realização, mas muitos deles são detidos nessa busca pelo orgulho pessoal. Eles gostariam de salvar-se a si mesmos, pois o orgulho alimenta a auto-estima, levando-nos a crer que podemos passar sem Deus.

O famoso escritor e filósofo inglês, Bertrand Russell, produziu, com abundância, obras acerca da ética, moral e da sociedade humana, tentando provar o que ele acreditava serem os erros da Bíblia. A respeito desse orgulho intelectual, Russell escreveu o seguinte: “Todos os homens gostariam de ser Deus, se lhes fosse possível; e alguns têm dificuldade em reconhecer esta impossibilidade.”

Desde o começo dos tempos, o homem tem dito como Lúcifer: ”Serei semelhante ao Altíssimo” (Isa. 14:14).

E a busca continua. O coração precisa ser satisfeito, e a maioria dos intelectuais chega a um ponto de sua existência quando a vida acadêmica, a comunidade científica, as atividades políticas ou econômicas não satisfazem mais.

Um excelente crítico do cenário cultural escreveu: “O homem, apesar de ser humano, procura sempre e sempre escapar à lógica de sua própria realidade, e deseja encontrar seu verdadeiro eu, seu humanismo, sua liberdade, mesmo que somente possa fazê-lo através de uma total irracionalidade ou de um misticismo completamente infundado.”

Estamos presenciando as conseqüências de o homem buscar seu verdadeiro eu em experiências místicas e novos cultos, e naquilo que denominam “nova consciência”. “O homem hoje deseja experimentar a Deus. Nem fé, nem conhecimento são a palavra-chave, mas experiência.”

E à medida que se intensifica este anseio pela experiência, as falsas filosofias e os falsos deuses se tornam aceitáveis. Um intelectual europeu afirmou:

“Há séculos que empreendemos a busca daquele ideal que os gregos denominaram ataraxia, a idéia de uma calma tranqüila, de profunda satisfação interior, que transcende as inquietações, frustrações e tensões do viver diário. Muitos a procuraram através da filosofia e religião, mas sempre tem havido uma busca paralela de atalhos.”

Certo escritor americano afirma: “À medida que aumenta de intensidade a busca do homem por novas experiências, novos líderes, novas esperanças, existe também aquele anseio contínuo de encontrar-se outra alternativa para um futuro que parece ser tão negro.”

Os homens estão desesperadamente desejosos de paz, mas a paz de Deus não é a ausência de tensões e tumultos, mas, sim, uma paz, que, mesmo em meio a tensões e tumultos, continua a existir.

Em Calcutá, na Índia, desejei visitar uma grande serva de Deus que é conhecida no mundo como Mãe Teresa. Eu chegara bem cedo, e as irmãs não queriam perturbar Mãe Teresa, pois três pessoas haviam morrido em seus braços naquele dia, e ela acabara de recolher-se a seu quarto para descansar um pouco. No entanto, o oficial que me levara até lá enviou um recado a ela, e daí a alguns instantes ela apareceu.

Imediatamente, aquela santa mulher deu-me a impressão de uma pessoa que goza de paz interior em meio à tormenta. É a paz que ultrapassa todo entendimento, e todos os desentendimentos também.

Como precisamos deste tipo de paz, nesta geração que está senda despedaçada por inquietude interior e desespero! Os jornais diários são exemplos clássicos de um quadro negativo. Terrorismo, bombardeios, suicídios, divórcios e um pessimismo geral são as doenças do dia atual, pois o homem, em seu orgulho, recusa-se a voltar-se para Deus.

Entretanto, o intelectual sincero, aquele que cultiva uma mente aberta juntamente com a busca do coração, faz uma descoberta maravilhosa. Diz o Dr. Rookmaaker:

“Não podemos entender a Deus perfeitamente, nem conhecer sua obra completamente. Mas ele não nos pede que o aceitemos com uma fé cega.

Pelo contrário, ele nos pede que olhemos ao redor, e reconheçamos que as coisas que ele nos ensina através de seu Filho, seus profetas, e seus apóstolos são verdadeiras, são reais e são relativas a este mundo, o cosmo que ele criou.

Portanto, nossa fé nunca pode ser considerada como irracional, nem como algo pré-fabricado. A fé não significa o holocausto do intelecto para quem cré na versão bíblica da História.”

A IGREJA PRIMITIVA (1)

John StottPor John Stott

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2:42-47)

Nós os cristãos estamos unidos não só por nosso compromisso com Jesus Cristo, como também por nosso compromisso com a igreja de Jesus Cristo. Precisamos ter a mesma perspectiva da igreja que Jesus tinha, e redescobrir a visão de uma igreja viva, renovada pelo Espírito Santo, tal como foi nos seus primeiros tempos. O propósito de Deus não é salvar indivíduos e perpetuar seu isolamento. Deus se propôs edificar a igreja, uma comunidade nova e redimida. Planejou-a na eternidade passada, a está levando a cabo no processo histórico do presente, e será aperfeiçoada na eternidade que virá.

A igreja esta no centro do plano de salvação. Cristo morreu não só para nos redimir de toda iniqüidade, mas também para reunir e purificar para si mesmo um povo entusiasmado pelas boas obras. Assim diz a Palavra:

“O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” (Tito 2:14)

Na eternidade, Deus nos reunirá aos redimidos por Cristo como um só povo, do qual o apóstolo João teve uma antecipação extraordinária:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” (Apocalipse 7:9-10)

Tomaremos, como base para nossa reflexão sobre a igreja, os capítulos da primeira carta de Paulo aos Corintios. Antes, a título de introdução, daremos uma olhada na igreja primitiva, como a descreve Lucas no livro de Atos.

Como é uma igreja viva?

É natural que para responder esta pergunta, voltemos ao relato de Pentecostes no livro de Atos. É bom que sejamos realistas na leitura. Costumamos ver a igreja primitiva com uma atitude idealista, romântica. Nos maravilhamos com seu ímpeto evangelístico, seu impacto transformador no mundo. Falamos dela com admiração, como se não tivesse defeito; nos esquecemos as heresias, as hipocrisias, as rivalidades e imoralidades que perturbavam a igreja primitiva tanto quanto a perturba hoje. Contudo, existe algo evidente: essa igreja primitiva em Jerusalém foi profundamente renovada pelo Espírito Santo. Qual era a evidência da presença e do poder do Espírito Santo? Se pudermos responder esta pergunta, poderemos também responder outra: Qual é a evidência da presença do Espírito Santo na igreja de hoje?

Lucas descreve quatro marcas de uma igreja cheia do Espírito. Esses são traços que deveriam caracterizar a toda igreja aberta para a presença e o poder do Espírito Santo.

Ensinamento apostólico

Esta primeira característica é surpreendente e não muitas congregações a teriam em conta hoje. A igreja viva é uma igreja que está aprendendo, uma comunidade que estuda.

A primeira coisa que Lucas disse sobre esta igreja renovada pelo Espírito é que ela perseverava na doutrina dos apóstolos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (Atos 2:42).

Poderíamos dizer que, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo abriu uma escada para a igreja. Os mestres da escola eram os apóstolos, a quem Jesus tinha escolhido e treinado: e havia três mil estudantes… na realidade, meninos do jardim de infância. Estes recém nascidos para a fé, convertidos e cheios do Espírito Santo, não estavam dedicados a desfrutar de uma experiência mística que os fizera se esquecer ou de arrazoar sobre o que criam. Pelo comentário, perseveravam na doutrina dos apóstolos e queriam aprender tudo o que fosse possível. Tinham fome da verdade e queriam sentar-se aos pés dos apóstolos e absorver seus ensinamentos.

A plenitude do Espírito Santo é incompatível com o antiintelectualismo. O Espírito de Deus é Espírito de verdade. Esse foi um dos títulos que Jesus mesmo o deu ao Espírito. Se quisermos estar cheios do Espírito, sua verdade será importante para nós.

Aqueles crentes primitivos não pensaram que bastava para eles a presença do Espírito Santo em seu interior para conhecer a verdade. Não deram por certo que, por haver recebido a plenitude do Espírito Santo, este era o mestre que precisavam, e que poderiam prescindir dos mestres humanos. Não foi assim na igreja primitiva. Os novos crentes sabiam que Jesus havia nomeado aos apóstolos para que fossem mestres da igreja, e procuravam aprender todo o possível e perseveravam na sua doutrina.

Como se aplica isto à igreja de hoje? O que significa para nós perseverar na doutrina dos apóstolos, ser fiel em conservar seus ensinamentos? Entendemos que já não há apóstolos na igreja. Pode haver ministérios apostólicos, como os que realizam missões, os plantadores de igreja, os líderes. Estas pessoas exercem ministério apostólico mas não podemos os chamar apóstolos. Ninguém na igreja atual tem uma autoridade comparada a de Paulo, Pedro ou qualquer dos apóstolos de Jesus Cristo. Eles tinham uma autoridade única para ensinar em nome de Jesus e ninguém tem essa autoridade hoje. Então, se não há apóstolos na igreja contemporânea, como nós podemos nos submeter aos ensinamentos dos apóstolos? Seus ensinamentos chegaram até nós pela Bíblia. O Novo Testamento é precisamente isso: os ensinamentos dos apóstolos. Esta é a única classe de sucessão apostólica em que cremos, a continuidade da doutrina apostólica por meio do Novo Testamento.

Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja bíblica, uma igreja neotestamentária, uma igreja apostólica. Nela se ensina as Escrituras. Os pais ensinam a Bíblia aos filhos. Os membros da igreja lêem e refletem sobre as Escrituras todos os dias. O Espírito de Deus dirige o seu povo a submeter-se à Palavra de Deus, e quando o faz, essa igreja se remova com a presença do Espírito Santo.

Deus É Poderoso

o_pulpito_de_bill_hybelsPor Bill Hybels

Se você pudesse pedir a Deus um milagre, sabendo que Ele iria atendê-lo, pediria

•  que Ele restaurasse seu casamento?

• mudasse alguma coisa em seu trabalho?

• trouxesse para casa uma filha ou filho transviado?

•  curasse seu corpo?

•  consertasse suas finanças?

• levasse um amado a Cristo?

Qualquer que seja o pedido, você o tem apresentado a Deus em oração, com regularidade e diligência, a cada dia, confiando que ele vai intervir na situação? Caso contrário, por que não?

Deus é capaz de resolver?

A maioria de nós tem que admitir que não oramos com frequência a respeito de nossas necessidades mais profundas. Somos covardes. Começamos a orar, mas logo nossas mentes começam a divagar e descobrimos que estamos usando frases vazias. As palavras soam vãs e ocas e nos sentimos hipócritas. Acabamos por desistir. Parece mais fácil conviver com situações difíceis do que continuar a orar sem resultado.

Buscamos a Deus porque sabemos que seus braços amorosos estão estendidos para nós. No entanto, logo recuamos e tentamos enfrentar as dificuldades em nossa própria força porque, em um nível básico e talvez inconsciente, duvidamos que Ele se importe com os problemas que estamos vivendo.

Faz bem e é bom crer que Deus nos ama e deseja nos ajudar. Porém, permanece a indagação: Ele é capaz de fazer isto? Desde que Ele não seja, nem toda a boa vontade no céu e na terra faria a menor diferença.

Nosso país vem se afogando, há anos, em um mar de tinta vermelha. O déficit público nos persegue há trinta anos. A distância entre ricos e pobres tem aumentado. Altos executivos recebem salários principescos, enquanto o desemprego em massa se multiplica, os sem preparo técnico não conseguem encontrar empregos com salários decentes e a ajuda governamental é incapaz de fazer frente à pobreza urbana. A despeito da difícil situação política e econômica, ninguém jamais pediu-me que fizesse algo a respeito – e por uma boa razão. Eu não tenho capacidade de efetuar uma mudança na política nacional que venha a solucionar nossa desgraça econômica. Seria pura perda de tempo pedir que eu ao menos tentasse. Por este motivo ninguém o faz, embora os problemas sejam sérios e crescentes.

Muitas regiões da Terra são constantemente dilaceradas pelas guerras e lutas civis: Oriente Médio, Bálcãs, Irlanda do Norte, Sudeste Asiático, África, Coréia. Corrupção governamental, desrespeito aos direitos humanos e prontidão para usar a força quando o discurso fracassa, contribuem para uma grande perda de vidas humanas a cada ano. Ninguém jamais me pediu para fazer alguma coisa a respeito desta situação tão deplorável. Porquê? Porque é óbvio que eu não tenho poder para trazer paz à Terra, embora ela seja muito necessária.

Crendo no coração

Muitos de nós temos necessidades particulares prementes e problemas sérios que destroçam nossas vidas, no entanto não pedimos auxílio a Deus porque, sob nossa camada superficial de fé e confiança, não cremos que Deus tenha o poder de fazer algo a respeito.

É claro que Deus é capaz de tratar de qualquer problema que levemos a Ele. Criar planetas para Ele não é nada. Nem ressuscitar mortos. Coisa alguma é difícil demais para Deus resolver – porém Ele está aguardando que nós reconheçamos seu poder e peçamos sua ajuda.

Eu costumava arrumar desculpas para minha tímida vida de oração. Não tenho bons modelos de perseverança em oração, disse a mim mesmo. Minhas responsabilidades são imensas e meu tempo é escasso para orar de maneira adequada. Deus, porém, me convenceu de que eu não estava sendo honesto comigo. O motivo pelo qual minhas orações eram fracas, era minha débil fé.

Em minha mente eu sempre havia acreditado na onipotência de Deus. Escrevi e preguei sobre este assunto. Muitas vezes, no entanto, esta crença não se encontrava registrada onde é realmente importante – em meu coração. Quando meu coração não está convencido, não oro a respeito de situações difíceis, nem peço a Deus para suprir necessidades urgentes. Bem no íntimo, não acredito que Ele possa resolver meus problemas.

Durante minhas férias de verão passei horas lendo, planejando e orando em uma pequena sala com vista para o porto de South Haven, Michigan. Certa manhã, observando as ondas lambendo a praia, descobri qual era a dificuldade em minha vida de oração. Eu não cria, em meu coração, que Deus pudesse fazer alguma coisa em relação a toda confusão ao meu redor. Confessar esta dificuldade diante de Deus foi muito embaraçoso mas, também, purificador.

Decidi que eu não queria continuar como me encontrava, descrendo da onipotência de Deus em todas as circunstâncias práticas da vida. Assim, iniciei um ataque em minha falta de convicção. Abri a Bíblia e localizei quase todos os textos que enfatizavam a capacidade de Deus de realizar qualquer coisa que Ele desejasse.

O poder de Deus sobre a natureza

Estudei primeiro as passagens que demonstram o poder de Deus sobre a natureza.

Quando Deus achou que determinados mares ou rios deviam se abrir, Ele os abriu. (Êxodo 14; Josué 3). Quando seu povo se encontrava faminto, Ele deixou cair alimento do céu ou multiplicou pães e peixes (Êxodo 16; João 6.1-13). Quando uma tempestade colocou em risco a vida dos discípulos, Ele a acalmou (Marcos 4.35-41). Quando o exército de Israel precisou de mais tempo para consolidar suas vitórias, Ele prolongou as horas do dia (Josué 10.12-14).

Uma história que eu gosto muito é a que fala da frustração de Moisés quando o povo estava sedento (Êxodo 17:1-7). Ele apresentou ao Senhor a necessidade de água e Deus disse: “Vês esta rocha?”

Imagino Moisés respondendo: “Sim, mas o que isto tem a ver com água? Se precisamos de água, temos que olhar para o solo.”

Replicou Deus: “Eu não quero que o povo pense que achou um poço artesiano. Quero que você saiba que eu tenho poder sobre a natureza. Vou lhe dar água daquela rocha seca.”

E assim foi.

Eu li e reli todos os relatos a respeito do poder de Deus sobre a natureza, até ficar convencido de que eles realmente ocorreram na História.

O poder de Deus sobre as circunstâncias

Em seguida estudei os textos que mostram o poder de Deus para transformar circunstâncias impossíveis.

Quando o Espírito Santo desceu sobre os cristãos no primeiro Pentecostes, muitos saíram pregando que Cristo havia ressuscitado dos mortos e é o Salvador do mundo. Como resultado, milhares de pessoas se converteram ao novo movimento cristão. Este fato deixou nervosos os dirigentes romanos e os tradicionais líderes judeus. Ameaçados pela resposta entusiástica das multidões aos pregadores cristãos, temiam perder a autoridade sobre elas.

Assim, tanto os líderes romanos quanto os judeus reagiram contra o movimento. Primeiro, prenderam vários cristãos proeminentes e os censuraram publicamente. Não adiantou nada. Os cristãos diziam que não podiam deixar de falar sobre o que haviam visto e ouvido.

Depois, os governantes capturaram, prenderam e torturaram alguns discípulos. O efeito durou pouco. Libertados, eles falaram com mais ousadia a respeito de Cristo.

Por fim, Herodes Agripa, governador de Jerusalém, mandou prender e executar o apóstolo Tiago, irmão de João e pôs-se a planejar, também, a execução de Pedro (Atos 12).

No entanto, seus planos falharam, porque Pedro foi preso no período da Páscoa. Em respeito às tradições judaicas, Herodes não queria que o apóstolo fosse executado naquela semana. Assim, Pedro foi levado para a prisão, onde passaria alguns dias antes de ser decapitado.

Para certificar-se de que os cristãos não libertariam seu líder, Herodes determinou segurança máxima para Pedro. Dezesseis soldados romanos foram designados para guardá-lo. Um deles foi algemado ao seu pulso direito e outro, ao pulso esquerdo. Sentinelas vigiavam a entrada da cela.

Os seguidores do apóstolo não se reuniram para planejar uma invasão na prisão. Sabiam que qualquer tática humana seria inútil. Puseram-se a orar. Pedro, no entanto, permanecia na cadeia e a data do julgamento se aproximava.

Atônitos com a resposta

Na noite anterior ao julgamento e execução, os cristãos se reuniram na casa de Maria, mãe de João Marcos, para uma vigília de oração. Pedro, confiante em Cristo para a vida ou para a morte, dormiu entre seus captores.

Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: “Levanta-te depressa!” Então as cadeias caíram-lhe das mãos. Disse-lhe o anjo: “Cinge-te e calça as sandálias.” E ele assim o fez. Disse-lhe mais: “Põe a capa e segue-me.” Então, saindo, o seguia, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; parecia-lhe, antes, uma visão. Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhes abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se apartou dele (Atos 12.7-10).

Atônito, Pedro olhou ao redor. Era verdade? Estava livre? Foi mesmo um anjo que abriu as portas da prisão? Quando caiu na realidade, ele foi correndo ao encontro dos irmãos. Uma criada abriu-lhe a porta. Ouvindo a voz dele, voltou correndo, cheia de alegria, para contar aos santos em oração que suas preces haviam sido respondidas.

Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então, disseram: É o seu anjo. Entretanto, Pedro continuava batendo; então, eles abriram, viram-no e ficaram atônitos (Atos 12.15-16).

Os primeiros cristãos não eram mais propensos do que os cristãos de hoje a crer que Deus iria mudar milagrosamente as circunstâncias em resposta à oração. No entanto, oraram, e Deus recompensou-lhes a fé imperfeita, não enviando-lhes visões confortadoras, mas mudando a História.

O poder de Deus nos corações

Eu li, também, passagens que revelam o poder de Deus para mudar o coração das pessoas.

Deus teve poder para fazer do tímido Moisés um líder (Êx 3,4), para abrandar o coração cruel de Faraó (Êx 11.1-8), para impedir o desanimado Elias de desistir (1 Rs 19.15), para transformar o fanático perseguidor Saulo no apóstolo viajante (At 9.1-31).

Voltando ao apóstolo Pedro, vemos a tremenda diferença que o poder de Deus fez na vida dele. Na prisão, ele se encontrava tão cheio de fé e de paz que conseguiu dormir profundamente, embora na iminência de ser morto no dia seguinte. Dez ou quinze anos antes, Pedro era um homem diferente.

Quando Jesus foi preso no meio da noite e levado à presença das autoridades civis e religiosas, a maior parte dos discípulos fugiu, aterrorizada. Para mérito de Pedro, ele seguiu o mestre até o pátio do sumo sacerdote. Ali, porém, perdeu a coragem. “Vão matá-lo — ponderou — e depois irão atrás de seus amigos. E melhor eu começar a fingir.” Então, temendo por sua vida, apesar de não haver sido ameaçado, tentou, sem sucesso, mudar o sotaque e convencer os criados de que não possuía nenhuma ligação com Jesus.

Cristo sabia que Pedro iria negá-lo. Sabia também que Pedro, o covarde, pelo poder do poderoso Deus, iria se tornar Pedro, a rocha, o primeiro grande líder da Igreja cristã (Mt 16.18-19).

“Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lucas 22.31-32).

Depois da crucificação, Pedro era um homem destruído. Não podia reconstruir as coisas por si mesmo. Só o poder de Deus era capaz de transformá-lo. Foi o que aconteceu, como vemos em todo o livro de Atos.

Enquanto eu estudava o poder de Deus na vida das pessoas, fui convencido, mais uma vez, de que Deus opera, quando quer, na vida de quem Ele deseja transformar. Lembrei a mim mesmo de que estes fatos ocorreram na História, não na mitologia.

O mesmo ontem, hoje e eternamente

Estudei todas estas passagens porque eu não queria simplesmente concordar com a doutrina da onipotência de Deus (eu já concordava); eu queria apropriar-me dela, o que é bem diferente. Minha vontade era poder afirmar que eu não ligava para o que as outras pessoas pensavam, não me importava com a opinião dos eruditos. Eu cria que Deus tem mostrado sua onipotência na História.

Uma coisa, porém, era me apropriar da doutrina da onipotência de Deus na História e outra coisa, bem diferente, era me apropriar da doutrina de sua onipotência hoje, em minha cidade, em relação aos meus problemas e preocupações. Para crer nisto, eu precisava crer que Deus não muda, que Ele é imutável.

A doutrina da imutabilidade de Deus é firmemente fundamentada em textos bíblicos como Malaquias 3.6: “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” Ou Hebreus 13.8: “Jesus Cristo, ontem e hoje é o mesmo e o será para sempre.” Deus não tem mudado. Não está envelhecendo, e seu poder não está desvanecendo. “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga?…” (Isaías 40.28). Se Ele sempre foi poderoso para controlar a natureza, transformar pessoas e alterar circunstâncias, Ele ainda é poderoso para fazer estas coisas.

Deus é poderoso – a Bíblia repete estas palavras vezes sem conta. Poderoso para salvar três de seus seguidores da fornalha ardente (Daniel 3.17). Poderoso para salvar Daniel da boca dos leões (Daniel 6.20-22). Poderoso para dar a Sara, já com 99 anos, um filho (Romanos 4.18-21). Poderoso para dar a seus seguidores tudo o que necessitam (2 Coríntios 9.8). Poderoso para salvar por completo aqueles que se achegam a Deus por intermédio de Jesus (Hebreus 7.25). “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (Efésios 3.20)

Deus é poderoso. Da mesma maneira que Deus estampou esta verdade em meu coração, eu gravei as palavras em um bloco de madeira que deixo sempre à vista quando me ajoelho para orar. Valorizo esta recordação, porque é pura futilidade orar se não creio que Deus seja capaz de responder.

O que quer que seja necessário fazer para levá-lo a se apropriar da doutrina da onipotência de Deus, faça-o. Enquanto não se apropriar dela, você será um medroso na prática da oração. Fará alguns pedidos, de joelhos, mas será incapaz de perseverar em oração até que tenha em seu coração a certeza de que Deus é poderoso. O “guerreiro de oração” é uma pessoa convencida de que Deus é onipotente, que tem poder para fazer qualquer coisa, para transformar qualquer um e interferir em qualquer circunstância. Uma pessoa que crê verdadeiramente nisto se recusa a duvidar de Deus.

Seu convite pessoal

No capítulo 2 vimos que Deus está ansioso para derramar boas dádivas sobre nós. Sabemos, agora, que Ele não está apenas desejoso mas que também é poderoso para nos abençoar muito além do que imaginamos. Muitos de nós, no entanto, estão hesitantes, relutantes em entrar, sem convite, na presença do rei do universo.

Não hesite mais! Deus, por intermédio de Cristo, enviou-lhe um convite pessoal para chamá-lo a qualquer hora. Na verdade é impossível chegar à presença dele sem convite, porque sua palavra nos insta a “orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5.17).

Se você ainda não é cristão, este é o convite de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11.28-29).

Se você já é filho de Deus, o convite continua acessível. Você pode orar a respeito de qualquer coisa: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ‘ ações de graças” (Filipenses 4.6).

Você não precisa ser tímido: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.16).

Embora orando em nome de Jesus, você pode ter a certeza de que seus pedidos vão diretamente a Deus: “Naquele dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus” (João 16.26-27).

Seria tolice não aceitar o convite de Deus: “…Nada tendes, porque não pedis…” (Tiago 4.2].

Quando o convite de Deus é aceito, milagres começam a acontecer. Você não acreditará nas mudanças que ocorrerão em sua vida: no casamento, na família, na carreira, na saúde, no ministério, no testemunho, uma vez que esteja convencido, bem no íntimo, que Deus está disposto, que é poderoso e que o está convidando para se aproximar de seu trono para manter um relacionamento de oração.

Esperando seu chamado

Deus está interessado em suas orações porque tem interesse em você. O que for importante para você, é prioridade para Ele. Nada neste mundo é mais importante para Deus do que o que está acontecendo em sua vida hoje. Você não precisa importuná-lo para ganhar a atenção dele. Não precisa passar horas de joelhos, flagelar-se ou jejuar para demonstrar que sua intenção é séria. Ele é seu Pai e está pronto para ouvir o que você tem a dizer. Na verdade, Ele está esperando seu chamado.

Se um de meus filhos me chamasse e dissesse: “Papai, por favor, por favor, eu suplico, eu imploro para que ouça meu humilde pedido” – eu replicaria: “Espere aí. Não estou gostando desta sua atitude. Você não precisa de toda esta ginástica. O que é mais importante para mim do que você? O que me dá maior prazer do que suprir suas necessidades? Em que posso ajudá-lo?”

“Venha à minha presença” – diz Deus. “Converse comigo. Compartilhe comigo suas preocupações. Estou sinceramente interessado em você, porque sou seu Pai. Posso ajudá-lo porque tenho todo o poder no céu e na terra. Estou escutando atentamente, na esperança de ouvir sua voz.”

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